Gustavo Tagliassuchi
Estudioso da web e seus desdobramentos, nerd, micreiro, pai dedicado de três filhos (um é peludo), marido esporádico, empreendedor, especialista em desenvolvimento de software para web, pesquisador, escritor, professor, marketeiro digital, blogueiro, apreciador de cervejas artesanais, admirador do WordPress, co-organizador dos Meetups de WordPress em Porto Alegre, organizador do WordCamp Porto Alegre 2019 e co-organizador em 2018 e 2017, ouvinte das músicas dos anos 80, sobrevivente do colesterol alto, corredor muito muito amador e sócio da Agência Dupla.

A web semântica

Embora este assunto não seja novo, se faz necessário e relevante. A abundância de informações irrelevantes na Internet tem se tornado um problema desde que seu uso massificou, a partir de 1998.

Encontrar informações relevantes não é tarefa fácil. E a culpa normalmente é do pobre HTML, que nada fez para nos ajudar em suas pobres tags. A bem da verdade é que desde o SGML, passando pelo HTML e mais recentemente (embora a idade temporal não seja recente), o XML, que ja é um padrão relevante para troca de informações (não, o XML não substitui o HTML), é preciso que nós nos forcemos a identificar corretamente o conteúdo que geramos, em casa, no trabalho, na escola e no meio acadêmico. As tags HTML são muito limitadas nesse sentido. Elas apenas descrevem como a página deve ser exibida e não oferecem nenhuma descrição dos dados contidos em si.

Quando documentos são indexados, nos é então permitido procurar por eles. O problema é que pessoas procuram por coisas iguais de maneiras diferentes, e procuram por coisas diferentes de maneira igual. A chave é mais ou menos essa, ao invés de pensar como informação compreensível aos humanos, devemos pensar naquilo que as máquinas entenderiam.

Algo como “Machine-understandable Information”, de acordo com o mestre Tim Berners-Lee. É preciso então criar categorias semânticas para descrever os dados contidos nas páginas e uma linguagem que façam sentido para as máquinas.

Aí entramos em outro estágio, das ontologias e dos agentes. As ontologias (conjuntos de conceitos em lógica, sobre determinada área de conhecimento) se encarregarão de criar os vocabulários necessários ao funcionamento dos agentes (monstrinhos que farão o trabalho para nós, assim como no Matrix).

As ontologias criarão os conceitos e estabelecerão regras lógicas, para se interpretar o significado das informações. E os agentes, peças de software que funcionarão como serviços dispersos e automáticos, precisarão destas ontologias para nos servir. Neste caso, de informações realmente relevantes.

O caminho já vem sendo trilhado, e só não é mais longo porque já passou bastante tempo. Mas ainda serão necessárias novas tecnologias para suprir atuais carências e deficiências no que temos disponível hoje.

O W3C trabalha dia e noite nisso, seria bom você reservar um tempo para ajudar.

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Gustavo Tagliassuchi

Eu sou Gustavo Tagliassuchi, minha formação é em tecnologia em informática, me especializei em desenvolvimento de software para a web, mas minha experiência profissional desde a década de 90 inclui editoração eletrônica, gráficas, desenvolvimento de aplicativos multimídia multi-plataforma, produzi muito CD-ROM, quiosques multimídia, fui o primeiro desenvolvedor da Apple no RS.Trabalhei em provedores de acesso à Internet, em algumas agências e também criei algumas delas (4 no total).Ajudei a fundar a AGADi que posteriormente virou ABRADi e se multiplicou Brasil aforaMais recentemente ainda fui sócio de uma empresa de e-mail marketing e monitoramento de mídias sociais, onde desempenhei diferentes atividades, como responsável pelo desenvolvimento de ferramentas oferecidas em padrão SAAS, fui responsável pelo suporte e atendimento de uma rede de mais de 18.000 marcas entre clientes diretos, canais e parceiros, além de dar apoio ao marketing digital da empresa.Mas isso tudo não importa, o que importa é que eu nunca deixei de fazer web sites, atender clientes de todos os tipos e portes, e ajudar amigos e parceiros a utilizar melhor a Internet e a melhorar a qualidade dos serviços que prestavam, e até a criar produtos e escalar os mesmos.Então, até influenciado por alguns deles, resolvi criar alguns cursos e transformar este conhecimento que adquiri em algo interessante para você.Não vou vender nenhuma fórmula mágica, não garanto que ninguém vá ficar milionário da noite para o dia, mas eu acredito que consigo acrescentar alguma coisa da experiência que adquiri nesses últimos 26 anos para ajudar você a melhorar e a solucionar alguns problemas dos seus clientes, vou lhe ajudar a fazer a diferença na vida dos seus clientes.

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