Essa deve ser a pergunta que milhões de pessoas devem se fazer todos os dias. Há cada vez mais internautas no Brasil e no mundo. Crescem também as vendas virtuais e os registros de domínios.

Mas como saber se estamos no caminho certo. Se nosso web site está realmente cumprindo o papel a se propôs inicialmente? Bom, meu amigo, para isso você deverá se sentar e fazer uma análise detalhada do que está sendo feito e do que ainda não foi feito dentro do seu próprio web site. Para quem tem um web site vale uma análise detalhada do seu negócio e das suas expectativas em relação a ele. Qual o papel que espera dele. Isso mesmo que o web site também o seu papel as suas funções.

O que temos visto no mercado é que muitas empresas se empolgam com as possibilidade que a web pode oferecer, fazem um web site, nem sempre adequado as suas necessidades e não dão continuidade ao trabalho. Pecam nas atualizações, não fazem manutenções, não respondem aos e-mails envidados, não respondem as dúvidas de clientes ou prospects, não divulgam seu site nem mesmo entre os funcionários, as mídias não fazem qualquer referência a ele, na utilizam o cadastro, não fazem ações de fidelizações ou aquisições exclusivas nos seus sites e não tem nem idéia da visitação dele.

Um bom web site deve no mínimo trabalhar a favor de você, como aquele bom funcionário que realmente veste a camiseta da empresa e que contribui diariamente para ela crescer.
Se a internet está disponível 24 horas do dia o seu web site deve aproveitar cada minuto e cada oportunidade que possa surgir de forma eficaz. Use seu banco de dados, crie promoções exclusivas na internet, trabalhe as datas comemorativas, fidelize seus clientes. Enfim, invista mais tempo e penso nele. Eu garanto a você que você não vai se arrepender.

Artigo da minha sócia, Letícia Hartfelder Chiappini

Boas

1 ? A Seagate, tradicional fabricante de discos rígidos, está implementando uma nova tecnologia de segurança nos HDs que promete revolucionar a maneira como cuidamos dos problemas de segurança de dados (acesso indevido, vírus, roubo, etc). É esperar para ver.

2 ? Para quem não vive sem um PDA ou smartphone, a Palm lançou o Treo 680 semana passada. É quase igual ao 650, mas sem a antena!

3 ? O braço filantrópico do Google (www.google.org) está com vagas para empregos interessantes na área da preservação ambiental. Interessante esta postura, merece o nosso suporte.

4 ? Depois de segredos para lançar o iPhone parece que a Apple vai lançar no meio de 2007 um tablet PC, focado nos prestadores de serviços e no mercado educacional.

5 ? Telefone VoIP muita gente já conhece e possui, mas um telefone que além de VoIP, é wi-fi, parece um celular e funciona onde você puder se conectar é novidade. Essa já estará disponível aqui nesta semana. Dica do Beto da Mais Micro (www.maismicro.com.br).

6 ? Parece que o Google está disponibilizando conteúdo muito antigo (de cerca de 200 anos atrás) nas buscas. Isso é bom, quer dizer que além de indexar estão armazenando mais. Ao que percebi até conteúdos pagos de jornais de grande circulação. Mas a parte boa é que muito conteúdo histórico passa a ser disponibilizado também.

novembro 13, 2006 | In: Baguete

Java agora é GPL

A Sun anuncia hoje que a linguagem Java será oferecida como software livre, sob a licença GPL (licença pública geral GNU). O pacote free incluirá o JDK, o compilador javac e mais alguns itens. A Sun espera que a partir de agora todas as distribuições linux passem a oferecer o JDK como parte integrante dos seus pacotes de softwares.

E tem mais coisas a caminho

1 – Amanhã (14/11/2006) ao que tudo indica será lança o tocador da Microsoft. O mesmo sugerido como o “iPod killer” parece mesmo que estará incompleto, o hardware é grande, a bateria dura pouco e a tela maior, não é melhor que a do iPod. Esperar para ver. Depois vem o service pack do Zune…

2 – Só para não dizer que falo mal da MS, semana passada a mesma lançou o Aggreg8, que de acordo com o pessoal do Bill é uma rede social para profissionais de TI.

