outubro 14, 2002 | In: Baguete

Tolerância à falhas

Se você acha que vou escrever sobre um sistema tolerante a falhas, daqueles que podem continuar desempenhando as suas funções, mesmo na presença de falhas e estas falhas tanto podem ser falhas de hardware como falhas de software, não é para você este artigo!

Ultimamente tenho notado nas empresas, nos meus clientes, na minha rede de relacionamentos, uma total intolerância às falhas. De maneira geral ficamos tentados a espezinhar e tratar uma falha alheia como se fosse a pior coisa que nos poderia acontecer, mas esquecemos de tratar nossa intolerância.

É fato que estamos vivendo uma época turbulência onde tempo é dinheiro e a concorrência anda voraz – e intolerante – e isso nos faz forçar os colaboradores, parceiros e fornecedores ao máximo, o que de maneira exponencial aumenta a probabilidade às falhas – e elas ocorrem – assim como nos sistemas tolerantes às falhas.

Percebi também (durante a manutenção de um servidor com hardware tolerante a falhas), que falhei em não verificar a escala de serviços, e por algum tempo deixei a equipe sem acesso aos dados necessários ao andamento dos trabalhos. Uma grande falha a minha.

Por outro lado tenho percebido em grandes empresas (entendam por grandes empresas aquelas que tem um grande líder ao seu comando) o lado humano das relações está querendo aparecer e tornar os relacionamentos melhores, tanto internamente quanto com os clientes. Vamos refletir a respeito.

Atire a primeira pedra quem já fez o backup hoje.

setembro 16, 2002 | In: Baguete

B*nda Larga?

No início de 2000 tive a felicidade de prover meu escritório e minha máquina pessoal de casa com modems de alta velocidade. O terror estava apenas começando.

É correto afirmar que o crescimento da banda larga tem sido muito grande, grande parte pela malha de cabeamento das TVs a cabo no Brasil, que por ser em sua maioria nova, suportava de maneira bidirecional a troca de dados entre computadores conectados através dela. E mais recentemente a massificação das tecnologias (qualquer letra) DSL, que tornou nossos obsoletos pares metálicos a última palavra em conectividade.

Mas alguma vez você parou para pensar que simplesmente conectou sua máquina ou toda a rede da sua empresa pura e simplesmente a todos os usuários de determinada tecnologia da sua rua, bairro ou cidade? Passou pela sua cabeça que talvez por não saber nada sobre protocolos de comunicação, grupos de trabalho, permissões de usuários e outras coisas você simplesmente abriu a b*nda para o mundo?

Desde que percebi o quão vulnerável minha empresa tinha ficado, após um grande amigo do submundo eletrônico, subversivo do meio digital – um simples hacker – me informou o arquivo que eu estava trabalhando naquele momento, e me criou novas preocupações as quais me achava livre – pois eu mantinha os anti-vírus atualizados – fiquei um pouco mais paranóico, mas aprendi rapidinho o que é manter a rede segura e o firewall bem configurado.

Não estou invocando ninguém a testar minhas vulnerabilidades, estou apenas alertando que é preciso ir um passo além de instalar e deixar a sua b*nda larga.

Não sei se posso dizer que alguém tem culpa, mas certamente o seu provedor não alertou você sobre isso, alertou? A sua máquina de casa está bem configurada e protegida? Sabe se o seu vizinho do escritório ao lado utiliza um port scanner pra saber o que tem ao lado da parede dele?

Dê uma verificada você mesmo antes de chamar o seu responsável pelo departamento de TI, ou o sobrinho do seu amigo que tem um monte de cds com programas: Gibson Research Corp, http://www.grc.com/, clique em “Shields Up” e depois em Probe my ports e Test my shields só pra ver.

E esse é só um teste, vamos nos cuidar para não deixar a b*nda mais larga que o necessário.

setembro 9, 2002 | In: Baguete

A parte oculta da web

Como bom internauta que você é, já deve ter ouvido falar que a web é composta de cerca 5 a 8 bilhões de páginas, o mecanismo de busca OpenFind indexa cerca de 3,5 bilhões de páginas, o Google cerca de 2,4 bilhões de páginas, o AlltheWeb cerca de 2,1 bilhões e por aí afora. Mas porque a variação 5 à 8 bilhões?

