janeiro 27, 2003 | In: Baguete

A estrada

Certo dia, em 1981, me dirigi a uma banca de jornais – que hoje nem existe mais – para comprar um Almanaque Disney ou Pato Donald. Mas ao invés disso adquiri uma revista “Micro Sistemas”, que tinha um modelo recém lançado de IBM PC.

Folhear aquelas páginas e ler artigos e anúncios de coisas para mim inimagináveis a época me mostraram um caminho, percebi que naquele momento tinha entrado numa estrada, só não sabia onde ela me levaria. Desde então acompanhando este universo tecnológico comecei a me interessar cada vez mais pelo assunto, porém ainda me restavam dúvidas sobre seguir pela estrada ou entrar em algum desvio. Ainda bem que através das curvas permaneci no traçado original da estrada.

Creio que isso possa acontecer com muita gente, um pequeno evento, uma luz, uma indicação mudar planos e delimitar novas prioridades, de maneira profunda mas verdadeira.

É bem verdade que uma vez indicado o caminho recebi apoio das pessoas que me rodeavam, em diversos aspectos. A nós cabe a tarefa de fazer o mesmo. Sinto que muitas das pessoas com quem convivi nestes últimos 10 anos me ajudaram e por mim de certa forma foram estimuladas a trilhar este caminho. Acho que precisamos disto, como forma de crescimento.

Aos que estão entrando nesta estrada tecnológica agora, o meu apoio e disposição em ajudar.

P.S.: O artigo anterior me deu um retorno enorme, fiquei feliz em saber da quantidade de colegas que utilizam os newsgroups! Vou voltar a falar dos news em breve.

dezembro 9, 2002 | In: Baguete

Acabaram com os newsgroups?

Nos primórdios da Internet, por volta de 1991, creio que o seu maior uso era uma de suas mais poderosas ferramentas (para mim ainda é), os grupos de discussão da Usenet, ou Usenet Newsgroups.

Posso descrever a Usenet como uma imensa rede de distribuição de mensagens. Essas mensagens estão divididas em tópicos com nomes, classificados hierarquicamente. Alguns grupos podem ou não ser moderados por alguma pessoa ou instituição, mas a maioria é livre. É difícil acreditar que você envia um artigo ou um pedido de ajuda e sempre tem uma alma pra responder, e normalmente ajudar.

Porém de 3 anos para cá esse serviço vinha sumindo dos provedores, o que me fez assinar um serviço pago de um provedor especializado em newsgroups. Mas, para minha surpresa e alegria percebi que meu provedor começou a disponibilizar o serviço novamente, e o Google mantém agora uma base indexada dos news desde 1981. Claro que você não vai encontrar os famosos alt.bin com milhares de fotos de mulher nua, nem mp3 ou divx, se quiser estas features vai ter que pagar um provedor como eu. Ainda assim ele tem a maioria dos grupos lá, com cerca de 700.000.000 de mensagens. Tem de tudo, política, tecnologia, vida, debates pessoais, etc.

Eu estou cavocando esses news porque são realmente úteis, as vezes o suporte da Microsoft ou da Macromedia respondem mais rapidamente por ali do que através da abertura de um chamado técnico. E falo isso também porque nossos amigos pilotos das BBS transmitiam e recebiam as mensagens na calada da noite, fazendo ligações internacionais noturnas a 2400 bps ajudaram a fomentar este prático serviço.

Conheço algumas pessoas, aliás, doutores, que conheceram pessoas de instituições de ensino fora do Brasil através dos news e hoje ostentam títulos conquistados lá fora. Tudo se iniciou ali. Agradeço ainda ao pessoal da Ufrgs e ao velho Vortex, pelas conexões no passado. Se alguém utiliza os news e leu isso, por favor, me deixe saber!

novembro 25, 2002 | In: Baguete

Eu matei o meu monstro

Eu tenho tido o costume, nestes últimos 20 anos, de achar que qualquer político, por melhor que seja, a partir do dia da sua posse se torna o contrário daquilo que eu esperava.

Ainda mais sendo o presidente da república. Foi assim com o Sarney, foi assim com o Collor, com o Itamar, com o FHC, e NÂO vai ser assim com o Lula. Se eu simpatizo?

Não, muito pelo contrário. Quem me conhece sabe bem com o que e com quem simpatizo. Não devemos deixar estes sentimentos implodirem nossas expectativas antes mesmo que qualquer um tenha a iniciativa de frustrá-las, mesmo sendo de direita, de esquerda ou de centro esquerda.