3 – Parece que os rumores da Apple lançando um produto já chamado de iPhone está mais real do que boato agora. A empresa registrou algumas patentes referentes à interface de um novo produto (que estaria rodando já num telefone), e também uma base de sincronia descrita como sendo multi-função, além de cãmeras, tocadores de mídia, também serviria para telefones. É aguardar para ver.

4 – Jornais digitais já em 2008? Não estou falando da versão online dos jornais disponível na Internet à mais de 10 anos, mas sim dos novos e-papers, dispositivos eletrônicos que permitirão que se baixe o jornal e se leia, como se estivesse folheando o mesmo. A vantagem? É bom de ler, é barato, e para quem tem alergia à tinta utilizada na impressão dos períodicos é uma maravilha.

5 – Experimento científico: Você gostaria de ver como uma bateria de notebook pode realmente explodir? Ou você acha que isso não aconteceDe uma olhada no vídeo (veja até o fim).

6 – Semana passada falei no acordo da MS e da Novel, sobre colaboração e interoperabilidade do windows com o linux. O grupo de desenvolvimento do Samba (software que emula um servidor de arquivos netbios no linux) já pediu publicamente que a Novell reconsiderasse esse acordo com a MS. Agora é ver o circo pegar fogo…

7 – A Sony comercializou 88.400 PlayStation 3, em dois dias após o lançamento, somente no Japão. Por aqui você encontra, mas tem que estar disposto a desembolsar um bom dinheiro.

8 – Assim como a lendária Fênix, ressurge das cinzas o Lycos, a nova proposta é se tornar um portal ou um canal de vídeos broadband para o público adolescente, é claro com direito a muitas salas de chat.

9 – O Google lançou um serviço experimental de busca Searchmash. Na minha opinião é uma prévia de futuras melhorias na interface do Google.

10 – Uma empresa coreana lançou uma bateria feita de papel, seca e não combustível. Ela é ecologicamente correta porque não pode poluir o meio ambiente. Além disso tem dimensões reduzidas. Muito interessante, me lembrou aqueles tocos de acender churrasqueira…

novembro 9, 2006 | In: Baguete

O que vem por aí

O esquisito projeto de controle da Internet será debatido na próxima terça (14/11/2006). Então espero que os representantes do governo e da sociedade civil discutam a proposta. Na minha opinião o controle feito da forma como foi sugerido, trará mais facilidades, para o uso indevido dos nossos dados pessoais, facilitando ainda mais a ação de hackers, vândalos e oportunistas da Internet.

Nem tudo é tristeza

- Microsoft anuncia o Vista para 30 de janeiro. Todo mundo trocando de máquina!

- A MS anda assediando tanto a Novell por causa do Linux que parece que são grandes amigas de infância conversando sobre os filhos…

- Metade dos brasileiros nunca usou um PC. Então tem muita oportunidade de negócios e muito trabalho a ser feito! Querem exportar cinco bilhões de dólares em software nos próximos anos, então começar com o tema de casa é mais sensato.

- Google aumenta ação dos seus tentáculos. Ampliando o seu programa de anúncios, a empresa anunciou parceria com dezenas de jornais e rádios nos Estados Unidos. Ganha o anunciante, as empresas envolvidas – e o Google. Acho que a iniciativa deve ser copiada!

- Comércio eletrônico movimentará R$ 775 milhões no natal deste ano no Brasil. É um aumento de cerca de 60% em relação ao ano passado. Indica tendência de aceitação maior por parte dos usuários (perdendo o medo da Internet) e uma aposta maior das empresas, querendo vender mais com custos menores. Sucesso!

- Amazon diversifica serviços. A gigante passará a oferecer capacidade de processamento e armazenamento de dados. Será uma mudança de modelo de negócios no ícone da Internet?

- Computadores aumentam nas classes B e C. Em 2006 atingimos níveis históricos, na classe B tem computadores cerca de 63% das pessoas, e na classe C cerca de 18,81%. Porém o custo é uma barreira, nas classes C, D e E cerca de 40% das pessoas utilizam serviços pagos como lan houses para acessar à Internet. Dados oficiais da pesquisa no site do

maio 22, 2006 | In: Baguete

Otimismo

Nos últimos meses tenho recebido inúmeras manifestações sobre o atual estado da economia, estagnação de determinados setores, sufocamento de outros. Alguns empresários se queixam de maneira assustadora, outros ao contrário, dizem que tudo vai bem, de vento em popa. Mas como disse um motorista de táxi que tive o privilégio de conhecer a alguns dias atrás, ?parece que as pessoas ficam fingindo que tudo está bem?.

