Educação a distância na pandemia

Na verdade, nada esteve mais longe da verdade do que esse título. Desde o início da pandemia o que se viu foram tentativas de se criar “ambientes” de ensino e enfiar alunos para dentro de todas as formas imagináveis.

Se percebeu logo de imediato, que aqueles alunos que desde sempre tinham acesso à Internet e a computadores em casa, estavam anos luz à frente dos seus educadores no que diz respeito a criar documentos e apresentações como se isso fosse tudo o que é necessário para educação à distância.

Em seguida veio a confusão de escolas e educadores, achar que a sua plataforma em si só era a própria educação à distância, ali, estanque.

Tudo errado.

E por muitos meses, a maioria ficou bitolada aos recursos da sua realidade, da sua solução de ensino – normalmente gratuita ou com pegadinhas – mas alguns poucos perceberam com o passar dos meses que existia todo um mundo novo de soluções e ferramentas disponíveis para serem utilizadas como recursos adicionais na educação à distância.

É preciso que o gestor entenda que não é apenas Google e Microsoft. Existem dezenas de bons fornecedores, brasileiros inclusive. Mas não existe almoço grátis.

Pena que foram poucos a se valer destes novos recursos e testar, a fim de descobrir o que funcionava e o que não. Até porque cada escola de cada série, de cada cidade ou estado tem sua realidade, então o que funciona muito bem em uma não necessariamente será um sucesso em outra.

E aí seguiram aquela enxurrada de “sessões” de tortura de PowerPoint, onde até matemática era ensinada sem demonstração prática, e os alunos com suas webcams desligadas fingiam aprender e os professores do outro lado achavam que estavam ensinando.

Nem vou contar que o segredo de um vídeo é a qualidade do áudio, a baixa qualidade da imagem o cérebro perdoa, já o áudio deficiente o cérebro não esquece.

Só falo tudo isso porque tenho dois filhos em idade escolar, escolas distintas, e ainda as experiências de meus sócios e colaboradores, então tenho de onde tirar essa percepção. Sem falar nos anos de experiência colocando projetos no ar.

Eis que temos algumas coisas a considerar:

E assim as coisas vão indo, mas nem tudo precisa ser um problema, não estou dizendo que tudo que aconteceu neste período foi ruim, pelo contrário.

Benefícios da educação à distância

Tivemos de fato um treinamento acelerado de educadores e professores no geral, com o uso de dezenas de ferramentas e plataformas. Isso é um fato.

Mas não pode ficar só nisso, é preciso manter a evolução constante. Plataformas e ferramentas precisam ser avaliadas constantemente, e mesmo sendo um desafio para grandes volumes de usuários, infelizmente em algum momento pode ser necessário mudar a plataforma.

Também deveria ser aproveitado este aprendizado para acrescentar uma camada de conteúdo oferecido em plataformas online, creio que além das tarefas, acompanhamento da própria linha do ensino durante o ano letivo, as plataformas deveriam ser utilizadas como ferramenta de apoio.

Parece óbvio, mas poucos educadores em 2022 aproveitam os principais recursos que os alunos mais gostam:

  • Links relacionados
  • Vídeos relacionados
  • Arquivos adicionais para download
  • Envio de materiais para o educador
  • Troca de mensagens / ideias sobre determinado tema
  • Sugestão de uso de aplicativos
  • Sugestão de uso ferramentas específicas

Desafios da educação à distância

É preciso ainda que seja realmente tratado como um diferencial a ser utilizado no ensino. Falando agora dos recursos online.

Ainda que poucas escolas tenham percebido que devem pagar pelas plataformas, não perceberam como pode ser útil para os alunos oferecerem as versões educacionais dos softwares dos maiores fabricantes, não só Microsoft e Google, a maioria dos fabricantes e desenvolvedores oferecem grandes vantagens para uso educacional de software.

Importante ainda que a infraestrutura precisa ser aprimorada. O educador precisa entender que um simples link com a Internet, com 10Mb de upload, compartilhado em uma residência com outras pessoas, não é adequado para uma transmissão de streaming.

É preciso melhorar a conexão, é preciso melhorar o hardware, não é qualquer computador que tem capacidade multitarefa, exibir as informações e codificar o vídeo enquanto transmite, então os equipamentos dos educadores precisam ser mais adequados.

E sim, existem incentivos, as escolas precisam ir atrás e também acrescentar sua parcela de incentivos.

Uma webcam incorporada ao notebook normalmente não tem a qualidade adequada. Ah mas uma webcam HD já serve alguns diriam. Se você levar em conta que o ensino à distância nunca vai substituir o contato presencial, deveríamos sim nos preocuparmos em oferecer sempre a melhor experiência.

Bem como do lado dos alunos, nem todos tem os mesmos recursos técnicos. Duvido que algum educador tenha tido taxa de câmeras abertas de mais de 30% em média durante a pandemia, e isso se dá por diversos motivos.

Se temos as ferramentas devemos utilizar seus melhores recursos a pleno.

Ainda que para finalizar, poucos educadores perceberam (ou quiseram fazer) que poderiam gravar as aulas previamente, transmitir o vídeo gravado, enquanto ficavam respondendo dúvidas em tempo real no chat ou em intervenções diretas.

Isso poupa tempo e cria uma biblioteca de conteúdo que pode ser reutilizado posteriormente.

Mas isso é o começo, vou buscar me aprofundar neste assunto. Lembrando que estamos em 2022 e o ano começa com escolas abandonando as plataformas online – agora consideradas custos desnecessários.

Estão perdendo, pais e alunos podem acompanhar as demandas, tarefas e outros materiais de maneira online, pensem nisso, isso veio para ficar, não deve ser descartado com o “fim” desta pandemia.

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Gustavo Tagliassuchi

Eu sou Gustavo Tagliassuchi, minha formação é em tecnologia em informática, me especializei em desenvolvimento de software para a web, mas minha experiência profissional desde a década de 90 inclui editoração eletrônica, gráficas, desenvolvimento de aplicativos multimídia multi-plataforma, produzi muito CD-ROM, quiosques multimídia, fui o primeiro desenvolvedor da Apple no RS.

Trabalhei em provedores de acesso à Internet, em algumas agências e também criei algumas delas (4 no total).

Ajudei a fundar a AGADi que posteriormente virou ABRADi e se multiplicou Brasil afora

Mais recentemente ainda fui sócio de uma empresa de e-mail marketing e monitoramento de mídias sociais, onde desempenhei diferentes atividades, como responsável pelo desenvolvimento de ferramentas oferecidas em padrão SAAS, fui responsável pelo suporte e atendimento de uma rede de mais de 18.000 marcas entre clientes diretos, canais e parceiros, além de dar apoio ao marketing digital da empresa.

Mas isso tudo não importa, o que importa é que eu nunca deixei de fazer web sites, atender clientes de todos os tipos e portes, e ajudar amigos e parceiros a utilizar melhor a Internet e a melhorar a qualidade dos serviços que prestavam, e até a criar produtos e escalar os mesmos.

Então, até influenciado por alguns deles, resolvi criar alguns cursos e transformar este conhecimento que adquiri em algo interessante para você.

Não vou vender nenhuma fórmula mágica, não garanto que ninguém vá ficar milionário da noite para o dia, mas eu acredito que consigo acrescentar alguma coisa da experiência que adquiri nesses últimos 26 anos para ajudar você a melhorar e a solucionar alguns problemas dos seus clientes, vou lhe ajudar a fazer a diferença na vida dos seus clientes.

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