Essa é uma pergunta que recebo com frequência, e a resposta honesta é, não existe um método confiável e definitivo.
Ferramentas de detecção de IA que prometem uma porcentagem exata de quanto do texto é IA têm taxa de erro relevante, tanto falsos positivos, marcam texto humano como IA, quanto falsos negativos, não detectam texto de IA revisado por humano.
Não recomendo basear nenhuma decisão importante, editorial, acadêmica ou de contratação de freelancer, apenas no resultado de uma dessas ferramentas.
O que existem são sinais indiretos, não provas.
Textos gerados por IA sem edição tendem a ter estrutura muito simétrica, parágrafos do mesmo tamanho, sempre três exemplos, conclusões que resumem tudo que já foi dito, vocabulário genérico e ausência de detalhes específicos e verificáveis, datas exatas, nomes, números que uma pessoa real dificilmente inventaria.
Mas nada disso é prova, um humano pode escrever assim, e uma IA bem ajustada pode evitar esses padrões.
Se o contexto exigir certeza, por exemplo, avaliação acadêmica, o caminho mais confiável ainda é o processual, pedir histórico de versões do documento, rascunhos anteriores ou processo de escrita documentado, não análise retroativa do texto final.
Eu por exemplo já tive textos antigos marcados como IA, e nem existia IA na época que foi escrito!






