Ajudar ao próximo?

Quando ingressei na universidade, em 1991, a dica dos professores era, o cara ao seu lado será seu concorrente, nunca fale com ele, não compartilhe seu conhecimento e estude para um bom concurso público.

Logo depois ser funcionário público era quase que um crime, as pessoas começaram a compartilhar conhecimento, a Internet veio depois, os empregos sumiram, a verdade é que se você quisesse mudar alguma coisa precisaria empreender.

Mas empreender por si só não quer dizer nada. O problema foi que muito da mentalidade continua ? eu mesmo demorei anos para me dar conta que existem empresas e parceiros de negócio, não somente aqueles que desejam formar parcerias com nome de cerveja preta…

Mas daí a ajudar aos colegas de classe, vai uma distância enorme. Fico entusiasmado a cada vez que vejo o Gilnei atear fogo no mercado, mas o problema é esse meu velho. A nossa mentalidade.

A maioria dos colegas está preocupado com o faturamento, com o concorrente, e nem tem tempo para dedicar a família, quanto mais ajudar alguém a ter sucesso no mesmo nicho de mercado.

Se nada mudar, esse ranço vai se perpetuar, como tem acontecido a muito tempo, e eu tenho já mais de uma década de experiência, não é muito, mas dá pra entender algumas coisas, e aceitar outras que descem quadrado pela garganta.

Fica parecendo que eu devia ajudar mais e falar menos. É verdade, ano passado ajudei mais e me ativei mais. Neste ano outras demandas estão me consumindo, mas isso é mais uma desculpa para não ajudar mais do que poderia realmente.

Gilnei, segue a cruzada porque TODOS precisamos do estímulo, acho que uma paulada na moleira de vez em quando ativa a circulação do sangue no cérebro.

Os colegas me perdoem, mas as vezes fica difícil visualizar o que eu poderia fazer para ajudar o colega ao lado e ir a um evento importante para toda a categoria, pensando bem não é tão difícil ver que uma coisa puxa a outra.

Pode ser que no futuro eu consiga dar mais valor e respeitar o esforço de todo mundo, mas preciso me sentir parte de alguma coisa, pois se é pra lutar sozinho então nem cheguem perto, senão vai sobrar pra todo mundo.

Gustavo Tagliassuchi

Velha ave de rapina, estudioso da web e seus desdobramentos, nerd, micreiro, pai dedicado de três filhos (um é peludo), marido esporádico, empreendedor, especialista em desenvolvimento de software para web, pesquisador, escritor, professor, marketeiro digital, blogueiro, apreciador de cervejas artesanais, profundo admirador do WordPress, ouvinte das músicas dos anos 80, sobrevivente do colesterol alto e corredor muito muito amador.

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