A diferença entre um título chamativo legítimo e clickbait não está na intensidade da linguagem, está em se a promessa do título é cumprida pelo conteúdo.
Um título pode ser direto, específico e até provocativo sem ser enganoso, desde que o texto entregue exatamente o que prometeu.
Um recurso que costuma funcionar bem sem recorrer a exagero é a especificidade, títulos com um número, um prazo ou um resultado concreto tendem a comunicar valor de forma mais clara do que títulos vagos com adjetivos genéricos como incrível ou definitivo.
A especificidade também ajuda o leitor a se autosselecionar, ele sabe, antes de clicar, se aquele conteúdo é relevante para a situação dele, o que reduz taxa de abandono no meio do texto.
Outro recurso é a lacuna de curiosidade usada de forma honesta, apresentar uma pergunta ou um resultado inesperado sem entregar a resposta completa no título, mas garantindo que a resposta completa e satisfatória está de fato no conteúdo.
O problema não é usar esse recurso, é usá-lo sem entregar a resposta prometida, o que é a definição prática de clickbait.
Vale lembrar que o custo do clickbait não aparece no clique, aparece na taxa de rejeição, bounce rate, e na confiança de longo prazo com a audiência.
Um título honesto que gera menos cliques imediatos tende a construir uma base de leitores mais fiel do que um título exagerado que gera decepção recorrente.







