No final dos anos 90, além da analisar os logs brutos dos servidores web, utilizar alguns softwares bem rudimentares que existiam para fazer tal análise, e que tinham atualizações mensais imensas (para quem utilizava conexão discada), existia uma empresa que se destacava, ela se chamava WebSiteStory.
Essa empresa iluminada criou um popular “contador” de páginas, comum naquela época, que se chamava Hitbox.
Ele era similar a dezenas de outros “botões” que se instalava no rodapé de cada página do seu site, que além de contabilizar os acessos, exibia a quantidade de visitações, a diferença era a área administrativa deles, realmente feita para o usuário, e ainda enviava um excelente relatório gerencial de visitação do site, lindamente sumarizado, que eu programava para ser enviado diretamente aos meus clientes, que achavam ótimo aquela informação sintética que recebiam.
Essa empresa em algum momento desativou o serviço, fiquei órfão, foi adquirida pela Omniture que posteriormente foi comprada pela Adobe.
Na época segui analisando manualmente os logs e também utilizando uma ferramenta chamada Urchin. Serviu durante um tempo, mas depois esta também foi adquirida, pelo Google, em 2005 se não me engano, que a transformou na primeira versão do Google Analytics.
Posteriormente em 2013 tivemos uma atualização, o Universal Analytics, com várias melhorias é verdade. Mas aí lá por 2020 começou auquela função de web + app, criar propriedades e tudo foi ficando mais complexo e chato (a gente não gosta daquilo que não entende direito).
A verdade é que desde aquela época, 95% das empresas não olham estas informações, com exceções daquelas que são muito grandes, anunciam muito ou tem uma agência especializada.
Mas isso tudo é só para dizer que existem diversas maneiras de analisar os logs de acesso, cada uma com um viés de interesse distinto.
Em algum momento as pessoas e as empresas começaram a utilizar o Google Analytics e acreditar que ele realmente era a melhor alternativa.
Bem, para o Google poderia ser, fornecia informações em detrimento daquelas que recolhia dos milhares de site que analisava, e ocultava aquelas que não eram do interesse que você soubesse.
Quem falou que esse ou aquele crawler realmente é algo danoso que não deveria ser contabilizado? Quem autorizou? Você consegue ver quem realmente acessou o seu site sem olhar os logs brutos?
Pense a respeito! Mas a conta chegou, com a versão nova do Google Analytics mudou tudo, armazenar todo aquele mar de informações se tornou impraticável até para o gigante Google, eu acho que vou demorar para reaprender o que eu já não sabia muito.
Mas eu devo utilizar o Google Analytics 4?
Se você é uma pequena empresa ou um blogger, não vejo motivo, lembro ainda que o script do Google Analytics é uma das âncoras que puxam a performance do seu site para baixo, se você quiser ir mais a fundo com LGPD/GPDR talvez não queira usar mesmo.
Se você tem um blog ou pequeno site feito em WordPress dê uma chance para o Independent Analytics. Se você não utiliza o WordPress ou não quer instalar um plugin para este fim, pode testar o Simple Analytics ou o Clicky.
E já que o Google vai desativar as versões anteriores em seguida, você tem que exportar os dados ou vai perder todo aquele histórico que você nunca olhava mesmo.
De qualquer forma essa nova versão, baseada em eventos, me parece ainda mais complexa para o usuário iniciante.
De qualquer forma, para mim, nunca foi muito preciso, acho que é chegada a hora da mudança, vamos começar pelo Analytics…
Se você acha que estou muito implicante, confira os links a seguir.





