Causo da Apple

Lá por volta de 1996, eu e meus sócios na Appoint, empresa que desenvolvia aplicações multimídia, resolvemos evoluir tecnicamente, passando a ter acesso ao suporte e informações técnicas de nossos principais fornecedores, elencamos assim Adobe, Macromedia, Microsoft e Apple.

Afinal, além dos softwares você pode se tornar desenvolvedor (por uma pequena taxa…) tendo acesso a informações técnicas em primeira mão, além de suporte rápido quando necessário. Tudo de vento em popa com as primeiras três, o resultado foi até acima do esperado, informações freqüentes, atualizações, patches em primeira mão, testes de softwares e novidades antes de chegarem ao mercado, e por aí vai.

Porém na Apple o momento não era propício, o Steve Jobs tinha trazido um cara, John Sculley se não me falha a memória, um cara legal, trabalhou em grandes companhias antes, e depois tirou o próprio Jobs da empresa. Apesar de ter ficado 10 anos a frente da Apple, em 1995 ele é saído, entra em cena o Gil Amelio, também cheio de molduras na parede da sala.

Porém a estratégia de permitir que outras empresas vendam clones autorizados não foi a melhor, e a Apple mergulhou numa grande crise financeira. Essa crise em 1996 me fez adquirir a caneta mais cara da minha vida, custou US$ 1.000,00. Não que eu quisesse uma caneta roller-ball com o logo da Apple (ainda era o colorido), mas foi a única coisa que recebi até quase o final de 1997, referente a ter me tornado desenvolvedor da Apple… Foi complicada a coisa, mas a partir dali eles começaram a mandar os materiais na frequência esperada, inclusive prorrogaram a minha inscrição por um bom tempo depois do ocorrido.

O mais interessante que desenvolvíamos em Director e Authorware na época, e frequentes eram os trabalhos que faziamos tudo no mac e geravamos os “projectors” (executáveis) no mac para depois rodar no PC. Era melhor, mais fácil, e normalmente tudo funcionava bem. Assim como captura e edição de vídeo não linear, não tinha como fazer direito no PC, o mac levava vantagem.

Até compramos depois do primeiro PowerMac um clone da APC com um processador PowerPC 603, ótima máquina, já com diversos elementos mundanos de PC, como drives IDE, barramento PCI e por aí vai.

Finalizo esse dizendo que fiquei com cacotes de ter usado Mac um tempo, necessidade de utilizar um desktop maior (com dois monitores) e sempre tentava fazer as coisas fáceis do MacOS no Windows, nem sempre com sucesso.

Depois disso larguei de mão total, fiquei anos sem ter contato com qualquer tralha da Apple, mesmo o iPod, só voltei a mexer nisso recentemente porque a empresa me deu um iPhone. Então comecei a furungar mais. Me deu uma saudade de desenvolver algumas coisas, confesso que fui pesquisar a renovação da minha licença de Apple Developer, mas primeiro vou ter que me coçar e comprar um iMac ou um MacBook.

Mas o resultado disso eu conto em outro post…

Você gostou disso? Compartilhe:
18
mar 2010
POSTED BY
POSTED IN Sem categoria
DISCUSSION 0 Comments

O que foi que eu fiz?

Calvin não desgruda de um teclado

Calvin não desgruda de um teclado

Desde que o Calvin nasceu eu resolvi que não iria forçar nada. Embora com um ano e seis meses ele ligasse o PC e já desse uma futricada no windows XP por conta própria, acabei sumindo com o desktop de casa e comprando um notebook adicional para minha esposa.

Nem no videogame (PS1) eu deixo ele ficar muito tempo, não que não ache legal, mas para ele aprender que tem coisas mais legais na vida do que essa parafernália eletrônica fantástica que o pai traz para casa sempre que pode.

Mas quando as coisas andam sozinhas como hoje, mexendo sozinho em dois PCs, jogando o “joguinho da Disney” como ele fala, fica um pouco evidente que certas coisas já estão definidas… Chega a ser cômico para não dizer sinistro! Sentimentos contraditórios. Mas espero que ele não enverede pelo caminho da tecnologia, mas se o fizer, quem sou eu para não dar o maior apoio?

Você gostou disso? Compartilhe:
09
ago 2009
POSTED BY
POSTED IN Sem categoria
DISCUSSION 2 Comments
TAGS

, ,

Eu adoro a praia grande em Torres

Não estou brincando, sempre que posso é para lá que eu vou!

