março 28, 2005 | In: Baguete

A outra etapa

Desde que se iniciaram os preparativos para o novo evento de networking do mercado (Papo de Primeira) fiquei muito feliz. De certa forma uma nova paginação de um evento que em sua época fez escola, mas principalmente, rever os amigos, refazer os links perdidos dos conhecidos e entrantes do mercado, mas agora não tão focado em TI.

Senti uma alegria de participar disso ativamente, mas as vezes não podemos controlar o que nos aguarda o amigo destino na porta ao lado. Fico a partir de agora alegre de ver a coisa toda ganhar forma, e em breve ganhará mais corpo, é só aguardar.

Também preciso lembrar aqui que a novíssima AGADi, Associação Gaúcha das Agências Digitais também está crescendo a olhos vistos. Desde a concepção, fundação, a entidade agora conta com 26 empresas associadas e mais empresas colaboradoras entrando a cada dia que passa.

Isso me dá enorme satisfação, não retirando a fundamental iniciativa dos nossos respectivos presidente (Cesar Paz ? AG2) e vice (Tiago Ritter ? W3haus) me sinto meio pai da criança, e estou me esforçando para trazer a entidade mais empresas sérias e interessadas, para que possamos juntos a partir de agora, mostrar ao nosso mercado como ele fazer para desenvol-ver um bom trabalho, guiando, informando e criando nova consciência sobre aquilo que de-senvolvemos.

Até mostrando porque uma empresa precisa ser estabelecida para poder prestar um melhor serviço. Mas estes dados adicionais ficam para a próxima coluna.

Também estou pessoalmente empenhado em melhorar minhas habilidades técnicas, porque afinal não podemos ser considerados apenas por aquilo que construímos até o momento, é preciso estar sempre antenado e mostrar um pouco daquilo que ainda podemos fazer. E se puder ajudar a todos melhor ainda.

Mas esse é assunto é para colunas futuras…

Certa vez discutia com um amigo, que trabalha em uma multinacional, fabricante de computadores e assemelhados, que desde quando ele tinha trabalhado comigo muitas coisas tinham acontecido (ele trabalhara para mim há uns 5 anos) e que neste meio tempo consegui fazer inúmeros cursos e inclusive me formei.

Então ele me pergunta especificamente em que eu era especialista, e a grande verdade é que eu não sou especialista em nada. Me considero um generalista, com algumas especializações, devido ao simples fato de executar e gostar mais de algumas áreas da tecnologia do que outras, e também que a experiência adquirida me agregou valioso conhecimento em diversas áreas.

Então, seguindo o raciocínio, fica muito complicado explicar exatamente em que eu acreditava que dominava melhor, mas isso não quer dizer que sou superficial em todas as áreas do conhecimento.

Até para recusar algumas ofertas é preciso pensar da maneira adequada. Mas não considero que tenha me tornado um generalista em vão, e também nesse período treinei diversos generalistas (alguns estão no exterior neste momento, outros trabalhando em ótimas empresas) então creio que eu (e este excelente pessoal) estamos mais aptos a trabalhar e pensar num espectro maior dentro de nossas áreas de conhecimento.

Vale então se especializar quando for necessário!

Desculpem se o chapéu serviu, mas nos últimos anos tenho observado que o melhor do Brasil não é o brasileiro. O melhor do Brasil é o empresário. É o empresário pelo simples fato de que assim como o Zangão, que não podia voar, pois tinha peso excessivo em relação ao tamanho de suas asas, além da aerodinâmica falha, é o empresário que contraria todas as expectativas e faz acontecer. Alça o vôo da liberdade mesmo não sabendo voar.

Quem em sã consciência arrisca tudo e mais um pouco na busca de um sonho ? às vezes inalcançável ? se não o empresário? Quem, além de um empresário, se motiva com o aumento de impostos, com as desavenças com o governo, com os desentendimentos com aqueles que protege, e que em boa parte das vezes só visualizam um número escrito num pedaço de papel que parece algum tipo de garantia para um futuro nebuloso?

Imagine o que seria deste país se 50% dos empresários desistissem dos desafios diários de desbravar novos mercados, sem esperar por nada e por ninguém, porque a ajuda nunca vem mesmo. O que alguém pode esperar de um povo inventivo se não o empreendimento natural dos desafios que a mente nos cria?