Você ficaria surpreso com o poder do seu pensamento, juntamente com o restante dos brasileiros neste momento ímpar. Vamos transformar as expectativas na mola propulsora das mudanças necessárias e esperadas a tanto tempo.

Falo isso como empresário, cidadão e estudante. Eu vou ficar feliz de ver o desfecho desta história que ainda vai ser escrita. Espero que você também.

O meu monstro não vai poder ver, está morto. E não, ele não tinha barba.

outubro 14, 2002 | In: Baguete

Tolerância à falhas

Se você acha que vou escrever sobre um sistema tolerante a falhas, daqueles que podem continuar desempenhando as suas funções, mesmo na presença de falhas e estas falhas tanto podem ser falhas de hardware como falhas de software, não é para você este artigo!

Ultimamente tenho notado nas empresas, nos meus clientes, na minha rede de relacionamentos, uma total intolerância às falhas. De maneira geral ficamos tentados a espezinhar e tratar uma falha alheia como se fosse a pior coisa que nos poderia acontecer, mas esquecemos de tratar nossa intolerância.

É fato que estamos vivendo uma época turbulência onde tempo é dinheiro e a concorrência anda voraz – e intolerante – e isso nos faz forçar os colaboradores, parceiros e fornecedores ao máximo, o que de maneira exponencial aumenta a probabilidade às falhas – e elas ocorrem – assim como nos sistemas tolerantes às falhas.

Percebi também (durante a manutenção de um servidor com hardware tolerante a falhas), que falhei em não verificar a escala de serviços, e por algum tempo deixei a equipe sem acesso aos dados necessários ao andamento dos trabalhos. Uma grande falha a minha.

Por outro lado tenho percebido em grandes empresas (entendam por grandes empresas aquelas que tem um grande líder ao seu comando) o lado humano das relações está querendo aparecer e tornar os relacionamentos melhores, tanto internamente quanto com os clientes. Vamos refletir a respeito.

Atire a primeira pedra quem já fez o backup hoje.

setembro 16, 2002 | In: Baguete

B*nda Larga?

No início de 2000 tive a felicidade de prover meu escritório e minha máquina pessoal de casa com modems de alta velocidade. O terror estava apenas começando.

É correto afirmar que o crescimento da banda larga tem sido muito grande, grande parte pela malha de cabeamento das TVs a cabo no Brasil, que por ser em sua maioria nova, suportava de maneira bidirecional a troca de dados entre computadores conectados através dela. E mais recentemente a massificação das tecnologias (qualquer letra) DSL, que tornou nossos obsoletos pares metálicos a última palavra em conectividade.

Mas alguma vez você parou para pensar que simplesmente conectou sua máquina ou toda a rede da sua empresa pura e simplesmente a todos os usuários de determinada tecnologia da sua rua, bairro ou cidade? Passou pela sua cabeça que talvez por não saber nada sobre protocolos de comunicação, grupos de trabalho, permissões de usuários e outras coisas você simplesmente abriu a b*nda para o mundo?

Desde que percebi o quão vulnerável minha empresa tinha ficado, após um grande amigo do submundo eletrônico, subversivo do meio digital – um simples hacker – me informou o arquivo que eu estava trabalhando naquele momento, e me criou novas preocupações as quais me achava livre – pois eu mantinha os anti-vírus atualizados – fiquei um pouco mais paranóico, mas aprendi rapidinho o que é manter a rede segura e o firewall bem configurado.

Não estou invocando ninguém a testar minhas vulnerabilidades, estou apenas alertando que é preciso ir um passo além de instalar e deixar a sua b*nda larga.

Não sei se posso dizer que alguém tem culpa, mas certamente o seu provedor não alertou você sobre isso, alertou? A sua máquina de casa está bem configurada e protegida? Sabe se o seu vizinho do escritório ao lado utiliza um port scanner pra saber o que tem ao lado da parede dele?

Dê uma verificada você mesmo antes de chamar o seu responsável pelo departamento de TI, ou o sobrinho do seu amigo que tem um monte de cds com programas: Gibson Research Corp, http://www.grc.com/, clique em “Shields Up” e depois em Probe my ports e Test my shields só pra ver.

E esse é só um teste, vamos nos cuidar para não deixar a b*nda mais larga que o necessário.

setembro 9, 2002 | In: Baguete

A parte oculta da web

Como bom internauta que você é, já deve ter ouvido falar que a web é composta de cerca 5 a 8 bilhões de páginas, o mecanismo de busca OpenFind indexa cerca de 3,5 bilhões de páginas, o Google cerca de 2,4 bilhões de páginas, o AlltheWeb cerca de 2,1 bilhões e por aí afora. Mas porque a variação 5 à 8 bilhões?