[umap id="34526" size="s" alignment="center"]

Você gostou disso? Compartilhe:
11
jun 2009
POSTED BY
POSTED IN Sem categoria
DISCUSSION 0 Comments
TAGS

Donos da verdade

Poucas coisas têm sido mais prejudiciais que a crença por parte de indivíduos ou grupos (ou tribos ou Estados ou nações ou igrejas) em que ele, ela ou eles detêm a posse isolada da verdade.

Especialmente em relação a como viver, o que ser e fazer – e de aqueles que divergem deles não apenas estão equivocados, como são maus ou loucos e precisam ser freados ou suprimidos.

É uma arrogância terrível e perigosa acreditar que você, e você apenas, tem razão; que possui um olho mágico que enxerga a verdade e que outras pessoas não podem estar certas se discordam disso.

Autor: Isaiah Berlin, um dos mais importantes intelectuais do século XX. Originalmente publicado no jornal Folha de São Paulo mas eu li aqui.

Você gostou disso? Compartilhe:
04
jun 2009
POSTED BY
POSTED IN Sem categoria
DISCUSSION 0 Comments
TAGS

Eu estudei na Ulbra

O ano era 1991, era a segunda turma de informática da universidade, no novíssimo campus de Canoas, poucos prédios, muita área disponível, acesso difícil de ônibus e trem, carro poucos colegas tinham naquela época.

Ainda que me chamaram de louco, pois entre e a PUC e a Ulbra preferi a segunda, pelo menos os horários das aulas eram decentes, ocupavam turnos definidos, o que me daria oportunidade de trabalhar.

A universidade já não tinha uma boa reputação, ah passar na Ulbra é fácil. Mas nem era tão fácil não, média 8, 75% de freqüência mínima, corpo docente de pessoas esforçadas mas que tinham se formado no máximo a um ano atrás, poucos eram os mestres e doutores, mas o pessoal era esforçado, se via o andamento dos trabalhos, se via investimentos e reconhecimento. Muito se falava de pesquisa científica e muitos eram os projetos e vagas para alunos pesquisadores ? até fui um deles.

Ali fiz grandes amizades, tive o pensamento modificado por excelentes mestres, boas lembranças e conhecimentos que carrego até hoje. Alguns professores hoje são doutores, alguns colegas viraram professores, e muitos deles bons amigos. Alguns colegas viraram empresários, outros sumiram para sempre em eras de Internet lascada e poucos celulares disponíveis.

Ali me formei, a muito custo porque tranquei o curso quando o $$ começou a entrar (má escolha). E voltei a contragosto, pois levei um colega lá para conhecer onde iria estudar, e alguns ex-colegas agora professores ou gestores insistiram em ver quanto faltava para eu me formar. A boa notícia era que faltavam poucas cadeiras e créditos, a má notícia era que o curso que entrei originalmente (Informática) seria extinto, eu deveria me formar naquele ano!

Isso era 2002 já, a universidade estava enorme, dezenas de prédios novos, milhares de alunos (e alunas) andando pelos corredores e pátios entre os prédios, milhares de vagas de estacionamento, e detalhe, de Canoas a universidade alcançara todo o Brasil, interior do RS, ou seja, crescera de maneira surreal.

Eu aceitei o desafio, não foi um ano fácil aquele, mas no final deu tudo certo e o canudo veio. Pouco tempo depois, em 2005, retornei para uma pós-graduação, minha primeira especialização formal. Também motivo de reencontro com amigos, professores e colegas, alguns de trabalho.

Entre a graduação e a pós ainda participei de alguns eventos, palestras, dei uma ou outra aula, falei para alunos de primeiro e segundo semestres como é empreender por aqui, foi muito bom, só tenho boas lembranças.

Fiquei muito triste a partir do ano passado, quando problemas estruturais graves começaram a aparecer, coisas inacreditáveis que abalaram meu sentimento com relação à instituição que me formara para o mercado e também para a vida. Conversei com diversas pessoas de lá pra cá, o problema se avolumou, a greve na rede de saúde (meu primeiro filho nasceu num hospital da Ulbra, assim como lá fiz meu primeiro plano de saúde), tudo colaborava para um trágico desfecho.

Mas nem tudo estava perdido, existem pessoas decentes, a linha mestra da razão e da boa vontade foi retomada. Até me deu um alívio embora não fosse afetado diretamente.

Fiquei ainda mais contente quando vi lá no meio da nova gestão um grande colega e amigo, agora eu sei que a coisa vai voltar ainda melhor do que era no começo. Vão e voltem logo, estou torcendo por vocês.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Você gostou disso? Compartilhe:
26
abr 2009
POSTED BY
POSTED IN Sem categoria
DISCUSSION 0 Comments