julho 18, 2005 | In: Baguete

A verdade é uma só?

Não sou o dono dela para ficar bem claro. Mas a grande verdade é que temos nos deparado com muitas tecnologias, muitas abordagens de uso das mesmas, tantas outras técnicas e fórmulas consagradas ou não da velha ou da nova escola do marketing, e ainda, daqueles que estão se especializando neste segmento, que são as agências digitais e seus desenvolvedores, sem esquecer obviamente daqueles que são o objetivo disso tudo, a nossa audiência, mais especificamente aqueles que queremos como clientes daquilo que desejamos vender.

E faz tempo, dez anos pelo menos, que se tenta muita coisa para atrair a atenção do internauta. Se tentam muitas fórmulas, imagens, links textuais, flash, filmes, links patrocinados, sugestão baseado no comportamento de outrem e às vezes nos deparamos com míseros números de retorno (que dependendo de quem analisa pode ser um grande resultado), quero dizer que se investe muito, em muita coisa distinta, e as vezes o resultado não é o esperado, e o retorno do que foi feito (um banner, um hot-site, um web site, um patrocínio exclusivo, milhares de placas coladas nos carrinhos dos papeleiros, não importa), e a resposta é a seguinte:

Não existe uma só verdade para se divulgar ou traçar uma estratégia de marketing na Internet. Basicamente porque cada usuário é diferente em muitos aspectos, e parecido em tantos outros.

Porque eventualmente um link enviado por uma pessoa a outra acaba por percorrer rapidamente a caixa de e-mail de milhares de outras? Intuo que seja porque estes usuários, ou grupo de usuários, ou grupos de relacionamento têm algumas características em comum.

Da mesma maneira que um banner bem feito e bem posicionado às vezes passa despercebido, e outras vezes um banner razoável tem uma taxa muito grande de clicks (o que necessariamente não significa ser um sucesso ou alavancador de vendas, por exemplo).

E quando você faz uma busca e não encontra nada decente no resultado, não dá uma espiada no que aparece ao lado, na área patrocinada? Às vezes é muito relevante! E em outras palavras, ter certeza do público que se quer atingir e medir o resultado do se está fazendo é o primeiro passo para seguir por determinada direção. Eu particularmente não fico tentando fórmulas novas para meus clientes, tento primeiro para ver o que acontece e me certificar de que são novidades válidas ou não. Algumas vezes dá certo, outras vezes não dá. Experimentar é arriscado, mas é necessário.

Não estaríamos aqui se não tivéssemos a centelha da inovação, da novidade, das novas tendências e tecnologias da web, e às vezes tentar é melhor do que não fazer nada.

Recentemente durante prospecções, nossa assistente comercial recebeu os mais variados comentários quando solicitava o endereço (URL) do web site da empresa. Veja, se a em-presa possui um web site, ou mesmo que seja uma página de espera, é preciso divulgar! É a premissa fundamental de qualquer serviço ou produto, marketeiros que me corrijam, mas é preciso divulgar oras!

De que adianta informar para alguém: Ah, essa informação eu não posso passar. Ou: Infe-lizmente não posso divulgar isso. Imagine se fosse um cliente atrás dos serviços e quizesse avaliar a empresa pelo web site?
Percebo que ainda existe um mito sobre web sites, existe uma grande falta de informação, de treinamento com as pessoas que operam os negócios, quem realmente está na linha de frente.

Cabe a nós desenvolvedores mudar a idéia de que é preciso ser especialista para saber atua-lizar um web site, ou ser técnico para diferenciar um endereço de e-mail de uma URL. Pior do que errar na hora de divulgar o e-mail ou URL é não fazê-lo.

Creio que a educação, treinamento e capacitação das ferramentas disponíveis para se fazer um negócio crescer precisa ser revista e melhorada. Não é possível no momento atual que ainda haja tal desperdício de recursos e trabalho.

Nem vou entrar no mérito do marketing e da divulgação online, fica para a próxima coluna. Fica aqui ainda a minha disposição para ajudar.

abril 12, 2005 | In: Baguete

O orçamento e as migalhas

Recentemente tivemos uma reunião na AGADi (Associação Gaúcha das Agências Digitais), onde entre discursos, alguns mais inflamados e outros não, se chegou a conclusão que na maioria das vezes disputamos com um concorrente, ou mais de um, determinado projeto composto de migalhas.