Quem acha que empresário só quer ganhar dinheiro as custas dos funcionários está redondamente enganado, obviamente se respeitando as exceções, mas normalmente o empresário trabalha feito uma mula, mas não ganha aquilo que merece e não falo só do reconhecimento e da sensação maravilhosa do dever cumprido, e de ter realizado algo importante, algo que grave nosso nome, o legado de nossos filhos.

Fico pensando, vezes demais, que deveria ter seguido outros rumos, mas pensando bem, não conseguiria, até inclusive tentei, mas não adiantou, voltei ao meu curso original, não me imagino fazendo outra coisa somente.

E para finalizar, nada mais estimulante do que conversar com os amigos, empresários, que mesmo em meio as maiores dificuldades, e entenda que nem sempre uma dificuldade é financeira, conseguem dar a volta por cima, não se deixam abater, e conseguem motivar aqueles que estão à sua volta.

Minha homenagem aos grandes brasileiros, os senhores empresários.

Em tempo (16/02/2005): Agradeço os comentários e os xingamentos, mas esclarecendo, o Empresário não é aparentemente brasileiro, parece que por não ser miserável e ter espírito empreendedor está classificado numa categoria à parte.

janeiro 10, 2005 | In: Baguete

Novidades eletrônicas

Acessando os sites especializados com notícias da CES 2005 (maior feira de entretenimento eletrônico para o consumidor), me deparei com a enxurrada de milhares de dispositivos e gadgets que em breve estarão nas prateleiras virtuais das lojas online, e nas casas dos con-sumidores. Muita coisa de extrema serventia, baixo custo e grande praticidade.

Porém nunca tinha visto anteriormente preocupação com a usabilidade e ergonomia dos aparelhos por parte dos fabricantes. Eu sempre preguei que a tecnologia precisa ser transpa-rente ao dispositivo, ela precisa estar num nível onde não precise ser entendida para ser operada, independente do que seja, um aparelho eletrônico ou na navegação de um web site.

Creio que somente desta forma se atingirão milhares de consumidores e clientes potenciais que de outra forma menosprezam ou mantém algum medo com relação aos dispositivos e suas utilidades.

Se você precisa de um controle remoto para o vídeo cassete, porque não pode simplesmente usar ele de maneira intuitiva para operar o aparelho? Tente programar a gravação de um programa para ver como é complicado. O mesmo vale para a operação de um telefone celu-lar ou a administração de um web site.

É preciso simplificar para ser direto, e vender mais! A maioria dos dispositivos que possuem algum tipo de interface com o usuário normalmente são sub-utilizados, ou então tão com-plexos de serem aprendidos que o usuário final só aprende a utilizar todos os recursos quando o aparelho está perto do final da sua via útil ou já bem obsoleto.

Simplifique!

P.S.: Atualização: A Microsoft parece que entendeu isso!

dezembro 27, 2004 | In: Baguete

Chega de 2004

Em 2004 eu aprendi muito! Engraçado como a cada ano tenho a impressão de que as coisas acontecem mais rápido que nos anos anteriores. Mas é bem verdade que tenho a sensação de ter vivido e aprendido muito num ritmo maior também, e sempre aumentando a pressão.

É claro que nem tudo que a gente aprende utiliza e nem tudo de bom que fazemos se traduz em resultados práticos e visíveis num primeiro momento. Nem por isso desanimamos ao primeiro obstáculo, embora as vezes ele pareça intransponível.

Depois de todas as coisas boas de 2004, e algumas não tão boas assim, só posso esperar que em 2005 elas sejam muito melhores, me ensinem bastante e passem mais rápido que em 2004.

Penso ainda que vou me esforçar para me tornar uma pessoa melhor, e o mesmo digo dos meus empreendimentos, aos meus clientes e funcionários amo vocês! Espero que em 2005 a gente faça muito melhor, juntos!