A resposta é simples, ninguém sabe ao certo o tamanho da web, o que se faz é medir uma porção que é indexada pelos maiores mecanismos de busca, o que não garante o tamanho de qualquer maneira, pois se cada um tem seus critérios de avaliação e indexação, o que você encontra num pode não encontrar em outro.

Além disso, e a parcela da Web que não aparece, que não é indexada pelos “melhores mecanismos de busca” que você conhece, onde está a parte oculta da web? Ela existe?

A resposta é ela existe sim. Você precisa saber que os mecanismos de busca e seus critérios utilizados pelas suas “aranhas” (mecanismos que navegam pela web de link em link atrás de novas informações e atualizações para serem catalogadas – ou não) variam e excluem muitas informações as quais seriam relevantes. Normalmente alguma empresa cadastra seu site nos principais mecanismos de busca, e ele insiste em não figurar em nenhum deles, a resposta pode estar até no código da página, caracteres especiais, tags muito novas ou muito velhas, novas tecnologias, qualquer coisa que não deva ou “não precise” fazer parte da web, claro que não pelos nossos critérios.

Também é interessante pensar sobre outros pontos de vista, a parte oculta da web pode não estar publicada naquilo que entendemos por “páginas”, pode estar dentro de outros tipos de arquivos (Arquivos adobe acrobat – PDF, por exemplo), e o que é mais comum, dentro de bancos de dados que estão conectados aos seus web sites. E pelos critérios… Nunca aparecerão.

Tenha em mente o seguinte, se você quer realmente encontrar as informações que procura, tem que ir ao lugar certo, fazer uma busca por um número de telefone no Google não é a maneira mais recomendada para encontrar a pessoa que responde por ele. Você deveria utilizar um mecanismo do tipo páginas amarelas ou ainda, um “Meta Search Engine” de sites de cadastro de listas telefônicas. O objetivo deste artigo é fazer você pensar a respeito.

Prometo publicar no próximo artigo dicas de mecanismos de busca, meta mecanismos, e outras coisas que vão fazer você arrepiar sobre a sua privacidade na web, mas isso já dá muito mais pano para a manga…

agosto 27, 2002 | In: Baguete

Promiscuidade intelectual

Há algum tempo eu vinha adiando um compromisso, porém neste 2002 fui forçado a tomar uma decisão e concluir um dos cursos superiores aos quais já fui assíduo aluno. Neste retorno, percebi duas coisas: Como perdi tempo, e como tenho “colegas” que estão perdendo seu tempo precioso.

Falo que perdi tempo porque o ambiente acadêmico é completamente promíscuo de intelectos, dos mais variados, e essa miscigenação de interesses e áreas distintas é o que torna o ensino tão intrínseco e ao mesmo tempo tão excitante. Fazia algum tempo que eu não sentia tanta necessidade de retornar as raízes, por ter me afastado desse meio e focado no meio empresarial, ampliando a minha rede de relacionamentos, e ao mesmo tempo deixando de lado esta tarefa tão essencial.

Mas qual é o ponto aqui? O ponto é simples, colegas do meio acadêmico que ainda não partiram para o mercado e para o dia-a-dia dos negócios, o façam o quanto antes, é essencial ao futuro de vocês. Aos meus colegas de trabalho e parceiros de negócios, voltem aos estudos, façam seus devidos “upgrades”, especializações, MBAs, vamos dar aulas! Essa rapaziada precisa de nós, e nós mais ainda deles.

É notável como os jovens (eu ainda me incluo nesta categoria!) tem uma capacidade imensa de buscar o novo sem medos e sem receios que muitas vezes chamamos de estratégia, vamos ousar mais. Vamos estudar. Vamos começar a trabalhar.

Vamos fazer desse um exercício contínuo de aprimoramento mútuo, é importantíssimo. Não esqueçam da Terceira Terça, não esqueçam do que é realmente importante. Fico por aqui, tenho muito trabalho pela frente e também meu trabalho de conclusão!

agosto 12, 2002 | In: Baguete

Recebeu SPAM? A culpa é sua!

É preciso esclarecer uma coisa quanto aos e-mails não solicitados, ou SPAM, você normalmente é o culpado por receber tanta coisa não solicitada. Também é fato que a maioria das pessoas como eu por mais que nos cuidemos não conseguimos eliminar esse problema.

Desde os primórdios da Internet eu recebo SPAM, a diferença é que antigamente era só solicitar para ser removido de uma lista e você era prontamente atendido. Hoje não, com a proliferação da utilização do e-mail muitas talvez milhares de pessoas nem sabem a real utilização dos campos BCC ou CCO dos respectivos programas clientes de e-mail que utilizam no seu dia a dia.

