Gustavo Tagliassuchi
Estudioso da web e seus desdobramentos, nerd, micreiro, pai dedicado de três filhos (um é peludo), marido esporádico, empreendedor, especialista em desenvolvimento de software para web, pesquisador, escritor, professor, marketeiro digital, blogueiro, apreciador de cervejas artesanais, admirador do WordPress, co-organizador dos Meetups de WordPress em Porto Alegre, organizador do WordCamp Porto Alegre 2019 e co-organizador em 2018 e 2017, ouvinte das músicas dos anos 80, sobrevivente do colesterol alto, corredor muito muito amador e sócio da Agência Dupla.

Mitos de email marketing

Mitos de email marketing

Conheça alguns mitos de email marketing que tenho escutado e lido a respeito.

Com todo respeito à minha falecida avó, eu e meu irmão testávamos todos os mitos quando crianças, leite com manga, comer demais e ir nadar, tudo quanto era coisa que escutávamos entre o final dos anos 70 e início dos anos 80 nós testávamos.

Éramos praticamente os Myth Busters dos Pampas, respeitadas as proporções. Nunca nenhum mito deixou de ser desmascarado.

Confira os mitos do email marketing

Trouxe muitos mitos para você, vamos começar pelos melhores!

  • O email marketing morreu: com um ROI supremo de quase 4000% sobre cada real investido, creio que ainda vai viver muito;
  • Millenials não gostam de e-mail: a verdade é que eles gostam de e-mail para comunicações comerciais da mesma forma que outros grupos;
  • A lista precisa ser construída com double opt-in: veja, se você insere os e-mails diretamente na sua base, oriundo de algum sistema, existe então algum tipo de controle, a base pode ser feita desta forma também. Mas se o cadastramento for aberto, na web, é muito recomendado que você faça double opt-in sob pena de receber e-mails indevidos;
  • Usuários estão gastando menos tempo com e-mails: na verdade eles estão lendo e-mails por mais tempo, inclusive no mobile;
  • Automação de email marketing é difícil: foi-se o tempo dessa afirmação, não é cara e nem é difícil de fazer, talvez seja hora de analisar outra ferramenta de envios…
  • A limpeza da base é fundamental: veja, eliminar os que não interagem com você a cada envio pode ser uma alternativa razoável para quem tem grandes volumes de envios. A MailChimp por exemplo identificou em uma pesquisa que muitos usuários tomavam ações a partir de e-mails recebidos, sem necessariamente partirem do e-mail como ponto inicial. Então isso precisa ser avaliado caso a caso;
  • IPs novos ou mais IPs resolvem problemas de entrega: bem, as empresas especializadas monitoram enviadores que mudam constantemente suas infraestruturas, tentando burlar regras de baixa reputação;
  • Usuários não olham a caixa de spam: cerca de 67% sempre olhe, e 60% move os e-mails para o local apropriado;
  • Problemas de entrega são responsabilidade do ISP: mais recentemente a verdade é que a entrega depende mais das boas práticas de quem envia (ou da falta delas);
  • Descadastro é sinal de problemas: na verdade é uma coisa adequada nos dias de hoje. Enviar menos e entregar melhor é mais importante do que uma base gigante que não proporciona resultados. Foque em quem quer receber seus envios;
  • A peça de e-mail tem que ter 600 pixels de largura: use um template fluido, responsivo, otimizado para todas as resoluções. Tijolos são muito 2010 para trás;
  • As compras de natal (e os envios) precisam começar em novembro: bom, segundo a Statistica, nos EUA, as pessoas começam as compras de natal em setembro. Logo, não deixe para novembro, planeje um pouco mais;
  • Assuntos do e-mail devem ser curtos: não é o caso, e depende muito do seu nicho de atuação. Ainda, segundo a Return Path os assuntos maiores, entre 61 e 70 caracteres dão mais resultados. Vá entender;
  • A Cyber Monday só funciona se fizer algo na Black Friday: não é verdade, novamente em 2019 está previsto que a Cyver Monday ultrapasse a Black Friday em volume de vendas segundo a eMarketer, então se ligue!
  • A página de destino não é importante: é totalmente importante, e tem que remeter ao assunto que levou ao clique, simples assim;
  • Preciso focar apenas no mobile: não, ano passado a maior parte das vendas da Cyber Monday veio de desktops e não de e-mails lidos a partir do mobile, nos EUA e na Inglaterra. A experiência de todas plataformas deve ser respeitada;
  • Existe um dia da semana melhor para enviar os e-mails: podemos dizer apenas que o resultado é melhor durante a semana do que aos finais de semana. Mais do que isso é especulação! Varia muito ainda dependendo do seu perfil de usuários. Vá fazer teste A/B!
  • E-mails transacionais são fundamentais: você não vai ficar fora do jogo se não tiver feito uma estratégia que utilize envios transacionais, principalmente recomendações e ofertas diferenciadas. Ainda não, mas é bom começar a estudar o assunto;

E então?

Bem, se você tiver algum mito adicional, ou alguma dúvida, comente aí!

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Gustavo Tagliassuchi

Eu sou Gustavo Tagliassuchi, minha formação é em tecnologia em informática, me especializei em desenvolvimento de software para a web, mas minha experiência profissional desde a década de 90 inclui editoração eletrônica, gráficas, desenvolvimento de aplicativos multimídia multi-plataforma, produzi muito CD-ROM, quiosques multimídia, fui o primeiro desenvolvedor da Apple no RS. Trabalhei em provedores de acesso à Internet, em algumas agências e também criei algumas delas (4 no total). Ajudei a fundar a AGADi que posteriormente virou ABRADi e se multiplicou Brasil afora Mais recentemente ainda fui sócio de uma empresa de e-mail marketing e monitoramento de mídias sociais, onde desempenhei diferentes atividades, como responsável pelo desenvolvimento de ferramentas oferecidas em padrão SAAS, fui responsável pelo suporte e atendimento de uma rede de mais de 18.000 marcas entre clientes diretos, canais e parceiros, além de dar apoio ao marketing digital da empresa. Mas isso tudo não importa, o que importa é que eu nunca deixei de fazer web sites, atender clientes de todos os tipos e portes, e ajudar amigos e parceiros a utilizar melhor a Internet e a melhorar a qualidade dos serviços que prestavam, e até a criar produtos e escalar os mesmos. Então, até influenciado por alguns deles, resolvi criar alguns cursos e transformar este conhecimento que adquiri em algo interessante para você. Não vou vender nenhuma fórmula mágica, não garanto que ninguém vá ficar milionário da noite para o dia, mas eu acredito que consigo acrescentar alguma coisa da experiência que adquiri nesses últimos 26 anos para ajudar você a melhorar e a solucionar alguns problemas dos seus clientes, vou lhe ajudar a fazer a diferença na vida dos seus clientes.

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