Eu não sou o dono da verdade, mas creio que as coisas não estão bem mesmo! Pela minha própria experiência, pelo esforço que temos feito nos últimos meses na empresa as coisas não andam bem, deveriam estar muito melhores. Mas vou ficar me queixando? Não, isso é apenas um tipo de desabafo.

Agora sim o jeito é se superar. As eleições estão quase aí, embora não devesse ser assim, muita gente deixa projetos e posterga decisões (ou ações, pois as decisões já haviam sido tomadas) somente para depois das eleições.

Mas vejo pelo lado bom, pelo menos uma parte do problema político do país vai ser solucionado. Acho que teremos uma boa renovação política. E esses novos entrantes, ainda um tanto quanto inseguros, vão demorar um tempo até serem corrompidos por algum tipo de transporte de valores que exista ou venha a ser criado para fins excusos.

Não pode ser que o país vá parar novamente, copa do mundo e eleições. Tomara que o Brasil traga msi um título, pelo menos à gente finge mais um pouco que as coisas estão bem…

E aí em novembro as coisas voltam ao normal, para – pelo menos aqui no RS – pararem novamente em dezembro. Pois no verão nada é decidido…

Vida longa para a Agenda Estratégica RS 2006/2020, que a centelha da inovação, superação e motivação permanece sempre acesa aqui no estado, pois do jeito que está, não dá para ficar.

abril 12, 2006 | In: Baguete

Síndrome da descontrução

É interessante observarmos que eventualmente no processo de desenvolvimento de um web site, de um software, ou de algo parecido, mesmo se trabalhando com métricas, prazos e escopo definidos, e cumprindo tudo à risca, chegamos na hora derradeira (da entrega) e as vezes acontece um gap, entre a data da entrega por parte da empresa que desenvolve o serviço e da empresa que recebe o mesmo.

Esse gap, dependendo de como as amarras legais estão feitas, pode ser pequeno ou longo, porque independente do tamanho da empresa que contrata o serviço, são pessoas que estão na ponta dos processos, avaliando, recebendo, aceitando, recusando, criticando e finalizando as ações. Então prazos e prioridades mudam, às vezes sem o devido controle. O resultado é o que eu chamo de ?síndrome da desconstrução?.

E ela ocorre quando tudo está pronto, dentro do prazo e especificação, mas o tempo do gap é grande o bastante para as pessoas acharem que algumas coisas poderiam estar construídas de outra forma. E obviamente elas podem estar com a razão. Mas é prudente lembrar que tudo foi feito com embasamento e motivação técnica para ter sido feito daquela maneira. Então antes de iniciar o processo de desconstrução, cabe a quem desenvolveu verificar as amarras legais e informar isso novamente ao cliente. Não é quebrar os pratos, é foco.

Os pontos precisam estar bem amarrados. E o crédito de quem desenvolveu precisa ser respeitado, porque se estamos aqui até agora, é porque temos motivos para estar. E, quando tudo for ao ar, quando o software for distribuído, e por aí vai, aí sim, analisando os resultados, a performance, a utilização, ficará mais fácil ajeitar o que for preciso. Mas sem desconstrução, sem retrabalho desnecessário, apenas porque se perdeu o fio condutor inicial.

É preciso parar e refletir. Continuar é fundamental. Mas dentro dos objetivos iniciais.

abril 4, 2006 | In: Baguete

Os novos empreendedores

Recebi um convite do professor e vereador Newton Braga Rosa, por sugestão de seus alunos e de personalidades da nossa TI regional, para participar de uma aula de sua cadeira de empreendedorismo, na UFRGS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A idéia era falar um pouco da minha trajetória pessoal e profissional e depois responder às perguntas dos jovens sedentos de empreendedorismo. Fiquei muito surpreso, pois da última vez que falei a uma classe universitária sobre o tema eles pareciam bem desmotivados, e era numa universidade privada.