Quando você envia aquela piada para toda a sua lista de amigos, no campo TO ou PARA, se recebesse a mensagem notaria que todos os e-mails dos seus amigos estão lado a lado, inclusive daqueles que nem se conhecem. E cada vez que um deles responder, ou responder a todos, todos os seus queridos amigos vão receber a resposta do seu SPAM! E imagine então que num Webmail, os endereços vão junto do corpo do e-mail, para talvez todos os amigos de cada amigo seu, se eles resolverem disseminar o seu e-mail engraçado.

Com o advento da banda larga e da facilidade de se utilizar softwares que fazem varredura em web sites, newsgroups e em servidores de e-mails não configurados de maneira correta, todos esses e-mails correm o risco (e certamente isso vai acontecer) de serem capturados e passarem a ser comercializados nessas listas de e-mails de SPAMMERS pelo mundo afora. E a culpa é sua.

Logo, para manter o relacionamento saudável sem parar de enviar e-mails aos seus amigos, tenha mais cuidado, utilize somente os campos BCC ou CCO do seu programa preferido de e-mail, assim eles permanecerão ocultos uns aos outros. E evite na maioria das vezes que puder repassar e-mails de pessoas pedindo ajuda, nenhuma empresa pagará centavos por mensagens enviadas, nem por e-mail nem por programas de mensagens como ICQ, MSN Messenger ou outros similares. Isso serve somente para gerar tráfego desnecessário nos servidores e em toda a Internet. Assim como não apague os arquivos do Windows que seu amigo que é expert mandou você apagar, por achar que a mensagem era sobre vírus, mas na realidade era um HOAX (boato) que circulava nos e-mails dos amigos dos seus amigos.

E se você já sabia disso tudo que falei aqui anteriormente, e está sem saber o que fazer para parar de receber SPAM, seguem algumas dicas:

1 – Utilize o e-mail de trabalho para aquilo que ele foi feito, TRABALHO. Deixe as piadas e cadastamentos em listas que você nunca vai ler para um e-mail pessoal no seu provedor ou algum outro gratuito;

2 – Se um amigo seu enviar um e-mail com uma dezena de outros endereços junto, tenha paciência e instrua ele a como proceder para manter todos ocultos uns dos outros e não gerar SPAM em breve;

3 – Quando receber um SPAM não responda, nem clique no e-mail de descadastramento, normalmente eles só servem para confirmar que seu e-mail é válido e alguém lê o que chega a ele;

4 – Se você recebe muita porcaria, tente reclamar junto ao provedor que originou a mensagem, normalmente copiando todo o conteúdo da mensagem (inclusive os cabeçalhos cheios de números e códigos) e enviando para o endereço abuse@nomedoprovedor.com.br, ou mesmo abuse@provedor.com chegará ao departamento encarregado, se for uma empresa séria alguém irá atrás do SPAMMER e fará com que ele pare de enviar;

5 – Sempre que possível troque seu e-mail se ele estiver sendo muito bombardeado, ou solicite ao seu provedor que mantenha ele desativado por um período de tempo antes de voltar a utilizar, é provável que a quantidade de e-mails diminua;

6 – Se as dicas anteriores não surtirem efeito, utilize softwares para detecção de SPAM, eles funcionam e são bons, dou duas dicas para você, o EMC, em português, Freeware, filtra spam e vírus de e-mail, de uma olhada em http://www.abreuretto.com/, e a segunda, o McAfee SpamKiller, http://www.mcafee.com/, não é gratuito, mas funciona muito bem!

Sinta-se a vontade para comentar e enviar suas dicas de como eliminar o SPAM da nossa vida.

agosto 5, 2002 | In: Baguete

A importância do networking

Espero que você tenha acompanhado a trajetória do Terceira Terça desde a sua criação. Todos os meses profissionais de diversas empresas têm empregado seus esforços no sentido de proporcionar um evento onde pessoas encontrem pessoas, profissionais encontrem profissionais, empresas encontrem empresas, e clientes encontrem fornecedores.

É interessante a quantidade de gente que conheci e que começaram a fazer parte do meu dia a dia, sejam como clientes, parceiros de negócios, fornecedores, prospects e uma categoria nova que vou chamar de amigos. Isso mesmo, são pessoas que necessariamente estão ali e que em determinado momento estão lado a lado com você, em determinadas situações, e passam do dia para a noite a fazer parte da sua rede de relações.

