Empresas de Ruptura

Lendo um artigo fantástico de Scott Anthony (da Innosight) e Clayton Christensen (da mesma empresa e professor de Administração na Harvard Business School), intitulado “Inovação a partir de ruptura”, percebi que todas as empresas de tecnologia aqui são empresas de ruptura.

Essa inovação a partir de ruptura sugere simplesmente que as soluções tecnológicas a serem avaliadas e utilizadas pelas empresas (de qualquer porte) podem ser diretas e simples, tão simples a ponto de vencerem os obstáculos de quem decide o que vai ser feito ou não.

Logo, mesmo empresas principiantes podem ter soluções técnicas relativamente simples e que podem e devem ser implementadas. É claro, que é preciso filtrar o que aparece, e avaliar a solução. Mas dando ênfase naquilo que ela se propõe, e não no tamanho da empresa que a desenvolve.

Isso exige um nível de maturidade que ainda não temos aqui, no sul pelo menos, onde se avaliam os fornecedores pelos seus aspectos técnicos e não pelo tamanho da empresa ou por outros tipos de qualificações.

Acredito que isso possa ser viável em curto prazo. Empresas que não querem soluções prontas e com excesso de recursos que não irão utilizar em softwares proprietários, poderão – após análise criteriosa – escolher fornecedores de soluções similares (não genéricas!) a preços mais convidativos. Isso proporcionará economia e ruptura!

Observamos então que o simples fato de considerar este tipo de solução para problemas tecnológicos, já é fator de mudanças. A tarefa de exercitar constantemente o leque de fornecedores para determinadas soluções é ardua. Mas somente desta forma se obterá resultados concretos ? ganhos, com esse modelo de ruptura.

Acredito agora que a inovação é o motor da ruptura, e não há inovação sem quebra de paradigmas.

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11
out 2004
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