Mas não era este o caso, os alunos do professor mais do que interessados, eles foram inspirados pelo expoente de TI, e que nos últimos anos se dedicou – além da maestria das aulas de empreendedorismo – a levar a bandeira dos interesses das empresas de TI a todos os níveis da política nacional, buscando sempre melhorar as condições das empresas e dos empresários no geral.

Mas voltando aos jovens, falei um pouco de mim, do porque de ter me tornado empresário (às vezes isso ainda soa estranho) e meus objetivos e motivações. Fiquei realmente feliz ao ser bombardeado com todos os tipos de perguntas, por aqueles que vislumbram seu lugar ao sol, fico feliz que a centelha da inovação, criatividade e em empreendedorismo tenha ignido dentro da maioria que estava naquele teatro.

Lembrei de quando ingressei na universidade, onde o pensamento comum era que o colega ao lado era nosso concorrente, então nenhum tipo de informação deveria ser compartilhado, pois certamente ele me roubaria o emprego na repartição pública onde faríamos concurso logo mais para trabalharmos. Mas que quando retornei (entre idas e vindas) a metáfora do ensino estava renovada, os professores já davam a devida importância ao empreendedorismo, e a própria metáfora do código aberto e do compartilhamento de tudo, que a Internet nos proporcionou, ajudou a mudar isso. Fiquei feliz com a mudança, mas ainda tem muito para ser melhorado.

É motivante poder falar, por muito pouco que seja, sobre nossos próprios feitos, erros (que são os que ensinam mais) e acertos, e saber que isso motivará uma nova geração que está aí, dos novos empreendedores.

E tiro meu chapéu para o professor, que continuamente há vários anos faz desta tarefa uma missão de vida, motivando a maioria daqueles que passam por suas aulas a empreenderem em busca de seus objetivos.

Espero ter colaborado um pouco com isso. Mais do que empreender, a experiência adquirida nos últimos anos me faz muitas vezes refletir sobre minha missão aqui e qual será o meu legado para minha família e porque não para minha cidade, estado ou país.

De repente me deu mais vontade ainda de seguir em frente! E que o professor Newton mantenha suas aulas por muito mais tempo, até que empreendedorismo seja sinônimo de trabalho aqui.

Ao final de 2005, já contabilizando o balanço geral do ano que acabava, conseguimos ainda resgatar algumas propostas que pareciam perdidas, e fechar alguns novos negócios, mesmo que iniciassem realmente já em 2006. Entre eles um projeto para uma empresa de importação, sediada nos Estados Unidos.

Até aí tudo bem, não fosse a nossa falta de experiência em receber quantias oriundas do exterior ? o que parecia a primeira vista uma tarefa simples, tendo em vista que o cliente sinalizou que poderia pagar via cartão de crédito ou depósito bancário. Verificamos alguns sistemas de pagamento e optamos por um gateway famoso, recentemente adquirido por uma grande empresa ainda mais famosa.

Feita a cobrança, o cliente paga, em poucos dias chega um cheque nominal a minha pessoa (com o desconto de uma módica taxa de 2%), montante em dólares, de um banco global digamos assim. Primeiro passo procuro o banco global, disseram que fariam sim a operação, se eu fosse correntista, o que não era o caso.

Procuro meu banco, mas fui gentilmente informado que eles não faziam mais o serviço de ?compensação internacional? já havia alguns anos, ou seja, nada feito. Disseram-me que é um serviço ruim, pois o tal cheque pode ser sustado até cinco anos depois de pago pelo banco, e este tem que arcar com a devolução do valor, e ir atrás do cliente para cobrar o dinheiro de volta.

Contrariado, aceito e parto para o segundo banco, onde fui prontamente atendido pelo setor de câmbio, que amigavelmente informou ser uma operação normal, bastava apenas me dirigir à agência que eu tinha conta e fazer isso.

Ligo para minha agência para me informar, após me solicitarem algum tempo para o retorno, ligo novamente, e sutilmente sou informado de que era uma operação complexa, demorada (leva cerca de 45 a 60 dias) e que só é feita para clientes ?especiais?, o que não é o meu caso, pois só tinha dólares no cheque, não na cueca!