Como é gratificante escutar uma pessoa que faz negócios a mais tempo do que eu vivo neste mundo, transmitindo uma experiência e mostrando como a vida ensina, e como a maneira de fazer negócios evolui a cada di@. É interessante ver que num ambiente descontraído, aqueles que comandam empresas onde o faturamento chega a casa dos milhares de reais ao mês, conversam e trocam idéias sobre os mais variados temas com aqueles que estão começando hoje.

Para as empresas que patrocinam o evento vai o meu maior aplauso, pois sei que não é fácil ousar nos dias de hoje, e às vezes quando se chega com uma idéia nova se paga o preço do ineditismo, que às vezes é caro. Meu avô sempre me dizia “A gente só conhece realmente uma pessoa quando faz negócios com ela”, e ele tinha toda a razão.

Fico imaginando se todo mundo está tirando o proveito deste evento como eu. Fico impressionado mesmo como você num dia está em Porto Alegre trabalhando duro para garantir um novo negócio e no dia seguinte está ganhando um parceiro de negócio, ágil, a sua disposição, uma pessoa que você nunca esperou conhecer, com toda a estrutura de uma empresa, à sua disposição em Florianópolis por exemplo. Isso é o Terceira Terça. E como as minhas relações evoluíram, como o TT evoluiu e como você pode evoluir mais a cada dia.

Como podem as pessoas não perceber que isso é possível e necessário nas relações humanas e entre empresas. Acho que se você está pensando que alguma coisa do que eu escrevi aqui fez sentido, está na hora de você visitar o site do Terceira Terça e se cadastrar para o próximo evento. Não faz mal convidar o seu chefe nem os seus colaboradores.

julho 31, 2002 | In: Baguete

Informação x Design

Desde que a web é web, tem-se algumas idéias a respeito do que é certo e do que é errado, em se tratando de design e do conteúdo das páginas. Uma corrente de web designers prima pelas belas interfaces, onde os tons, as imagens e as “coisinhas de clicar” se sobrepõem ao principal, o conteúdo. Não que a Internet tenha que ser um lugar feio, mas existe uma barreira a ser ultrapassada.

Também não adianta pensar somente nas estruturas de TI de milhares de reais, dando suporte a diversos sistemas integrados, onde simplesmente o usuário não consegue encontrar a informação. Onde ela não seja trazida de forma tão delicada que pareça uma peça moldada pelas mãos divinas, mas que tenha o efeito de uma martelada aplicada pelo companheiro do inferno.

Em 1998 a IBM lançou uma campanha agressiva de marketing, você deve lembrar, ela falava algo do tipo, o que você está fazendo, precisa de alguma solução de e-commerce da IBM, ou não vai dar certo. No site da IBM na época a ferramenta mais utilizada era a busca, porque o site não era suficientemente claro e intuitivo para o seu público. O resultado disso foi uma força tarefa que levou várias semanas e refez o web site. Na primeira semana após o relançamento do site, a utilização da ferramenta de busca diminuiu cerca de 80%, porém as vendas aumentaram em cerca de 400%.

O que eu quero dizer com isso? Quero dizer que o planejamento é importante, e quem manda é o usuário. Diversas vezes me deparei com o conflito de ter que explicar ao cliente que o ele gostaria de ter não é adequado ao que o público dele espera. Em outras palavras, devia convencer ele a me pagar para não deixar que ele fizesse o que ele gostaria, mas o que meus profissionais experientes definissem para o negócio dele. Não precisa pensar muito para imaginar o que aconteceu em diversas vezes.

Do surgimento até hoje, temos o salto do hipertexto puro para a interface multimídia dos sofisticados sistemas de retaguarda. É correto afirmar que o que tentamos explicar como as necessidades do usuário e os objetivos reais do web site são quase que abstratos no seu conceito. Porém a real característica de um web site é definida a partir das suas especificações funcionais, conteúdo, arquitetura de informação, interatividade, navegabilidade e interfaceamento com o usuário, e estes dependem, ou melhor, são extremamente facilitados pelo design. O design é a forma de apresentar a informação e facilitar sua compreensão.

Eu não quero falar o óbvio, mas pense um pouco a respeito. web designer, consulte um designer. Designer, consulte um programador. E você que vai se tornar meu cliente, é uma boa idéia consultar o seu cliente primeiro. Ele é quem manda.

