O seu web site não é para você

Nesses últimos anos, passados a frente de um monitor de 17?, as vezes dois, tenho percebido que sempre que vamos iniciar uma prospecção, ou mesmo quando iniciamos um projeto, passadas as etapas iniciais da resistência, nos deparamos normalmente com outra situação, o responsável pelo projeto, ou as vezes o dono do negócio, ter a idéia clara em sua cabeça de que o site está sendo feito para ele.

Engana-se quem pensa que é para ele, o site não deve ser para ele. O site precisa ser imaginado, projetado, executado e testado pensando na maior parte dos casos no CLIENTE. Pois quem é que realmente manda na empresa, e a quem se destina a maior parte das informações relevantes e necessárias que precisamos disponibilizar de maneira adequada na Internet.

O que parece estar claro é que realmente isso ocorre com muita freqência, ou pelo menos mais do que deveria. Normalmente eu me esforço para esclarecer isso, e me esforço em explicar porque algumas coisas são importantes e necessárias para ajudar uma iniciativa importante como um web site.

Lembre-se de que não adianta fazer o site com uma empresa idônea, bem projetado e executado, cadastrar nos mecanismos de busca, divulgar em todos os tipos de mídia, pedir aos milhares de clientes que já compram dos produtos acessarem, se ao menos, no mínimo teremos aquele elemento chave que linka o cliente a nossa empresa, aos nossos produtos.

Às vezes alguns clientes surgem com idéias maravilhosas, que assim que implantadas dão o retorno esperado, mas as vezes nos vemos forçados a explicar o que poderia ser feito de maneira mais adequada, mesmo que implique em quem sabe um concorrente implementar o que você não achou adequado para seu cliente. Riscos da vida.

Os meus clientes sabem que a confiança também estimula a criatividade, espero sempre poder mostrar a capacidade dos meus concorrentes, até para provar que podem estar errados.

Fica a lembrança, pense mais no seu cliente, discuta mais com seu fornecedor de soluções. Ele normalmente tem uma boa vivência do mercado que atua.

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27
mai 2004
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Você precisa mesmo de um web site?

Imagine que você tem uma importante reunião com um empresário que há muito tempo você gostaria de conversar, pois afinal seus produtos parecem ter sido feitos sob medida para a empresa dele.

Pois bem, você não vai aparecer com uma roupa multicolorida para conversar com ele, vai? Não vai entrar gritando pela sala de reuniões adentro vai?

E então porque o seu web site tem que ter aquele pirotecnia toda logo na entrada?

Eu tenho conversado com muitos clientes e com muitos prospects. Muitos clientes me procuraram este ano a partir de conversas que tivemos a um, dois ou mesmo três anos atrás.

Se você não tem a mínima idéia de que um web site pode agregar ao seu negócio, então porque não deixar que ele seja feito de maneira à pelo menos agregar um pouco mais de valor ao seu negócio? Permita que o conhecimento das empresas desenvolvedoras seja transmitido a você, de maneira eficaz. Confie nas soluções que você visualiza estarem dando resultado, seja em outros clientes, seja em métricas consistentes.

E ao menos pense desta forma. Entre ter um web site e não fazer absolutamente nada com ele, porque não ter um web site e quem sabe ter algum retorno com ele?

Comece pequeno, modesto, um passo de cada vez. Como já dizia um cliente, o ótimo é inimigo do bom. De os passos de acordo com as suas possibilidades.

Eu tenho certeza que em breve você vai pensar diferente. Se feito da maneira adequada o seu novo canal de relacionamento vai com certeza mostrar porque é tão importante para você e sua empresa.

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16
mar 2004
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Construindo um web site

Não espere que a Internet faça alguma coisa pela sua empresa, pelo simples fato de ter um domínio registrado, umas imagens saltitantes e um fundo musical na capa do seu web site.

Tenha em mente que para tudo nessa vida precisamos ter um objetivo bem claro. O web site é a extensão do principal meio de comunicação que a sua empresa possui hoje, a Internet.

Para começar bem visualize como facilitar a vida dos seus clientes, mas pense que manter este canal de comunicação vai agregar trabalho a uma ou mais pessoas da sua equipe. Então pense quem seria a pessoa ideal para lidar com mais esta tarefa.

Se não souber quem vai cuidar disso então não comece seu projeto ainda. Aguarde mais um tempo, quando isto ficar claro, ou se puder colocar uma pessoa exclusivamente para esta fim, inicie.