Explico, composto de migalhas porque normalmente as empresas (de todos os portes) não pensam muito, não planejam muito, e não tem muito conhecimento sobre o que devem fazer e porque devem fazer alguma coisa para a Internet. E mais ainda, reservar um orçamen-to específico para isto! Não as sobras do pequeno orçamento do marketing ou de TI.
Hora, se é a forma mais simples, eficaz e acessível, porque normalmente o web site é rele-gado ao terceiro plano? Aí caímos no ciclo vicioso, o projeto de R$ 50.000,00 tem verba de R$ 5.000,00 e aí se faz à concorrência entre 10 fornecedores que se debatem para ver quem abocanha. Normalmente ainda sai para o guri da Internet, aquele que faz pela metade da verba disponível e desaparece antes do projeto acabar, ou faz tudo em flash e na hora de atualizar tem-se que fazer tudo novamente. Afinal economizar 50% da verba disponível já faz uma boa média na empresa.

Oras, boa parte dos fornecedores que está ali brigando se conseguisse o projeto entregaria algo de qualidade superior e custo idem, mas pelo preço combinado, porque tem metodolo-gia e qualidade naquilo que faz. É difícil diminuir seus requisitos mínimos para se adequar a uma verba menor que aquela necessária para desenvolver um bom projeto, assim como ficar cortando serviços do web site. Economiza no preço em detrimento das funcionalidades de quem vai utilizar o mesmo.

Não é feio não se saber o que é preciso fazer. É feio não querer aprender e descobrir o que é preciso fazer. E esta é a proposição inicial da AGADi, mostrar o que é preciso fazer, para se atingir resultados e se ter pelo menos as mínimas métricas que irão justificar os projetos futuros.
Está na hora de começar a pensar em Internet como ela deve ser, que resultados se busca com isso. E se você não tem a mínima idéia de por onde começar ou do que é preciso alterar no web site existente, ligue, pergunte.

Existem ótimas empresas que podem fazer um projeto para você começar a pensar em como vai executá-lo.

março 28, 2005 | In: Baguete

A outra etapa

Desde que se iniciaram os preparativos para o novo evento de networking do mercado (Papo de Primeira) fiquei muito feliz. De certa forma uma nova paginação de um evento que em sua época fez escola, mas principalmente, rever os amigos, refazer os links perdidos dos conhecidos e entrantes do mercado, mas agora não tão focado em TI.

Senti uma alegria de participar disso ativamente, mas as vezes não podemos controlar o que nos aguarda o amigo destino na porta ao lado. Fico a partir de agora alegre de ver a coisa toda ganhar forma, e em breve ganhará mais corpo, é só aguardar.

Também preciso lembrar aqui que a novíssima AGADi, Associação Gaúcha das Agências Digitais também está crescendo a olhos vistos. Desde a concepção, fundação, a entidade agora conta com 26 empresas associadas e mais empresas colaboradoras entrando a cada dia que passa.

Isso me dá enorme satisfação, não retirando a fundamental iniciativa dos nossos respectivos presidente (Cesar Paz ? AG2) e vice (Tiago Ritter ? W3haus) me sinto meio pai da criança, e estou me esforçando para trazer a entidade mais empresas sérias e interessadas, para que possamos juntos a partir de agora, mostrar ao nosso mercado como ele fazer para desenvol-ver um bom trabalho, guiando, informando e criando nova consciência sobre aquilo que de-senvolvemos.

Até mostrando porque uma empresa precisa ser estabelecida para poder prestar um melhor serviço. Mas estes dados adicionais ficam para a próxima coluna.

Também estou pessoalmente empenhado em melhorar minhas habilidades técnicas, porque afinal não podemos ser considerados apenas por aquilo que construímos até o momento, é preciso estar sempre antenado e mostrar um pouco daquilo que ainda podemos fazer. E se puder ajudar a todos melhor ainda.

Mas esse é assunto é para colunas futuras…

Certa vez discutia com um amigo, que trabalha em uma multinacional, fabricante de computadores e assemelhados, que desde quando ele tinha trabalhado comigo muitas coisas tinham acontecido (ele trabalhara para mim há uns 5 anos) e que neste meio tempo consegui fazer inúmeros cursos e inclusive me formei.

Então ele me pergunta especificamente em que eu era especialista, e a grande verdade é que eu não sou especialista em nada. Me considero um generalista, com algumas especializações, devido ao simples fato de executar e gostar mais de algumas áreas da tecnologia do que outras, e também que a experiência adquirida me agregou valioso conhecimento em diversas áreas.