A resposta é simples, ninguém sabe ao certo o tamanho da web, o que se faz é medir uma porção que é indexada pelos maiores mecanismos de busca, o que não garante o tamanho de qualquer maneira, pois se cada um tem seus critérios de avaliação e indexação, o que você encontra num pode não encontrar em outro.

Além disso, e a parcela da Web que não aparece, que não é indexada pelos “melhores mecanismos de busca” que você conhece, onde está a parte oculta da web? Ela existe?

A resposta é ela existe sim. Você precisa saber que os mecanismos de busca e seus critérios utilizados pelas suas “aranhas” (mecanismos que navegam pela web de link em link atrás de novas informações e atualizações para serem catalogadas – ou não) variam e excluem muitas informações as quais seriam relevantes. Normalmente alguma empresa cadastra seu site nos principais mecanismos de busca, e ele insiste em não figurar em nenhum deles, a resposta pode estar até no código da página, caracteres especiais, tags muito novas ou muito velhas, novas tecnologias, qualquer coisa que não deva ou “não precise” fazer parte da web, claro que não pelos nossos critérios.

Também é interessante pensar sobre outros pontos de vista, a parte oculta da web pode não estar publicada naquilo que entendemos por “páginas”, pode estar dentro de outros tipos de arquivos (Arquivos adobe acrobat – PDF, por exemplo), e o que é mais comum, dentro de bancos de dados que estão conectados aos seus web sites. E pelos critérios… Nunca aparecerão.

Tenha em mente o seguinte, se você quer realmente encontrar as informações que procura, tem que ir ao lugar certo, fazer uma busca por um número de telefone no Google não é a maneira mais recomendada para encontrar a pessoa que responde por ele. Você deveria utilizar um mecanismo do tipo páginas amarelas ou ainda, um “Meta Search Engine” de sites de cadastro de listas telefônicas. O objetivo deste artigo é fazer você pensar a respeito.

Prometo publicar no próximo artigo dicas de mecanismos de busca, meta mecanismos, e outras coisas que vão fazer você arrepiar sobre a sua privacidade na web, mas isso já dá muito mais pano para a manga…

agosto 27, 2002 | In: Baguete

Promiscuidade intelectual

Há algum tempo eu vinha adiando um compromisso, porém neste 2002 fui forçado a tomar uma decisão e concluir um dos cursos superiores aos quais já fui assíduo aluno. Neste retorno, percebi duas coisas: Como perdi tempo, e como tenho “colegas” que estão perdendo seu tempo precioso.

Falo que perdi tempo porque o ambiente acadêmico é completamente promíscuo de intelectos, dos mais variados, e essa miscigenação de interesses e áreas distintas é o que torna o ensino tão intrínseco e ao mesmo tempo tão excitante. Fazia algum tempo que eu não sentia tanta necessidade de retornar as raízes, por ter me afastado desse meio e focado no meio empresarial, ampliando a minha rede de relacionamentos, e ao mesmo tempo deixando de lado esta tarefa tão essencial.

Mas qual é o ponto aqui? O ponto é simples, colegas do meio acadêmico que ainda não partiram para o mercado e para o dia-a-dia dos negócios, o façam o quanto antes, é essencial ao futuro de vocês. Aos meus colegas de trabalho e parceiros de negócios, voltem aos estudos, façam seus devidos “upgrades”, especializações, MBAs, vamos dar aulas! Essa rapaziada precisa de nós, e nós mais ainda deles.

É notável como os jovens (eu ainda me incluo nesta categoria!) tem uma capacidade imensa de buscar o novo sem medos e sem receios que muitas vezes chamamos de estratégia, vamos ousar mais. Vamos estudar. Vamos começar a trabalhar.

Vamos fazer desse um exercício contínuo de aprimoramento mútuo, é importantíssimo. Não esqueçam da Terceira Terça, não esqueçam do que é realmente importante. Fico por aqui, tenho muito trabalho pela frente e também meu trabalho de conclusão!

agosto 12, 2002 | In: Baguete

Recebeu SPAM? A culpa é sua!

É preciso esclarecer uma coisa quanto aos e-mails não solicitados, ou SPAM, você normalmente é o culpado por receber tanta coisa não solicitada. Também é fato que a maioria das pessoas como eu por mais que nos cuidemos não conseguimos eliminar esse problema.