Quando a minha leitora estiver lendo esta coluna estarei torrando na areia da praia, para os meus bits de descanso anuais, este ano com certeza merecidos mais do que nunca…

Cuidem com os fogos da virada, não queimem nada antes da hora!

dezembro 20, 2004 | In: Baguete

O site de auto-ajuda

Outro dia um cliente perguntou porque nossos sites eram entregues “na casca”. Na realidade eles são entregues como o cliente quiser, apenas somam-se os itens na proposta para se ter o preço final!

É claro que é necessário analisar o conteúdo que vai para o site antes de desenvolver a estrutura que comportará essas informações, mas incluir dezenas, centenas e às vezes milhares de produtos, textos, artigos, manuais em PDF e imagens de todos os tipos e tamanhos tem um custo!

Para dar suporte a autonomia do cliente, passamos a fazer os sites com gerenciadores de conteúdo, ou como outro cliente falou, o site de vocês é com auto-ajuda? Depois que entendi o raciocínio confirmei que sim! Temos o privilégio de fornecer essas ferramentas para auxiliar o gerenciamento do site dos nossos clientes.

É claro que alguns não querem e nem fazem questão de receber treinamento para operar a interface administrativa, preferem a boa e velha manutenção mensal ou sob demanda! Isso quer dizer exatamente o que?

Que temos a faca e o queijo na mão, você só precisa definir se vai comer ele agora ou mais tarde, enquanto isso a gente fatia ele para você…

Recentemente li um artigo fantástico de Elaine Xavier, no WebInsider, se quiserem mando o link, mas tem que pedir por e-mail! O artigo sintetizava de uma forma sensacioal a dificuldade de se preencher um briefing na maioria das vezes. Isso que a autora aborda o tema pela ótica de uma agência, dupla de criação, sintetiza de forma real o trabalho que dá fazer esse documento sagrado ? que normalmente deveria nortear um trabalho de criação ou desenvolvimento ? para em inúmeras vezes sequer ser lido.

Trabalho com desenvolvimento para a web a bastante tempo, aprendi que o briefing precisa ser simples o suficiente para ser preenchido, prático para ser olhado, entendido e respondido com poucas perguntas, e de preferência ter uma disposição sintética, uma ou duas folhas para ser fácil de manusear.

Não que tenha descoberto a forma maravilhosa de fazer isso, de certa forma os anos e os profissionais e clientes com que me relacionei, além de vasto material de consulta disponível Internet afora, a gente vai tentando e modificando até ficar bom.

E isso facilita a vida um monte, dali saem as propostas iniciais e os brainstorms internos da nossa equipe. As vezes é preciso fazer uma segunda visita pra esclarecer pontos obscuros ou novas idéias, mas a síntese nestes tempos de redução de custos (isso implica em reduzir custos da prospecção também!) é fundamental.

Se a minha leitora fiel quiser envio uma cópia do nosso material mais atualizado, sem problema algum. Mas lembro que o papelzinho 90g A4 não é mágico, você é quem vai preencher ele!

dezembro 7, 2004 | In: Baguete

O Cliente e o consumidor

Em outros tempos, tempos antigos da Internet, a diversidade de tecnologias, a qualificação dos poucos prestadores de serviços na área, e alguma especulação financeira, permitiam que projetos fossem orçados em patamares inimagináveis no dia de hoje.

Falo isso porque muita coisa mudou de lá pra cá, muita gente boa começou a trabalhar, muitos mitos e bolhas se estouraram, muitas tecnologias foram criadas, muitos preços que foram artificialmente inflados se viram obrigados a retroceder, porém uma coisa não mudou muito, o Cliente.

Lembre-se que o Cliente é aquele que aposta com você, lhe dá as chances e subsídios para efetuar um ótimo trabalho, lhe permite ousar enquanto cria e presta um serviço de boa qualidade. Ah, detalhe, o Cliente ainda sabe que você mora, compra roupa e paga as suas contas!

Porém temos ainda a categoria do consumidor, que por certas vezes nos aborda como se fosse um bom Cliente, mas conversa vai, conversa vem, pode espremer um pouco mais no orçamento, pedir aquelas coisinhas que não estavam previstas, esticar um pouco os prazos de pagamento e ainda, querer que você de amém em todas as novidades por ele estipuladas.