Então, seguindo o raciocínio, fica muito complicado explicar exatamente em que eu acreditava que dominava melhor, mas isso não quer dizer que sou superficial em todas as áreas do conhecimento.

Até para recusar algumas ofertas é preciso pensar da maneira adequada. Mas não considero que tenha me tornado um generalista em vão, e também nesse período treinei diversos generalistas (alguns estão no exterior neste momento, outros trabalhando em ótimas empresas) então creio que eu (e este excelente pessoal) estamos mais aptos a trabalhar e pensar num espectro maior dentro de nossas áreas de conhecimento.

Vale então se especializar quando for necessário!

Desculpem se o chapéu serviu, mas nos últimos anos tenho observado que o melhor do Brasil não é o brasileiro. O melhor do Brasil é o empresário. É o empresário pelo simples fato de que assim como o Zangão, que não podia voar, pois tinha peso excessivo em relação ao tamanho de suas asas, além da aerodinâmica falha, é o empresário que contraria todas as expectativas e faz acontecer. Alça o vôo da liberdade mesmo não sabendo voar.

Quem em sã consciência arrisca tudo e mais um pouco na busca de um sonho ? às vezes inalcançável ? se não o empresário? Quem, além de um empresário, se motiva com o aumento de impostos, com as desavenças com o governo, com os desentendimentos com aqueles que protege, e que em boa parte das vezes só visualizam um número escrito num pedaço de papel que parece algum tipo de garantia para um futuro nebuloso?

Imagine o que seria deste país se 50% dos empresários desistissem dos desafios diários de desbravar novos mercados, sem esperar por nada e por ninguém, porque a ajuda nunca vem mesmo. O que alguém pode esperar de um povo inventivo se não o empreendimento natural dos desafios que a mente nos cria?

Quem acha que empresário só quer ganhar dinheiro as custas dos funcionários está redondamente enganado, obviamente se respeitando as exceções, mas normalmente o empresário trabalha feito uma mula, mas não ganha aquilo que merece e não falo só do reconhecimento e da sensação maravilhosa do dever cumprido, e de ter realizado algo importante, algo que grave nosso nome, o legado de nossos filhos.

Fico pensando, vezes demais, que deveria ter seguido outros rumos, mas pensando bem, não conseguiria, até inclusive tentei, mas não adiantou, voltei ao meu curso original, não me imagino fazendo outra coisa somente.

E para finalizar, nada mais estimulante do que conversar com os amigos, empresários, que mesmo em meio as maiores dificuldades, e entenda que nem sempre uma dificuldade é financeira, conseguem dar a volta por cima, não se deixam abater, e conseguem motivar aqueles que estão à sua volta.

Minha homenagem aos grandes brasileiros, os senhores empresários.

Em tempo (16/02/2005): Agradeço os comentários e os xingamentos, mas esclarecendo, o Empresário não é aparentemente brasileiro, parece que por não ser miserável e ter espírito empreendedor está classificado numa categoria à parte.

janeiro 10, 2005 | In: Baguete

Novidades eletrônicas

Acessando os sites especializados com notícias da CES 2005 (maior feira de entretenimento eletrônico para o consumidor), me deparei com a enxurrada de milhares de dispositivos e gadgets que em breve estarão nas prateleiras virtuais das lojas online, e nas casas dos con-sumidores. Muita coisa de extrema serventia, baixo custo e grande praticidade.

Porém nunca tinha visto anteriormente preocupação com a usabilidade e ergonomia dos aparelhos por parte dos fabricantes. Eu sempre preguei que a tecnologia precisa ser transpa-rente ao dispositivo, ela precisa estar num nível onde não precise ser entendida para ser operada, independente do que seja, um aparelho eletrônico ou na navegação de um web site.

Creio que somente desta forma se atingirão milhares de consumidores e clientes potenciais que de outra forma menosprezam ou mantém algum medo com relação aos dispositivos e suas utilidades.

Se você precisa de um controle remoto para o vídeo cassete, porque não pode simplesmente usar ele de maneira intuitiva para operar o aparelho? Tente programar a gravação de um programa para ver como é complicado. O mesmo vale para a operação de um telefone celu-lar ou a administração de um web site.