Não tenha medo de imaginar o que é bom para sua empresa, desenhe, escreva, converse com as pessoas envolvidas no seu negócio, se possível fale até com seus clientes para saber o que eles gostariam que fosse feito para lhes facilitar a vida.

Após, peça indicação de seus amigos, quem já tem uma presença a algum tempo na Internet, pergunte como foi o processo, quem fez, como fez, como ele mantém. Aí você vai ter uma idéia mais clara de quem chamar para conversar.

Visite algumas empresas, peça uma visita, demonstre que você está aberto às propostas mais sérias, mas forneça o máximo de informações que puder. É durante o briefing que algumas coisas começam a se desenhar para quem está colhendo as informações de você. Se possível faça uma equipe para discutir sua idéia antes de iniciar este processo.

A empresa que você chamou para conversar provavelmente vai lhe apresentar um projeto, um esboço que contemple a estrutura e os aspectos tecnológicos envolvidos. Também deverá assim que você der o ok, caso esteja tudo de acordo, informar o valor inicial da proposta.

Lembre-se que você é responsável por garantir o fluxo de informação para o correto desenvolvimento do projeto. Isso é fundamental. Algumas empresas não amarram esta questão contratualmente, e constantemente se deparam com a falta de informações necessárias para seguir desenvolvendo o projeto, e se o desenvolvimento está amarrado aos pagamentos, vira um deus nos acuda.

Lembre-se que você é o maior interessado. Se o seu fornecedor não tiver fôlego para suportar um atraso não programado na sua agenda oculta, provavelmente vai colocar outro projeto com prioridade acima do seu para seguir com o fluxo de trabalho.

Você é o maior interessado! E agora, tudo terminou, adequamos algumas coisas, mexemos em outras, acabou? Não, agora é que começa a outra etapa, se tudo estiver ok, treinamento dos operadores, cadastramento de conteúdo, divulgação em mecanismos de busca, releases para a imprensa especializada.

Então, tudo está no ar, funcionando, os clientes visitando, pedindo informações, os colaboradores fazendo a manutenção adequadamente, é isso? Espero que não, você precisa ter em mente que existem algumas métricas mínimas, o acompanhamento do trabalho, acesso, estatísticas específicas, enquetes, pesquisas de opinião e satisfação.

Enfim, dá trabalho sim, mas quando executado seguindo-se alguns passos básicos fica tudo muito mais fácil. E lembre-se que às vezes o tamanho da empresa em si não diz muita coisa. É preciso ter seriedade no trabalho e foco no cliente.

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06
mar 2004
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Vamos fazer o seu novo site. Para que mesmo?

A algum tempo, criar um site para uma empresa nada mais era que colocar meia dúzia de páginas, uma institucional, uma ou duas de produtos e serviços e uma para se localizar a empresa e fazer algum tipo de contato. De lá pra cá pouca coisa mudou.

A maioria das pessoas que comandam as empresas continua achando a Internet legal, mesmo não entendendo a eficácia de sua aplicação para seu negócio. E a maioria das empresas de Internetcontinua fazendo a mesma coisa que se fazia no passado.

Se a idéia de desenvolver um site se baseia em utilizar uma das melhores ferramentas de marketing que surgiu nos últimos tempos, focada em atingir uma boa e significativa parcela do seu público, então, qual o problema? O problema se resume em tratar do desenvolvimento de um web site sem envolver todos os profissionais necessários dentro da empresa, sem se definir objetivos primários e secundários, e mais, sem se demonstrar o que pode ser feito para ajudar o cliente na busca de seus objetivos.

Conversando com a concorrência e espionando o que se tem feito, percebe-se que uma parcela das “empresas de Internet” evoluiu bastante, enquanto outra ainda não. É claro que o mercado ainda vai crescer muito, mas é ruim para os demais manter a imagem da maioria dos empresários que pouco se interessa por tecnologia (ainda se trata da Internet como um recurso tecnológico, não uma ferramenta de marketing), que sempre diz: Site, pra que?

Empresários, deixe-se envolver, planejem mais, busquem as empresas que se preocupam com seus resultados, e veja como experiência (mesmo em um mercado novo) pode ajudar e se converter em novo$ negócio$.

Desenvolvedores, vamos a fundo buscar as soluções para os nossos clientes (lembre-se que o seu cliente hoje pode ser o meu amanhã, é melhor manter ele).

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10
fev 2003
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