Não tenho uma resposta definitiva e universal para isso, porque depende muito do tipo de conteúdo e do objetivo do texto.
Mas dá para separar em partes.
Para tarefas de compilação e estruturação, resumir um documento longo, organizar tópicos, gerar uma primeira estrutura de artigo, a IA já cobre boa parte do trabalho mecânico que antes tomava tempo do redator.
Isso é real e comprovável na prática diária de quem usa essas ferramentas.
Onde a IA ainda esbarra é em três frentes, primeiro, experiência vivida, ela não tem casos reais, não cometeu erros próprios, não testou nada na prática, então qualquer experiência que ela descreve é uma reconstrução estatística de textos de terceiros, não um relato genuíno.
Segundo, verificação factual, modelos de linguagem podem gerar dados, estatísticas e citações que parecem plausíveis mas não existem, o fenômeno chamado de alucinação, então qualquer número ou fonte citada por IA precisa ser conferida manualmente antes de publicar.
Terceiro, julgamento editorial sobre o que é relevante para uma audiência específica, isso ainda depende de alguém que conhece o público de verdade.
Na prática, o modelo que mais funciona hoje não é substituir, é redistribuir, a IA assume a parte mecânica e repetitiva, e o redator humano assume verificação, experiência e julgamento editorial final.