Bom, tentei de outras formas, networking é para isso, mas meus relacionamentos eram de outras agências ? do mesmo banco ? me sugeriram tentar trocar o cheque (mandar de volta) por uma transferência via ?Western Union?. Lá fui eu atrás do gateway, rapidamente me disseram que no meu caso só poderiam fazer transferência para uma conta corrente nos US, e o pior, o cheque que me mandaram não era passível de devolução e estorno.

Achei que tinha literalmente entrado pelo cano. A noite em casa vi um comercial do meu segundo banco, mostrando como ajudava o pequeno empresário, inclusive a exportar. Pensei, que banco é esse que me ajuda a exportar e não me ajuda a receber, não é possível, alguém precisa me ajudar.

Fui atrás da ouvidoria, foi a coisa mais fantástica, horas depois meu celular toca, era uma espécie de gerente de algum serviço do banco, muito educada, me pediu para voltar ao banco que a operação seria feita.

Não somente fui rapidamente lá, e fui extremamente bem atendido por um rapaz, que inclusive me conhecia aqui do Baguete (deve ser meu terceiro leitor, o primeiro é o Gilnei e o segundo minha mãe). E ainda, tive que emitir uma nota fiscal (mais um impostinho básico), com o valor aproximado, e ainda assinar um termo ou algo parecido, de que durante 5 anos me comprometo com aquele valor caso algo aconteça e tal.

Fica o recado, em cerca de 60 dias saberei se tudo correu bem. Moral da história: É preciso saber vender, mas também saber receber! E as vezes a gente acha que sabe de tudo…

P.S.: Hoje, no dia da publicação desta coluna, fui chamado no banco, tinha que ter “endossado” o cheque. Acho que agora vai!

novembro 21, 2005 | In: Baguete

B*nda larga – Parte II

Certa vez imaginei que assim que se tivesse acesso à banda larga as coisas iriam realmente mudar. Bom, a verdade é que assim que tive disponibilidade de fantásticos 256Kbps, lá por volta do ano 2000, às coisas mudaram, e muito!

Mesmo para checar e-mails e acessar web sites e grupos de discussão, a diferença foi notável. Milhares de dowloads depois, passou um pouco aquela necessidade de velocidade. Os negócios foram melhorando e a largura de banda aumentando sempre que possível.

Mas a melhor parte é essa. Não podemos esquecer das milhares tentativas de invasão ao nossos servidores aqui e ao PC em casa, que na maioria das vezes só atrapalhava, criava alguns transtornos mas nada que um reboot ou IP novo não resolviam.

Ainda assim as maravilhas que o acesso a banda larga nos proporcionaram, algumas pessoas ainda imaginam que a maior vantagem na grande velocidade é baixar cada vez mais mp3 ou arquivos de vídeo.

Digo que não. Para quem precisa de informação a maior vantagem da rede é essa. Encontrar milhares de links e arquivos com informações relevantes ao seu negócio, que mudem a maneira que você trabalha. E ter isso na velocidade alta o suficiente para refazer determinada busca ou filtrar milhares de resultados, das mais diversas fontes e formatos diferentes, isso sim é vantagem.

Mesmo assim, ainda iremos demorar para criar uma visão mais prática sobre o acesso à banda larga, por aqueles que o fazem com objetivos comerciais, criar uma consciência de que usar a Internet na empresa de maneira indevida é o mesmo que deixar uma torneira aberta ou se apropriar de algo que não é seu.

Outro aspecto é que com o aumento da oferta de serviços imagino (só imagino) que os preços devam cair assim como os tipos de serviços devam variam mais. Acesso via cabo, adsl, wi-max ou alguma outra coisa nova que venha para ajudar (e que fim levou aquele monte de fibra ótica que rasgou a cidade a alguns anos?), para usuário doméstico inclusive. Porque afinal é preciso jogar um pouco, melhor se for multiplayer, porque ninguém é de ferro.

Mas não se iluda. Você não está sozinho, não deixe a porta da frente da sua casa destrancada, nem seu PC sem firewall, não é legal.

