O que seria de nós sem eles

A verdade sobre a atualização tecnológica (na sua empresa e na sua casa) é que regularmente nos vemos forçados ou convencidos a trocar de máquinas. Muito mais facilmente do que atualizar o PC, o que é relativamente fácil.

Seja pela quantidade de periféricos que são lançados diariamente, seja pela queda dos preços, ainda assim é fato que a maioria das atualizações feitas nas máquinas antigas são cosméticas. Ou uma impressora nova, um scanner novo – mesmo os anteriores ainda funcionando, o gravador de CD que grava em velocidades fantásticas – embora às vezes o HD não suporte, ou nunca ajustemos o software para gravar no máximo da performance oferecida – ou ainda, aquele upgrade da placa de vídeo, que no fim das contas nem melhorou tanto assim a performance no Quake!

É claro que atualizar o hardware deveria ser uma tarefa mais elaborada, talvez com auxílio de algum técnico de confiança (chama o Zé, aquele do anúncio da ZH, que cobra 15 real a visita) ou ainda seguindo alguma orientação de uma revista especializada.

Eu estou exagerando um pouco de propósito. Temos ótimos técnicos e excelentes publicações. O difícil é encontrar o técnico e uma publicação que não esteja querendo vender as novidades que o anunciante colocou algumas páginas a frente.

Ainda, é fato que excelentes opções de venda de periféricos, e até de computadores completos estão surgindo. Fiquei muito feliz de visitar algumas lojas a pouco tempo e ver – pela primeira vez na vida – técnicos capacitados e qualificados me atendendo, isso que era no shopping. E eles sabiam tudo do assunto!

Pelo menos no final fica uma idéia de que é preciso se especializar e tentar sugerir aquilo que o usuário precisa, não o que se deseja vender, muito menos o que ele não precisa.

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07
jul 2003
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Ops, he did it again…

Em 1995 quando tive o primeiro contato com um Mac, de início tratei ele com desdém, preferi o 486. Mas assim que ele ganhou mais memória e um monitor extra, imediatamente revi meus conceitos. Na época trabalhava com multimídia, a placa de vídeo dispunha já de dispositivo de captura, era o máximo. Sem falar nos HDs SCSI muito rápidos.

No final deste mesmo ano veio o segundo da família, desta vez um clone, mas muito mais potente. Essas máquinas, mesmo com a Apple me abandonando em 1996 em meio a crise, e mesmo eu sendo já o primeiro Apple Developer do sul do Brasil, trabalhou incansavelmente bem até 1998, e a partir daí os G3 lançados não tinham mais o mesmo brilho e nem a performance que se alcançava com os novos PCs. Além do preço, a performance não justificava mais.

E assim vieram os Pentium II, Pentium III, os Athlon, onde a AMD mostrou porque veio ao mundo. Aí então a cada consultoria informal sobre as vantagens de um Mac, não sendo o amigo da área gráfica com ressalvas, sempre ouviam a mesma resposta. Para que um Mac? Compre um ótimo PC (IBM).

Pois bem, o tempo passou, vieram os Pentium IV, a barreira do clock em GHz ultrapassada, RAIDs de drives IDE, placas de vídeo com 64Mb de memória renderizando milhares de polígonos simultaneamente, e o então G4, agregando cada vez mais periféricos dos PCs padrão IBM, o que mais aconteceria de bom ou de ruim?

Aí, como a mitológica ave Phoenix, renascida das cinzas eis que ressurge um Steve Jobs (o homem que certamente inspirou Bill Gates) com a 9ª maravilha do mundo. O fantástico, e por algum tempo insuperável, o Power Mac G5. Retiro a partir deste momento tudo o que falei sobre os Macs, sobre sua performance razoável e mediana, sobre a grande vantagem do custo/benéficio dos PCs, pois este é certamente um marco.

Não estou ganhando nada para escrever isso e nem para colocar este link, mas faça o favor de acessar este link e conferir os testes de performance. Que este seja o seu próximo PC. São os meus sinceros votos.

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25
jun 2003
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