Cidades Inteligentes

Cidades Inteligentes

Embora Porto Alegre-RS, cidade onde vivo, seja apenas a 11ª cidade mais inteligente e conectada do Brasil, creio que muitos esforços estão sendo feitos para melhorar e aprimorar nosso ranking.

Mas meu interesse em cidades inteligentes não é apenas em Porto Alegre, creio que isso é uma tendência, junto com outras como Big Data, IA, IoT, veículos autônomos, e outras que já inclusive escrevi a respeito, não tem mais volta!

As cidades inteligentes estão aí, não só no Brasil atual como mundo afora. E se engana quem pensa que cidade inteligente tem que ser construída do zero com esse objetivo, não é isso.

Benefícios de uma smart city

Pode parecer que são apenas aspectos tecnológicos, geração e análise de grandes volumes de dados, mas não é apenas isso.

É de fato como usar a tecnologia para impactar principalmente o setor público de serviços ao cidadão, incorporar tecnologias, melhorar a vida das pessoas e tudo o que circula ao redor disso. Inclusive na iniciativa privada.

Unificar esforços, normalmente diferentes secretarias municipais utilizam diferentes métricas e diferentes serviços para executar a mesma coisa. Então tendo os dados oriundos da mesma fonte, se começa a pensar em otimizar processos internos. Ganhamos todos.

A IoT agrega imenso valor as smart cities. A utilização de simples recursos de IoT, ou mesmo coisas mais mundanas como lâmpadas de LED inteligentes, já propicia economia e ganhos (economia de recursos e investimentos) substanciais, e que podem ser aplicadas em outras frentes mais importantes.

Claro que temos que pensar em deslocamento, comunicações, energia e grandes distâncias geográficas numa análise inicial.

A integração de modais de transportes através dos recursos tecnológicos apropriados ainda leva ao menor uso de veículos particulares, e menor deslocamento de pessoas através de seus próprios veículos significa menos carros na rua e menos poluição, sem falar num trânsito mais fluido.

Um estudo do IDC ainda enumera tendências para Smart City de sucesso

  • Capacidade de atrair e reter talentos (para trabalhar nas empresas locais);
  • Crescimento ordenado de infra estrutura e recursos;
  • Eficiência energética;
  • Os serviços públicos precisam ser eficientes e “digitais”, conversando com o cidadão como ele precisa;
  • Tratar da proliferação de dispositivos de IoT e da grande massa de dados que isso vai gerar de maneira adequada, devolvendo dados relevantes;
  • Gerir a sua “camada digital”;
  • Otimizar a gestão da cidade com base nos elementos anteriores

E esse (o trânsito) tem minha atenção especial, estou programando algo neste sentido, espero em breve poder divulgar aqui e em outros meios.

Entendo (e muitas empresas também) que o trânsito é um dos pontos principais a serem atacados, é um problema na maior parte do nosso mundo, então utilizar recursos inteligentes para melhorarmos neste aspecto, não só com economia de combustível fóssil, mas com real melhoria no caos que temos hoje na maior parte das grandes cidades.

O potencial está todo aí, basta fazermos a coisa melhorar. Claro que não podemos achar que simplesmente tendo veículos autônomos em todos os lugares vai nos dar de imediato um trânsito melhor.

Não vai funcionar desta forma. Se a ocupação média dos veículos é de 1,1 passageiro, e se ainda quisermos manter essa mentalidade de todo mundo possuir ao menos um veículo, isso vai continuar a ser um problema crônico.

Não é a tecnologia que vai mudar nossa mentalidade.

Algumas empresas de fato estão preocupadas com isso,a própria Microsoft está com várias iniciativas neste sentido. A Volvo, o Google, a Subaru, Tesla, Ford, Sidewalk Labs e muitas outras.

Mas de imediato sempre a solução delas vem com a venda de outro veículo.

Ainda temos questões legais e morais para responder quando falamos a respeito da IA decidindo quem vive e quem morre num acidente que pode ser evitado (para alguns) por exemplo.

Cidades do futuro

Algumas iniciativas nos EUA, China e até no Brasil entendem que é preciso construir do zero uma cidade se quisermos que ela realmente seja 100% otimizada como uma cidade inteligente.

Acho que sim é possível planejar as novas cidades e novos bairros desta maneira, mas não acho que essa seja a melhor saída, uma vez que temos um legado inteiro da nossa civilização.

Simplesmente não faz sentido reconstruir tudo do zero.

É claro que outras iniciativas como a da Finlândia, um país de aproximadamente 5 milhões de habitantes, prevê que recursos sejam destinados para recriar e otimizar toda a cadeia, logo, para um país deste tamanho tornar todas as suas cidades em uma smart city parece mais fácil de ser feito.

Iniciativas e eventos

Tivemos uma quantidade interessante de eventos ocorrendo, alguns que observei foram o do Smart City Business 2017, o prêmio Connected Smart Cities, tivemos um evento em Porto Alegre, A evolução de Porto Alegre enquanto Smart City, um centro de inovação para cidades inteligentes, e ainda um paper interessante A smart city initiative: A case study of Porto Alegre 156.

Então para quem acha que a coisa está muito no início, melhor repensar.

O que eu acho disso tudo?

Não importa o que ou como, a conectividade é um fator fundamental para o que será feito.

E outra coisa que tem que ficar clara, embora as coisas possam ficar mais otimizadas e mais baratas, nada será de graça!

E o blockchain e toda a cadeia de moedas virtuais e recursos envolvidos nisso serão fundamentais para o sucesso das smart cities do futuro.

Infográficos

Foram alguns que encontrei por aí e me fizeram querer escrever a respeito disso, coloquei abaixo para você.

Gustavo Tagliassuchi

Velha ave de rapina, estudioso da web e seus desdobramentos, nerd, micreiro, pai dedicado de três filhos (um é peludo), marido esporádico, empreendedor, especialista em desenvolvimento de software para web, pesquisador, escritor, professor, marketeiro digital, blogueiro, apreciador de cervejas artesanais, profundo admirador do WordPress, ouvinte das músicas dos anos 80, sobrevivente do colesterol alto e corredor muito muito amador.

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