É claro que não existe uma regra para separar estas duas situações, e volta e meia nos depararemos com ela, sempre na expectativa de concretizar a atração de um novo Cliente a cada abordagem.

Mas acima de tudo, o Cliente é o chefe, é ele quem manda, e precisa ser bem tratado, respeitado e de preferência ouvido com frequência, porque por mais incrível que pareça, o Cliente sabe demais sobre nosso negócio, e suas palavras valem ouro.

Nem sempre a atenção a ele se dá da maneira adquada, mas quando somos atenciosos ele nos brinda com a indicação de outro Cliente! É o ciclo virtuoso do processo comercial da empresa.

Salve todos os Clientes, meu respeito profundo e os votos de um 2005 mais atencioso a você e sua empresa, querido Cliente!

novembro 22, 2004 | In: Baguete

Está na hora de mudar

Estou há algum tempo sem dar a devida importância a que esta coluna e minha única leitora merecem, pois entre tarefas do trabalho e domésticas após a chegada do herdeiro, pouco tempo me sobra disponível, e sem o auxílio da minha agenda Power Self tenho me tornado escravo do meu Palm.

Escrevo esta no sentido de esclarecer alguns comentários, empresas de desenvolvimento web daqui se reuniram sim, mas o objetivo é fortalecer o mercado, tanto nortear concorrentes como dar suporte à tomada de decisão de prospects e clientes.

Só quem ganha com isso é o mercado, e como desenvolvedor me sinto honrado de participar da iniciativa. Não é pioneira, não é definitiva, mas vai vingar, porque tem muita gente boa trabalhando junto desta vez.

Creio que muitos frutos virão a partir do momento da divulgação oficial da iniciativa, que não foi iniciada na InternetSul viu Gilnei. Peço que aguardem o tempo de se formatar esse mate-rial de divulgação.

Ainda, com a chegada do final do ano tenho a sensação, pela primeira vez em muito tempo, que estou participando da criação de algo grande, em vários sentidos da palavra. E agora não estou falando da Reunião que ocorreu a alguns dias. Estou me referindo a mudanças que acontecerão em algumas empresas e serão anunciadas em breve.

Como diria Jaime Wagner, as pessoas têm dificuldade em lidar com as mudanças, e são condicionadas a resistir a elas. Mas para mim acho que volta e meia é imprescindível uma sacudida, faz bem, reaviva e mantém a centelha da motivação acesa.

outubro 11, 2004 | In: Baguete

Empresas de Ruptura

Lendo um artigo fantástico de Scott Anthony (da Innosight) e Clayton Christensen (da mesma empresa e professor de Administração na Harvard Business School), intitulado “Inovação a partir de ruptura”, percebi que todas as empresas de tecnologia aqui são empresas de ruptura.

Essa inovação a partir de ruptura sugere simplesmente que as soluções tecnológicas a serem avaliadas e utilizadas pelas empresas (de qualquer porte) podem ser diretas e simples, tão simples a ponto de vencerem os obstáculos de quem decide o que vai ser feito ou não.

Logo, mesmo empresas principiantes podem ter soluções técnicas relativamente simples e que podem e devem ser implementadas. É claro, que é preciso filtrar o que aparece, e avaliar a solução. Mas dando ênfase naquilo que ela se propõe, e não no tamanho da empresa que a desenvolve.

Isso exige um nível de maturidade que ainda não temos aqui, no sul pelo menos, onde se avaliam os fornecedores pelos seus aspectos técnicos e não pelo tamanho da empresa ou por outros tipos de qualificações.

Acredito que isso possa ser viável em curto prazo. Empresas que não querem soluções prontas e com excesso de recursos que não irão utilizar em softwares proprietários, poderão – após análise criteriosa – escolher fornecedores de soluções similares (não genéricas!) a preços mais convidativos. Isso proporcionará economia e ruptura!

Observamos então que o simples fato de considerar este tipo de solução para problemas tecnológicos, já é fator de mudanças. A tarefa de exercitar constantemente o leque de fornecedores para determinadas soluções é ardua. Mas somente desta forma se obterá resultados concretos ? ganhos, com esse modelo de ruptura.

Acredito agora que a inovação é o motor da ruptura, e não há inovação sem quebra de paradigmas.

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