Gustavo Tagliassuchi
Estudioso da web e seus desdobramentos, nerd, micreiro, pai dedicado de três filhos (um é peludo), marido esporádico, empreendedor, especialista em desenvolvimento de software para web, pesquisador, escritor, professor, marketeiro digital, blogueiro, apreciador de cervejas artesanais, admirador do WordPress, co-organizador dos Meetups de WordPress em Porto Alegre, organizador do WordCamp Porto Alegre 2019 e co-organizador em 2018 e 2017, ouvinte das músicas dos anos 80, sobrevivente do colesterol alto, corredor muito muito amador e sócio da Agência Dupla.

Plágio nos tempos de aulas online

Plágio nos tempos de aulas online

Mais um problema em tempos de pandemia, o plágio nos tempos de aulas online, com os alunos todos em casa, a maioria não tem interesse ou não demonstra apreço por fazer algo por conta própria.

O problema não é antigo, alguns meses atrás dando uma aula como convidado em uma universidade aqui na região metropolitana de Porto Alegre-RS, meu amigo e professor me confidenciou que era altíssima a quantidade de plágio dentre os trabalhos produzidos pelos alunos.

Vejo isso como um problema mais estrutural. Começa nas escolas, onde a qualidade, o desinteresse em corrigir ou mesmo em ler o que é produzido pelos alunos por parte dos professores, acaba ajudando o problema a crescer.

Até algumas redes de conteúdo científico como ResearchGate tem severos problemas em detectar plágio entre teses e artigos científicos sistematicamente enviados para lá, e isso se dá pelos mais diversos motivos.

Lendo e citando

Nem sempre o plagiador utiliza de má fé. Eu vou citar a mim mesmo, debulhando grandes quantidades de conteúdos diariamente e produzindo outros tantos.

Se não estiver bem anotado como vou ter certeza que é algo que eu sei ou que estou lembrando por ter lido em algum lugar?

Então é fundamental respeitar as fontes e saber como referenciar em todos os tipos e níveis de compartilhamento, desde a citação direta como à referências indiretas que possam existir.

Sempre que possível tento citar as fontes ou mesmo linkar diretamente.

Dicas de Mike Deep

Encontrei algumas dicas de Mike Deep, referenciando 5 maneiras de detectar plágio, embora no caso dele como professor de inglês, acho que servem em boa parte dos casos:

  • Pense que você trabalha com um grupo de alunos por um bom tempo;
  • De repente eles estão escrevendo diferente;
  • Mudança no estilo da escrita;
  • Uso de fontes diferentes no mesmo documento;
  • Mudanças incomuns em tempo, primeira pessoa, plural, etc;
  • Marcas de citação e citação, ou a falta delas;

Ferramentas de detecção de plágio

O problema maior que vejo nas ferramentas existentes é o idioma. Inglês, espanhol quando muito e os demais idiomas a detecção é sofrível.

Algumas tem problemas dentro do próprio site, por exemplo, você fornece um link para que a ferramenta identifique o texto, e ela vai atrás de possíveis trechos plagiados.

Nem neste caso as ferramentas que testei funcionam adequadamente, pois nem conseguem identificar as estruturas do HTML e focar apenas no conteúdo mesmo, ignorando cabeçalhos, rodapés e barras de conteúdos laterais.

Isso gera dezenas de falsos positivos, o que é muito chato.

Por fim a maior parte das ferramentas é cara, embora algumas tenham versões limitadas gratuitas, não tenho uma para dizer: olha esta aqui eu utilizaria.

Vamos à lista de ferramentas

Outras formas incluem utilizar o Google para tentar buscar textos (dentro de aspas) ou outras referências que possam identificar possíveis plágios nos textos avaliados.

Se você estiver tendo mais sucesso com nosso idioma comente aí!

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Gustavo Tagliassuchi

Eu sou Gustavo Tagliassuchi, minha formação é em tecnologia em informática, me especializei em desenvolvimento de software para a web, mas minha experiência profissional desde a década de 90 inclui editoração eletrônica, gráficas, desenvolvimento de aplicativos multimídia multi-plataforma, produzi muito CD-ROM, quiosques multimídia, fui o primeiro desenvolvedor da Apple no RS. Trabalhei em provedores de acesso à Internet, em algumas agências e também criei algumas delas (4 no total). Ajudei a fundar a AGADi que posteriormente virou ABRADi e se multiplicou Brasil afora Mais recentemente ainda fui sócio de uma empresa de e-mail marketing e monitoramento de mídias sociais, onde desempenhei diferentes atividades, como responsável pelo desenvolvimento de ferramentas oferecidas em padrão SAAS, fui responsável pelo suporte e atendimento de uma rede de mais de 18.000 marcas entre clientes diretos, canais e parceiros, além de dar apoio ao marketing digital da empresa. Mas isso tudo não importa, o que importa é que eu nunca deixei de fazer web sites, atender clientes de todos os tipos e portes, e ajudar amigos e parceiros a utilizar melhor a Internet e a melhorar a qualidade dos serviços que prestavam, e até a criar produtos e escalar os mesmos. Então, até influenciado por alguns deles, resolvi criar alguns cursos e transformar este conhecimento que adquiri em algo interessante para você. Não vou vender nenhuma fórmula mágica, não garanto que ninguém vá ficar milionário da noite para o dia, mas eu acredito que consigo acrescentar alguma coisa da experiência que adquiri nesses últimos 26 anos para ajudar você a melhorar e a solucionar alguns problemas dos seus clientes, vou lhe ajudar a fazer a diferença na vida dos seus clientes.

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