Email marketing e IA inteligência artificial

Email marketing e IA inteligência artificial

Se você ainda não ouviu falar em como email marketing e IA inteligência artificial vão interagir no futuro próximo, então tem se atualizado no blog errado!

O que se espera é que a partir do uso massivo de IA, o email marketing não fique apenas a regras e triggers, mas evolua, dê um passo adiante, para uma personalização mais sofisticada, quando e onde for necessária.

Se temos alguns segundos apenas para impactar o usuário e fazer ele ler, abrir ou clicar no conteúdo da mensagem, de que adianta todo nosso esforço se a mensagem for enviada num horário inadequado? Imagine se alguém pudesse fazer isso por você e entregar a mensagem ao usuário no horário mais adequado para ele?

Imagine personalizar o seu email marketing com produtos muito específicos para cada tipo de cliente. Parece humanamente impossível fazer isso de forma prática, e de certa forma é, ou é muito caro. Mas confiar esse tipo de ação a algoritmos treinados e capazes de tratar grandes volumes de dados começa a ficar algo viável de ser feito.

Mesmo que a segmentação seja uma coisa trivial para a maioria dos enviadores experientes, imagine segmentar utilizando uma vasta quantidade de dados dos clientes que estão disponíveis por aí? Imagine poder identificar até antes do envio partes da sua base que estão mais propensas a receber determinadas ofertas ou dispostas a gastar mais?

A segmentação RFM (recency, frequency, monetary) está chegando para ficar. Guarde este nome. Você vai identificar os consumidores potenciais e otimizar seus investimentos e retornos de maneira mais satisfatória.

A forma de gerar insights utilizando AI e análise preditiva vai facilitar a melhor compreensão do ciclo de vida de cada cliente junto a sua marca. Analisando dados (alguns dados dos relatórios que você nem olha hoje em dia), será possível entender pessoalmente cada um dos clientes. Primeira compra, tempo entre as compras, personalizações que dão mais resultado e por aí vai.

Como a IA vai transformar o email marketing

  • Otimização do trabalho braçal feito por humanos;
  • Vai exigir mais supervisão humana;
  • Vai sobrar tempo para ser mais criativo nos envios;
  • A IA vai evoluir e ficar mais responsável por mais aspectos de cada envio;
  • Vai receber dados e interagir com Big Data de diversas origens;
  • Vai se tornar inteligente o suficiente para nutrir os dados dos destinatários automaticamente;
  • Vai proporcionar crescimentos inimagináveis nos resultados;
  • Vai permitir otimização em grande escala;
  • E quem sabe vai entender melhor as respostas e emoções dos usuários;

A SparkPost juntou esforços com a Boomtrain para entregar email marketing preditivo e automatizado em escala. Antes conhecida pelos envios de e-mails transacionais, vai investir mais neste segmento. A Sales Force disponibilizou o Salesforce Einstein, que segundo eles combina machine learning, deep learning, processamento de linguagem natural, descoberta inteligente e análise preditiva para ajudar os clientes deles a entenderem seus clientes.

Segundo Chad White da Litmus não vai demorar para a coisa ir além, em breve a IA e machine learning vão dominar tudo desde criação do assunto até a seleção de imagens a serem enviadas no email marketing, passando pela geração de conteúdo. Segundo ele alguns fatores colaboram para isso como:

  • Alta frequência de envios de email marketing;
  • Grandes volumes de dados;
  • Dados enriquecidos;
  • Personalização 1:1;

São ingredientes perfeitos para IA. Já Tim Watson fundador da Zettasphere e Morgan Watson CEO da Trendline acham que uma abordagem mais otimista, paradigmas serão quebrados. As máquinas vão entender individualmente as necessidades de cada usuário como qual conteúdo deve ser enviado, quando deve ser enviado, em que volume e em qual canal naquele instante.

Da maneira atual então podemos dizer que os marketeiros não vão mais fazer seus e-mails… Será?

Algumas limitações da IA

  • Máquinas são horríveis em criatividade, aspectos visuais e criação de textos com referências culturais e humor;
  • Os dados precisam ser disponibilizados para elas criarem adequadamente;
  • As pessoas ainda terão que setar parâmetros do que querem fazer e a quem atingir;
  • As máquinas são extremamente lógicas e nós humanos ilógicos, emocionais, impulsivos e imprevisíveis;
  • As máquinas trabalham muito bem com análise de dados históricos, não usam a intuição

Então temos muito que evoluir. Podemos fazer muita experimentação com IA daqui pra frente, mas os testes A/B ainda seguirão fortes na parada.

O que você acha? Comente aí.

Confira o vídeo

Gustavo Tagliassuchi

Velha ave de rapina, estudioso da web e seus desdobramentos, nerd, micreiro, pai dedicado de três filhos (um é peludo), marido esporádico, empreendedor, especialista em desenvolvimento de software para web, pesquisador, escritor, professor, marketeiro digital, blogueiro, apreciador de cervejas artesanais, profundo admirador do WordPress, ouvinte das músicas dos anos 80, sobrevivente do colesterol alto e corredor muito muito amador.

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