Desde os primórdios da Internet eu recebo SPAM, a diferença é que antigamente era só solicitar para ser removido de uma lista e você era prontamente atendido. Hoje não, com a proliferação da utilização do e-mail muitas talvez milhares de pessoas nem sabem a real utilização dos campos BCC ou CCO dos respectivos programas clientes de e-mail que utilizam no seu dia a dia.

Quando você envia aquela piada para toda a sua lista de amigos, no campo TO ou PARA, se recebesse a mensagem notaria que todos os e-mails dos seus amigos estão lado a lado, inclusive daqueles que nem se conhecem. E cada vez que um deles responder, ou responder a todos, todos os seus queridos amigos vão receber a resposta do seu SPAM! E imagine então que num Webmail, os endereços vão junto do corpo do e-mail, para talvez todos os amigos de cada amigo seu, se eles resolverem disseminar o seu e-mail engraçado.

Com o advento da banda larga e da facilidade de se utilizar softwares que fazem varredura em web sites, newsgroups e em servidores de e-mails não configurados de maneira correta, todos esses e-mails correm o risco (e certamente isso vai acontecer) de serem capturados e passarem a ser comercializados nessas listas de e-mails de SPAMMERS pelo mundo afora. E a culpa é sua.

Logo, para manter o relacionamento saudável sem parar de enviar e-mails aos seus amigos, tenha mais cuidado, utilize somente os campos BCC ou CCO do seu programa preferido de e-mail, assim eles permanecerão ocultos uns aos outros. E evite na maioria das vezes que puder repassar e-mails de pessoas pedindo ajuda, nenhuma empresa pagará centavos por mensagens enviadas, nem por e-mail nem por programas de mensagens como ICQ, MSN Messenger ou outros similares. Isso serve somente para gerar tráfego desnecessário nos servidores e em toda a Internet. Assim como não apague os arquivos do Windows que seu amigo que é expert mandou você apagar, por achar que a mensagem era sobre vírus, mas na realidade era um HOAX (boato) que circulava nos e-mails dos amigos dos seus amigos.

E se você já sabia disso tudo que falei aqui anteriormente, e está sem saber o que fazer para parar de receber SPAM, seguem algumas dicas:

1 – Utilize o e-mail de trabalho para aquilo que ele foi feito, TRABALHO. Deixe as piadas e cadastamentos em listas que você nunca vai ler para um e-mail pessoal no seu provedor ou algum outro gratuito;

2 – Se um amigo seu enviar um e-mail com uma dezena de outros endereços junto, tenha paciência e instrua ele a como proceder para manter todos ocultos uns dos outros e não gerar SPAM em breve;

3 – Quando receber um SPAM não responda, nem clique no e-mail de descadastramento, normalmente eles só servem para confirmar que seu e-mail é válido e alguém lê o que chega a ele;

4 – Se você recebe muita porcaria, tente reclamar junto ao provedor que originou a mensagem, normalmente copiando todo o conteúdo da mensagem (inclusive os cabeçalhos cheios de números e códigos) e enviando para o endereço abuse@nomedoprovedor.com.br, ou mesmo abuse@provedor.com chegará ao departamento encarregado, se for uma empresa séria alguém irá atrás do SPAMMER e fará com que ele pare de enviar;

5 – Sempre que possível troque seu e-mail se ele estiver sendo muito bombardeado, ou solicite ao seu provedor que mantenha ele desativado por um período de tempo antes de voltar a utilizar, é provável que a quantidade de e-mails diminua;

6 – Se as dicas anteriores não surtirem efeito, utilize softwares para detecção de SPAM, eles funcionam e são bons, dou duas dicas para você, o EMC, em português, Freeware, filtra spam e vírus de e-mail, de uma olhada em http://www.abreuretto.com/, e a segunda, o McAfee SpamKiller, http://www.mcafee.com/, não é gratuito, mas funciona muito bem!

Sinta-se a vontade para comentar e enviar suas dicas de como eliminar o SPAM da nossa vida.

agosto 5, 2002 | In: Baguete

A importância do networking

Espero que você tenha acompanhado a trajetória do Terceira Terça desde a sua criação. Todos os meses profissionais de diversas empresas têm empregado seus esforços no sentido de proporcionar um evento onde pessoas encontrem pessoas, profissionais encontrem profissionais, empresas encontrem empresas, e clientes encontrem fornecedores.

É interessante a quantidade de gente que conheci e que começaram a fazer parte do meu dia a dia, sejam como clientes, parceiros de negócios, fornecedores, prospects e uma categoria nova que vou chamar de amigos. Isso mesmo, são pessoas que necessariamente estão ali e que em determinado momento estão lado a lado com você, em determinadas situações, e passam do dia para a noite a fazer parte da sua rede de relações.

