Gustavo Tagliassuchi
Estudioso da web e seus desdobramentos, nerd, micreiro, pai dedicado de três filhos (um é peludo), marido esporádico, empreendedor, especialista em desenvolvimento de software para web, pesquisador, escritor, professor, marketeiro digital, blogueiro, apreciador de cervejas artesanais, admirador do WordPress, co-organizador dos Meetups de WordPress em Porto Alegre, organizador do WordCamp Porto Alegre 2019 e co-organizador em 2018 e 2017, ouvinte das músicas dos anos 80, sobrevivente do colesterol alto, corredor muito muito amador e sócio da Agência Dupla.

TCO? Scorecard? Qual métrica utilizar afinal?

A partir dos anos 90, além da importância de se investir em TI nas empresas, se observou a necessidade de utilizar métricas, para garantir a aferição das novas implementações, e principalmente medir o retorno sobre o investimento feito.

Desde sua criação em 1987 o TCO (Total Cost of Ownership) tem sido amplamente difundido pelos seus criadores, Gartner Group, sendo utilizado a partir daí por seus clientes (diversos tipos de empresas) pelo mundo todo. Esse conceito evoluiu para um modelo mais amplo, o TVO (Total Value of Oportunity).

Em termos simples, se aplicava este conceito custos relativos aos PCs, porém rapidamente ampliado a todo o emaranhado de dispositivos da área de TI. Esse valor então era uma pequena parcela da equação, que compreendia ainda o custo da solução e da sua manutenção como um todo ao longo do tempo.

Com a evolução do modelo, se passou a contabilizar o TCO como um plano de contas contábil, prevendo custos de manter a solução, custos diretos, indiretos e não orçados. A diferença ficava por conta agora de se contabilizar os custos escondidos (hidden costs) que normalmente são ignorados. Porém, através destas métricas ainda não era considerado um método satisfatório para se aferir investimentos e retornos em TI. Foram criadas outras métricas e uma sendo aplicada sobre a outra conforme o caso de cada empresa em especial.

As métricas disponíveis hoje, EVA, Balanced Score Card, Managing for Value são complementares, e por não serem aplicadas de maneira uniforme pelas empresas não pode fornecer um comparativo para os cálculos de retorno de investimento.

Com base nos problemas causados pelas diferentes métricas e suas aplicações (as vezes indevidas) o CIA-FGV (Centro de Informática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas – SP) criou um novo método em 1998, bem brasileiro e bem realista, o CAPT – Custo Anual por Teclado. Levanta-se todos os investimentos feitos em TI (software, hardware, manutenção, suporte, atualização, treinamento e tudo mais que estiver relacionado) e chega-se num valor. Após, simplesmente divida esse valor pelo número de teclados ou equipamentos existentes na empresa. A maioria das empresas dispõe destas informações, e o resultado é um indicador da administração dos recursos de TI da empresa.

O resultado prático deste excelente trabalho da FGV é que você pode analisar e comparar os seus resultados com outros, disponíveis no banco de dados da instituição, que conta com 14 anos de atuação nesta área. É correto que o CAPT apresenta uma parte do problema quando executado, mas a possibilidade de se utilizar às comparações é fantástica. Por esse simples motivo, me preocupei em trazer estas informações aqui.

Ainda com relação a outras metodologias o que ocorre é empresas aplicando determinadas metodologias ou conjunto de metodologias que mais se adaptam ao seu perfil de negócio.

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Gustavo Tagliassuchi

Eu sou Gustavo Tagliassuchi, minha formação é em tecnologia em informática, me especializei em desenvolvimento de software para a web, mas minha experiência profissional desde a década de 90 inclui editoração eletrônica, gráficas, desenvolvimento de aplicativos multimídia multi-plataforma, produzi muito CD-ROM, quiosques multimídia, fui o primeiro desenvolvedor da Apple no RS.Trabalhei em provedores de acesso à Internet, em algumas agências e também criei algumas delas (4 no total).Ajudei a fundar a AGADi que posteriormente virou ABRADi e se multiplicou Brasil aforaMais recentemente ainda fui sócio de uma empresa de e-mail marketing e monitoramento de mídias sociais, onde desempenhei diferentes atividades, como responsável pelo desenvolvimento de ferramentas oferecidas em padrão SAAS, fui responsável pelo suporte e atendimento de uma rede de mais de 18.000 marcas entre clientes diretos, canais e parceiros, além de dar apoio ao marketing digital da empresa.Mas isso tudo não importa, o que importa é que eu nunca deixei de fazer web sites, atender clientes de todos os tipos e portes, e ajudar amigos e parceiros a utilizar melhor a Internet e a melhorar a qualidade dos serviços que prestavam, e até a criar produtos e escalar os mesmos.Então, até influenciado por alguns deles, resolvi criar alguns cursos e transformar este conhecimento que adquiri em algo interessante para você.Não vou vender nenhuma fórmula mágica, não garanto que ninguém vá ficar milionário da noite para o dia, mas eu acredito que consigo acrescentar alguma coisa da experiência que adquiri nesses últimos 26 anos para ajudar você a melhorar e a solucionar alguns problemas dos seus clientes, vou lhe ajudar a fazer a diferença na vida dos seus clientes.

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