É preciso simplificar para ser direto, e vender mais! A maioria dos dispositivos que possuem algum tipo de interface com o usuário normalmente são sub-utilizados, ou então tão com-plexos de serem aprendidos que o usuário final só aprende a utilizar todos os recursos quando o aparelho está perto do final da sua via útil ou já bem obsoleto.

Simplifique!

P.S.: Atualização: A Microsoft parece que entendeu isso!

dezembro 27, 2004 | In: Baguete

Chega de 2004

Em 2004 eu aprendi muito! Engraçado como a cada ano tenho a impressão de que as coisas acontecem mais rápido que nos anos anteriores. Mas é bem verdade que tenho a sensação de ter vivido e aprendido muito num ritmo maior também, e sempre aumentando a pressão.

É claro que nem tudo que a gente aprende utiliza e nem tudo de bom que fazemos se traduz em resultados práticos e visíveis num primeiro momento. Nem por isso desanimamos ao primeiro obstáculo, embora as vezes ele pareça intransponível.

Depois de todas as coisas boas de 2004, e algumas não tão boas assim, só posso esperar que em 2005 elas sejam muito melhores, me ensinem bastante e passem mais rápido que em 2004.

Penso ainda que vou me esforçar para me tornar uma pessoa melhor, e o mesmo digo dos meus empreendimentos, aos meus clientes e funcionários amo vocês! Espero que em 2005 a gente faça muito melhor, juntos!

Quando a minha leitora estiver lendo esta coluna estarei torrando na areia da praia, para os meus bits de descanso anuais, este ano com certeza merecidos mais do que nunca…

Cuidem com os fogos da virada, não queimem nada antes da hora!

dezembro 20, 2004 | In: Baguete

O site de auto-ajuda

Outro dia um cliente perguntou porque nossos sites eram entregues “na casca”. Na realidade eles são entregues como o cliente quiser, apenas somam-se os itens na proposta para se ter o preço final!

É claro que é necessário analisar o conteúdo que vai para o site antes de desenvolver a estrutura que comportará essas informações, mas incluir dezenas, centenas e às vezes milhares de produtos, textos, artigos, manuais em PDF e imagens de todos os tipos e tamanhos tem um custo!

Para dar suporte a autonomia do cliente, passamos a fazer os sites com gerenciadores de conteúdo, ou como outro cliente falou, o site de vocês é com auto-ajuda? Depois que entendi o raciocínio confirmei que sim! Temos o privilégio de fornecer essas ferramentas para auxiliar o gerenciamento do site dos nossos clientes.

É claro que alguns não querem e nem fazem questão de receber treinamento para operar a interface administrativa, preferem a boa e velha manutenção mensal ou sob demanda! Isso quer dizer exatamente o que?

Que temos a faca e o queijo na mão, você só precisa definir se vai comer ele agora ou mais tarde, enquanto isso a gente fatia ele para você…

Recentemente li um artigo fantástico de Elaine Xavier, no WebInsider, se quiserem mando o link, mas tem que pedir por e-mail! O artigo sintetizava de uma forma sensacioal a dificuldade de se preencher um briefing na maioria das vezes. Isso que a autora aborda o tema pela ótica de uma agência, dupla de criação, sintetiza de forma real o trabalho que dá fazer esse documento sagrado ? que normalmente deveria nortear um trabalho de criação ou desenvolvimento ? para em inúmeras vezes sequer ser lido.

Trabalho com desenvolvimento para a web a bastante tempo, aprendi que o briefing precisa ser simples o suficiente para ser preenchido, prático para ser olhado, entendido e respondido com poucas perguntas, e de preferência ter uma disposição sintética, uma ou duas folhas para ser fácil de manusear.

Não que tenha descoberto a forma maravilhosa de fazer isso, de certa forma os anos e os profissionais e clientes com que me relacionei, além de vasto material de consulta disponível Internet afora, a gente vai tentando e modificando até ficar bom.

E isso facilita a vida um monte, dali saem as propostas iniciais e os brainstorms internos da nossa equipe. As vezes é preciso fazer uma segunda visita pra esclarecer pontos obscuros ou novas idéias, mas a síntese nestes tempos de redução de custos (isso implica em reduzir custos da prospecção também!) é fundamental.

Se a minha leitora fiel quiser envio uma cópia do nosso material mais atualizado, sem problema algum. Mas lembro que o papelzinho 90g A4 não é mágico, você é quem vai preencher ele!

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