Esta semana vamos falar um pouco sobre segurança. Nestes tempos em que você nem sabe o que recebe por e-mail e nem precisa ler a mensagem para contaminar toda a rede da sua empresa, a dica é a seguinte.

Se você é usuário de computadores portáteis ou não tem certeza que seu colega respeita sua privacidade, seguem algumas sugestões:

1 – Secure Notes Organizer
O Secure Notes Organizer permite que você organize suas informações de forma hierárquica, faça busca por palavras-chave, e ainda por cima proteja tudo com senha. Mas não é uma senha para executar o software somente, a senha e os dados são encriptados por um algoritmo de encriptação do tipo “strong”. Vão ser necessários muitos processadores rodando em paralelo para quebrar isso. Além de ter uma cara que lembra o Outlook, os níveis de organização permitem criar diversos tipos de “folhas”. O banco de dados tem um “engine” proprietário, que além de rápido ainda compacta o arquivo pra manter o tamanho o menor possível. Ainda de quebra possui um utilitário para compactar arquivos externos. Imagine que ao invés de instalar um PGP ou outro tipo de mecanismo de segurança ou autenticação no seu software de e-mail, você combina com o destinatário uma senha e envia os arquivos invioláveis como anexos comuns e lá ele faz a operação reversa para reaver o arquivo. Sem precisar ter o SNO na máquina dele. Se você receber algum arquivo que precise ser destruído, pode fazer isso com o apagador de arquivos, que é seguro e obedece aos padrões do governo americano para destruição de arquivos eletrônicos. Ah, e tem mais: a interface é em português “do Brasil”. Custa US$ 29,95 para usuário doméstico e US$ 39,95 para usuário corporativo. Comprando em volume, tem desconto. Optando pelo “bundle”, que vem com outros softwares adicionais, é possível que fique até mais atraente para o bolso.

Quem: Secure Action

julho 14, 2002 | In: Baguete

Design and usability

Uma coisa ficou clara para mim recentemente. Existem hoje duas grandes correntes no que diz respeito ao desenvolvimento de sites na web. A primeira é a corrente daqueles que primam pelo design (leia-se design tudo aquilo que além de bonito vem piscando, pesando e fazendo streaming pelo seu link de banda larga). A segunda corrente é aquela dos que consideram a praticidade da interface acima de tudo (usability).

É possível inclusive definir os dois grandes gurus de cada grupo. Jakob Nielsen do MIT e Gene Na da Kioken. O primeiro é ardoroso defensor da usability. O segundo é um designer de mão cheia. Ambos tem suas páginas, seus mandamentos, seus seguidores e publicam análises de sites de grandes empresas (como a Sony, por exemplo), dizendo onde estão errando e onde estão acertando nas suas iniciativas on-line.

Na minha opinião, os dois têm razão, mas vamos aos fatos:

1 – Não estamos mais em 1996, portanto, a resolução das telas não é mais padronizada pelos 640×480 pixels. Só que também não dá para generalizar com os 1024×768 pixels ainda;

2 – Os modems não são mais 28.8 Kbps, mas nem todos ainda possuem links de banda larga. Então, dá para dizer que a média está em 56 Kbps;

3 – 84% dos sites colocam seus logos na parte superior esquerda;

4 – A caixa de pesquisa na parte superior direita com 35%, na esquerda 30%;

5 – A média de largura das páginas é 770 pixels

6 – Com relação à distribuição do conteúdo, é necessário pensar sempre em: hierarquia e organização. Lembre-se que o usuário leva 30% de tempo a mais para ler um material on-line do que num impresso. Além disso, raramente ele navega abaixo do 3º nível da estrutura de um web site;

7 – É claro que também não adianta fazer um web site anêmico. Se você estiver desenvolvendo um projeto sério de e-commerce, é importante transmitir uma mensagem clara, imediata e forte, que reflita no seu negócio.

8 – Entenda que o design de um web site está para o usuário como o mouse está para um usuário de um software qualquer. Mesmo sem mouse ele deverá conseguir utilizar o software, o mesmo precisa ser feito para seu web site;

9 – Vale a máxima do design. Um design com conceito universal atinge todas as pessoas de todas as idades;

10 – Finalizando, lembre-se de testar o que você faz. Mas não faça isso com o seu programador ou com o seu designer. Teste com o público para o qual você desenvolveu!

