Internet: quando os pequenos concorrem com os grandes

O Brasil possuía 150 mil domínios de internet registrados em 2000. Porém, até janeiro do ano passado, este número deu um salto para mais de um milhão de domínios. Tamanho crescimento foi estimulado principalmente pelo uso do site como ferramenta de vendas e de comunicação institucional das empresas. Ter um canal aberto com o público, seja para vendas, seja para relacionamento, abre portas para o empresário, e quem estiver de fora deste esquema do século 21 poderá perder tempo e dinheiro.

O assessor econômico da Fecomércio-RS, Carlos Cardoso, lembra que a internet fez com que a concorrência deixasse de ser física, ou seja, se antes um loja concorria apenas com uma outra da mesma cidade ou Estado, agora isso mudou, dando chances bastante equalizadas para pequenas lojas do varejo brigarem com as grandes redes. “O que diferencia uma loja da outra fica por conta da qualidade do site e, principalmente, da usabilidade do portal”, avalia. A usabilidade se refere à facilidade de uso, sendo assim, não adianta a empresa oferecer um canal de vendas se o usuário não sabe como proceder para realizar a compra ou então por alguma razão fica descontente com o serviço.

O economista acredita que as empresas deveriam investir numa consultoria para realizar a criação do site. “O custo de criação e manutenção pode ser encarado como um investimento que recupera facilmente o seu valor. Isso se dá por meio das vendas ou até mesmo da melhora de relacionamento entre instituição e público”, sinaliza Cardoso, que ainda alerta que nos dias de hoje ter um bom site é mais do que uma necessidade – é uma exigência.

Conforme explica o diretor da empresa Agência de Internet, empresa de gestão digital de negócios, Gustavo Tagliassuchi, a busca de lojas de pequeno porte pela criação ou reestruturação de sites tem sido grande. “E esse trabalho precisa ser feito de forma bastante detalhada, conhecendo bem o público-alvo da empresa, os produtos e a forma de trabalho. Além disso, na hora de vendas on-line, muito mais do que criar um site, o empresário precisa estar ciente de que questões de logística e atendimento são fundamentais para o sucesso”, considera. Ele ainda conta que as pequenas lojas que usam a internet como um canal de vendas e contato com o cliente passam mesmo a concorrer diretamente com grandes redes de lojas, obtendo assim retorno institucional e financeiro. “Muito querem apenas criar um site, mas conforme o tempo passa, os e-mails enviados e pedidos que surgem naturalmente mostram que essa pode ser uma nova atuação desta empresa”, avalia Tagliassuchi.

Segundo informações do Ibope NetRatings, em Porto Alegre, cerca de 53% dos acessos são de mulheres, contra 47% dos homens. Este é um dos indicativos que já podem ser pensados na hora de uma empresa trabalhar a criação de um portal. E o enfoque para as vendas virtuais tem sido tão procurado que, segundo o Nielsen/NetRatings, em 2001 existiam 17 endereços eletrônicos do setor de e-commerce (lojas, leilões e endereços de shoppings de grandes portais); já em 2006 este número passou para 88 sites, um crescimento de 417%.

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15
jan 2008
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Eu trabalho com Internet!!!

Antigamente eu achava complexo explicar a quem me perguntava com o que trabalhava, o significado de “Editoração Eletrônica”, mas na realidade era muito simples e fácil.

O tempo foi passando e resolvi alavancar novas oportunidades e meter o nariz onde não era chamado. A coisa foi complicando, pois quando comecei a trabalhar com “Publicações Eletrônicas e Multimídia”, explicar exatamente o significado disso para as pessoas não era tarefa fácil. Afinal, colocar imagens, vídeos, animações, textos, criar interfaces com o usuário, e gravar tudo num CD para Mac ou PC não era coisa normal à época. No fundo todo mundo ficava feliz quando eu dizia que “trabalhava com informática”, afinal se tem computador é tudo a mesma coisa, né?

E por fim, por volta de 1995/96 pra fechar com chave de ouro, escolhi uma coisa mais fácil para fazer, estufava o peito para falar “Trabalho com Internet”. Afinal trabalhar com Internet era fazer sites. E como o tempo vai passando, o nosso produto e conhecimento atingindo níveis inimagináveis de sofisticação, nossos clientes precisando de coisas novas recém criadas ou ainda, coisas criadas especificamente para cada um deles. Aí a coisa realmente começou a complicar, as pessoas diziam, “Ah, tu faz sites”.

E na realidade ficou bem complicado de novo, explicar que hoje o “web site” é a ponta, a camada mais externa e mais simples daquilo que fazemos, ir ao fundo, explicar sucintamente o mecanismo de workflow por trás de tudo, ou o sistema especializado que controla e troca informações com diversas fontes de dados, mas que coisa mais louca! “Ah, porque tu não falaste logo que trabalha com programação”. É, isso, programação, mas não é só isso!

Vou continuar me especializando, mas me sinto obrigado a explicar da maneira correta aquilo que faço, embora as vezes fique complicado ou mais demorado. Mas o objetivo é esse.

E você, trabalha com o que mesmo?

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10
mar 2003
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Vamos fazer o seu novo site. Para que mesmo?

A algum tempo, criar um site para uma empresa nada mais era que colocar meia dúzia de páginas, uma institucional, uma ou duas de produtos e serviços e uma para se localizar a empresa e fazer algum tipo de contato. De lá pra cá pouca coisa mudou.

A maioria das pessoas que comandam as empresas continua achando a Internet legal, mesmo não entendendo a eficácia de sua aplicação para seu negócio. E a maioria das empresas de Internetcontinua fazendo a mesma coisa que se fazia no passado.

Se a idéia de desenvolver um site se baseia em utilizar uma das melhores ferramentas de marketing que surgiu nos últimos tempos, focada em atingir uma boa e significativa parcela do seu público, então, qual o problema? O problema se resume em tratar do desenvolvimento de um web site sem envolver todos os profissionais necessários dentro da empresa, sem se definir objetivos primários e secundários, e mais, sem se demonstrar o que pode ser feito para ajudar o cliente na busca de seus objetivos.

Conversando com a concorrência e espionando o que se tem feito, percebe-se que uma parcela das “empresas de Internet” evoluiu bastante, enquanto outra ainda não. É claro que o mercado ainda vai crescer muito, mas é ruim para os demais manter a imagem da maioria dos empresários que pouco se interessa por tecnologia (ainda se trata da Internet como um recurso tecnológico, não uma ferramenta de marketing), que sempre diz: Site, pra que?

Empresários, deixe-se envolver, planejem mais, busquem as empresas que se preocupam com seus resultados, e veja como experiência (mesmo em um mercado novo) pode ajudar e se converter em novo$ negócio$.

Desenvolvedores, vamos a fundo buscar as soluções para os nossos clientes (lembre-se que o seu cliente hoje pode ser o meu amanhã, é melhor manter ele).

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10
fev 2003
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