Isso depende de qual quantidade de ajuda de IA estamos falando, e aqui vale separar em graus.
Usar IA para revisar gramática, sugerir uma estrutura ou resumir uma pesquisa que você mesmo fez é qualitativamente diferente de publicar um texto gerado quase integralmente por IA e apresentá-lo como fruto do seu trabalho de pesquisa e experiência pessoal.
Não existe uma legislação brasileira específica, até onde tenho conhecimento, que obrigue a divulgação de uso de IA em conteúdo de blog.
Publicações acadêmicas e alguns veículos de imprensa já adotam políticas próprias de divulgação, então o padrão do seu nicho pode importar.
Do ponto de vista prático e de reputação, o risco maior não é ético no sentido abstrato, é de confiança quebrada.
Se um leitor descobre depois que um relato de experiência pessoal foi, na verdade, gerado por IA sem nenhuma experiência real por trás, o dano à credibilidade tende a ser maior do que se você tivesse sido transparente desde o início.
Uma prática comum e segura é reservar afirmações de primeira pessoa, eu testei, na minha experiência, apenas para o que você de fato viveu, e usar a IA livremente para pesquisa, estrutura e revisão, que geralmente não geram esse tipo de conflito de confiança.







