I will survive

Na semana anterior ao carnaval, o peludo da foto acima, pediu para sair para a rua pelas 5h da manhã na madrugada do domingo, dia que retornaríamos do litoral para a capital. Deixei sair, afinal ele fazia isso com muita frequência, retornando normalmente ainda durante a noite.

Desta vez foi diferente, me acordei pelas 7h da manhã, procurei e não achei  gato de imediato (ele fugiu e ficou cerca de 24h desaparecido duas vezes anteriormente), imaginei que ele tinha fugido e que seria ruim, afinal iriamos embora. Não foi o caso.

Ouço um miado, começo a seguir o som, olho na casa do vizinho (muro baixo, cerca de 1m40cm) ele me olhando, bati em cima e disse: pula velho, normalmente é o que ele teria feito. Seguiu miando com uma cara estranha, meio cansado meio dor. Pulei o muro e peguei o gato, coloquei ele pra dentro do quintal e pulei atrás.

Percebi que ele estava machucado na pata, algumas partes arranhadas e esfoladas, sei que estava estranho. Voltamos, o pneu furou no meio do caminho, cheguei e levei o gato direto ao veterinário, que deixou passar tudo.

O gato no outro dia nem se mexia, muita dificuldade para tudo, não comia, não reagia. Voltamos a clinica, exames, raio X, ecografia, simplificando, o animalzinho ou foi atropelado ou foi severamente agredido. Não pude acreditar, na primeira hipótese, afinal o gato é safo, dificilmente seria atropelado.

Mas já na segundo, avaliando a vizinhança, creio ser plausível. É triste ainda ver este tipo de coisa. O bicho ficou internado, ainda se recupera, mas agora em casa. Está todo torto, e assim deverá ficar. Já está subindo nos lugares mas não pula de volta pro chão, mia pedindo um auxílio.

É uma pena ainda ter gente doente e sem noção, mas fazer o quê?

Gustavo Tagliassuchi

Velha ave de rapina, estudioso da web e seus desdobramentos, nerd, micreiro, pai dedicado de três filhos (um é peludo), marido esporádico, empreendedor, especialista em desenvolvimento de software para web, pesquisador, escritor, professor, marketeiro digital, blogueiro, apreciador de cervejas artesanais, profundo admirador do WordPress, ouvinte das músicas dos anos 80, sobrevivente do colesterol alto e corredor muito muito amador.

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