Como é gratificante escutar uma pessoa que faz negócios a mais tempo do que eu vivo neste mundo, transmitindo uma experiência e mostrando como a vida ensina, e como a maneira de fazer negócios evolui a cada di@. É interessante ver que num ambiente descontraído, aqueles que comandam empresas onde o faturamento chega a casa dos milhares de reais ao mês, conversam e trocam idéias sobre os mais variados temas com aqueles que estão começando hoje.

Para as empresas que patrocinam o evento vai o meu maior aplauso, pois sei que não é fácil ousar nos dias de hoje, e às vezes quando se chega com uma idéia nova se paga o preço do ineditismo, que às vezes é caro. Meu avô sempre me dizia “A gente só conhece realmente uma pessoa quando faz negócios com ela”, e ele tinha toda a razão.

Fico imaginando se todo mundo está tirando o proveito deste evento como eu. Fico impressionado mesmo como você num dia está em Porto Alegre trabalhando duro para garantir um novo negócio e no dia seguinte está ganhando um parceiro de negócio, ágil, a sua disposição, uma pessoa que você nunca esperou conhecer, com toda a estrutura de uma empresa, à sua disposição em Florianópolis por exemplo. Isso é o Terceira Terça. E como as minhas relações evoluíram, como o TT evoluiu e como você pode evoluir mais a cada dia.

Como podem as pessoas não perceber que isso é possível e necessário nas relações humanas e entre empresas. Acho que se você está pensando que alguma coisa do que eu escrevi aqui fez sentido, está na hora de você visitar o site do Terceira Terça e se cadastrar para o próximo evento. Não faz mal convidar o seu chefe nem os seus colaboradores.

julho 31, 2002 | In: Baguete

Informação x Design

Desde que a web é web, tem-se algumas idéias a respeito do que é certo e do que é errado, em se tratando de design e do conteúdo das páginas. Uma corrente de web designers prima pelas belas interfaces, onde os tons, as imagens e as “coisinhas de clicar” se sobrepõem ao principal, o conteúdo. Não que a Internet tenha que ser um lugar feio, mas existe uma barreira a ser ultrapassada.

Também não adianta pensar somente nas estruturas de TI de milhares de reais, dando suporte a diversos sistemas integrados, onde simplesmente o usuário não consegue encontrar a informação. Onde ela não seja trazida de forma tão delicada que pareça uma peça moldada pelas mãos divinas, mas que tenha o efeito de uma martelada aplicada pelo companheiro do inferno.

Em 1998 a IBM lançou uma campanha agressiva de marketing, você deve lembrar, ela falava algo do tipo, o que você está fazendo, precisa de alguma solução de e-commerce da IBM, ou não vai dar certo. No site da IBM na época a ferramenta mais utilizada era a busca, porque o site não era suficientemente claro e intuitivo para o seu público. O resultado disso foi uma força tarefa que levou várias semanas e refez o web site. Na primeira semana após o relançamento do site, a utilização da ferramenta de busca diminuiu cerca de 80%, porém as vendas aumentaram em cerca de 400%.

O que eu quero dizer com isso? Quero dizer que o planejamento é importante, e quem manda é o usuário. Diversas vezes me deparei com o conflito de ter que explicar ao cliente que o ele gostaria de ter não é adequado ao que o público dele espera. Em outras palavras, devia convencer ele a me pagar para não deixar que ele fizesse o que ele gostaria, mas o que meus profissionais experientes definissem para o negócio dele. Não precisa pensar muito para imaginar o que aconteceu em diversas vezes.

Do surgimento até hoje, temos o salto do hipertexto puro para a interface multimídia dos sofisticados sistemas de retaguarda. É correto afirmar que o que tentamos explicar como as necessidades do usuário e os objetivos reais do web site são quase que abstratos no seu conceito. Porém a real característica de um web site é definida a partir das suas especificações funcionais, conteúdo, arquitetura de informação, interatividade, navegabilidade e interfaceamento com o usuário, e estes dependem, ou melhor, são extremamente facilitados pelo design. O design é a forma de apresentar a informação e facilitar sua compreensão.

Eu não quero falar o óbvio, mas pense um pouco a respeito. web designer, consulte um designer. Designer, consulte um programador. E você que vai se tornar meu cliente, é uma boa idéia consultar o seu cliente primeiro. Ele é quem manda.

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