Ficamos no aguardo da estabilidade dos serviços, da livre concorrência (que parece estar agonizando neste momento) e de mais largura de banda! Viva…

Não é necessário repetir todas as vantagens de se ter um web site disponível na Internet. De longe a facilidade em ser encontrado, simplesmente por alguém (um possível cliente) que procura por um nome, um endereço e especificamente por uma palavra-chave de um produto ou serviço que você pode fornecer, já vale o esforço.

Recentemente fui solicitado a esclarecer se achava válido colocar uma página de espera enquanto o site não ficava pronto. É claro que sim, sou totalmente a favor, mas faça uma página simples, com informações relevantes da sua empresa, além do logo na dimensão e formato adequado, seu endereço completo, coloque informações textuais com relevância, seus principais produtos e serviços, por exemplo, e não deixe de criar meta-tags adequadamente.

Se possível já inicie o cadastramento da mesma os mecanismos de busca, preferencialmente utilize uma empresa especializada ou algum tipo de mecanismo de divulgação para ajudar na tarefa.
Tenho certeza que em 90 dias (às vezes muito menos), você já terá resultados oriundos de pesquisas nos sites de busca, as quais os resultados remetem ao seu web site. Mas não deixe de construir um web site da maneira adequada, planejado e pensado, não simplesmente executado.

Comece pelo início, comece pequeno. Se você não tem experiência mantendo um web site no ar, ou a sua empresa não tem cultura nesta área, comece com um web site simples, divulgue ele bem, e vá aperfeiçoando conforme for visualizando os resultados ou percebendo novas demandas dos seus clientes.

Mas lembre-se, um web site no ar, bem divulgado, precisa de suporte do outro lado, ou você distribui cartões de visita com um número telefônico que ninguém antende às chamadas?

Desde que comecei a ter algum tipo de interesse pelo que acontecia no cenário político nacional, e isso deve fazer com certeza 20 anos, percebi que a grande máquina do estado sempre utilizou o mesmo tipo de lubrificante, o dinheiro.

Entra governo e sai governo, a ladainha é sempre a mesma. Aquela Câmara dos Deputados congelada com a atual crise, e o Senado inerte, nada se faz para tocar adiante as matérias e pontos necessários para equacionar parte dos problemas do Brasil, todos só se preocupam agora com quem roubou ou recebeu mais do que o outro.

Não que isso seja bonito, ou regra, mas no meu entendimento é uma constante. Lembro dos domingos vendo o Jornal de Domingo da extinta Rede Manchete, onde o jornalista (que mais tarde foi deputado federal) Alexandre Garcia mostrava cenas do cotidiano daquela casa que deveria ser o centro das atenções do país pelos seus feitos, mas o é pelo que deixa de fazer. Cada domingo eram mostrados diversos deputados e senadores dormindo, comendo, lendo jornal, conversando, perturbando a sessão ou esbravejando na cara de outro.

A única coisa que realmente muda no Senado e na Câmara Federal é a cor do carpete que reveste o piso e parte da tribuna, e o forro dos grandes assentos de couro onde repousam aquelas nádegas bem tratadas.

Foram tantas as vezes que me revoltei com o descabimento dos políticos que por muitas vezes pensei em fundar meu próprio partido, o que acabei percebendo ser um tanto complicado. E apesar de pensar em me candidatar e mostrar como se deve fazer um trabalho decente, tenho ciência que não iria durar muito tempo em nenhum partido existente.

Mas voltando ao ponto inicial, me impressiona é que tem tanto dinheiro disponível para ser usado (e desviado), que sempre se tem oportunidade de se fazer grandes desvios com o dinheiro público. Eta pais mais rico este. Imaginem se ficassem uns 10 anos sem roubalheira, pagaríamos a dívida externa por completo com certeza.

Porém a realidade da maioria de nós é pensar que na próxima compra da cueca Zorba venha com o compartimento adicional recheado de dólares para fazer o pé de meia, ou que a próxima mala Samsonite tenha o fundo falso já com as milhares de notas de R$ 100,00 aguar-dando para irem para a poupança (não a do Banco do Brasil). Mas por hora é isso, político é assim mesmo, se não teve jeito até agora dificilmente terá jeito no futuro. Triste fim para os crentes (como eu), que sempre esperam o melhor dos piores.

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