Para saber mais sobre os “gurus”, de uma olhada nos seus respectivos sites, http://www.useit.com/ e http://www.kioken.com/.

Se você utiliza PCs e com freqüência tem que levar arquivos para um lado ou para outro, precisa trocar arquivos com pessoas mas não acha elegante entupir o e-mail alheio com 1, 2 ou 3Mb de arquivos anexados, a solução é utilizar algum serviço de “Free Web Storage”, ou, simplificando, algum site que de espaço gratuito.

Você conecta na Internet, compacta seus arquivos (pra não precisar enviar toda aquela massa de arquivos enorme, normalmente se compacta utilizando um programa do tipo WinZIP), se loga no serviço e transfere seus arquivos pra lá. Quando chegar em casa, ou no cliente, se conecta e faz o processo reverso.

Claro que esses sistemas não são tão práticos quanto você levar um ZIP disk, um Jaz, ou mesmo um CD-R com seus arquivos gravados. Mas, para boa parte das pessoas que não possuem um drive extra, isso deve quebrar o galho, sem falar que não é muito prático levar montes de disquetes de um lado para o outro.

Alguns dos serviços abaixo funcionam de maneira simples, você preenche um formulário, com nome de usuário e senha, depois se loga, e numa página específica encontra um link para fazer “upload” (envio de dados) dos arquivos da sua máquina. No processo reverso, você visualiza na página os arquivos e clica em cima deles para fazer o “dowonload” (recebimento de dados). Os sistemas em sua maioria são baseados em Web, você controla a partir do navegador. Porém alguns oferecem “features” sofisticadas, como programas em que você a partir do explorer manda enviar direto para sua conta no serviço, outros cobram para você ter mais espaço em disco.

Eu pesquisei esta lista e coloquei em ordem para você escolher o melhor, caso você já seja usuário da Terra já pode usufruir deste serviço, em três modalidades, para usuários do serviço pago 50Mb, para usuários da Terra Livre 10Mb e para qualquer outro usuário, mesmo de outros provedores, 5Mb. Pode ser um bom tamanho para você ter certeza que o serviço é interessante para você, e deve ser bem mais rápido que os serviços lá de fora.
Claro que é interessante testar alguns deles para ter certeza que a transferência de arquivos entre o serviço e seu provedor vai ser suficientemente rápida para ser interessante seu uso. Também utilize um endereço de e-mail do tipo seunome@homail.com, pois esses serviços são gratuitos mas os seus dados – principalmente seu e-mail, podem ser repassados, e como ninguém quer receber spam na caixa de e-mail, fique ligado!

Atualizações de última hora: A concorrência motivou estas barbadas!
FlyNote – 1 Gb e também MyPlay – 3Gb, mas corra, pode ser por tempo limitado!

AnyTimeNow – 20 Mb
back-up My Files – 25 Mb
Bungo! – 15 Mb
Click2send – 50 Mb
Desktop.com – 10 Mb
DiskWise.com – 20 Mb
DocSpace – 25 Mb
Driveway.com – 25 Mb
EPIWare – 10 Mb
EzBriefcase – 50 Mb
FatDrive.com – 55 Mb
File Monkey – 5 Mb
Filesanywhere – 50 Mb
FloppyCenter – 10 Mb
Free Disk Space – 300 Mb
FreeBack.com – 50 Mb
FreeDrive – 50 Mb
FusionOne – 25 Mb
GlobeDesk – 50 Mb
i-drive – 50 Mb
Ibackup – 200 Mb
iFloppy.net – 30 Mb
idrop.com – 50 Mb
iMacFloppy.com – 3 Mb
Internet FileZone – 10 Mb
JustOn – 50 Mb
Magic Floppy – 20 Mb
MediaDepot – 30 Mb
My Docs Online – 20 Mb
My Internet Desktop- 100 Mb
My MP3 Storage – 50 Mb
MySpacedisk – 25 Mb
NetDocuments – 10 Mb
NetDrive – 100 Mb
NetFloppy.com – 3 Mb
Punch WebGroups – 100 Mb
ShareHouse (Xoom.com) – 500 Mb
Sharemation – 20 Mb
StoragePoint.Com – 20 Mb
SwapDrive.com – 25 Mb
TeamNow – 10 Mb
Visto – 20 Mb – 15 Mb
WebFavorites – 5 Mb
X:drive – 100 Mb
Yahoo! Briefcase – 10 Mb
zDisk – 10 Mb

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