A grande verdade sobre o iPad

Eu demorei, não é que não gostasse da coisa, mas achava que issi ia deixar minha nerdice ainda mais acentuada, fazendo com que dedicasse cada vez menos tempo à família que só aumenta.

Engano meu, essa tralha eletrônica é sem dúvida uma ferramenta criativa em primeira instância, me permite criar facilmente coisas que me demandariam em outros tempos abrir o pc se estivesse em local apropriado, ou ainda rabiscar o moleskine que não uso mais.

Entrei de cabeça nisso, me sinto mais criativo e possuidor de recursosnque estavam me faltando, embora simples e intuitivos. Até meu filho de 6 anos se saiu bem, assim como minha esposa que senti já estar pensando no presente de natal…

Vou fazer mais do que simplesmente utilizar, vou buscar compartilhar aqui um pouco daquilo que acho importante, e quem sabe fazer com que uma pessoa pelo menos já utilize isso como um estímulo, já ficarei feliz.

Amanhã é vida nova aos blogs empoeirados que mantenho. Me aguardem.

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10
out 2010
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A Nokia e o Pierre Lévy

Pierre Levy

Pierre Levy

Bem, virei fã da Nokia no século passado. Para quem tinha um PT550 passar para o Nokia 6120 foi praticamente a mesma coisa que trocar o XT por um 486, mas enfim, achava os finlandeses o máximo. Isso foi até receber o meu N85 uns meses atrás e assistir a palestra do Edmar Bulla no FIC, Fórum de Internet Corporativa.

Não pelo Edmar, palestra legal, mas pela Nokia mesmo, que agora é uma empresa de Internet, não uma empresa de telefonia. Pois é, mas com tanta coisa que não funciona no meu aparelho, tanta coisa que não funciona nos sites da Nokia, comunidades que mudam de nome, agora é Ovi pra cá, Ovi isso, Ovi aquilo.

Para empresa de Internet vai ter que trabalhar mais pesado, pois a coisa toda é mais ou menos assim, algumas dezenas de sites distribuídos mundo afora, que infelizmente não são integrados, independente de acessar via PC ou via telefone, triste mesmo. Nem vou falar dos mapas, mesmo adquirindo a Navteq em 2007, parece que a atualização dos mapas ficou parada no século passado, Torres tem uma dúzia de ruas e avenidas apenas…

Mas isso eu resolvi, só instalei o Google Maps. Talvez fosse mais barato ter licenciado o uso dos mapas deles né? Mas isso fica para as cabeças pensantes da Nokia.

Mas e o Pierre Lévy o que tem a ver com as calças? Bom, ele era a atração principal do FIC, achava que ele era o meu bruxo desde quando li um livro dele em 1997 e descobri que ele era um filósofo que sabia muito de web, cibercultura e ciberespaço. Mas a palestra toda em francês quase chorei… Tá, tinha tradução sim. Mas poucos dias depois o cara dá uma ótima entrevista ao G1, tudo em inglês! Pô, sacanagem. Mas eu admiro tanto esse francês que vive no Canadá que coloco o link da entrevista aqui para vocês.

E finalizo esse dizendo que eu to de olho na Motorola de novo. A Nokia que se cuide…

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24
set 2009
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Um pouco mais velho

Neste mês, completando mais uma primavera, e perto da quadragésima, me senti um pouco velho desta vez. Não sei como passou tão rápido tudo, mas vou resumir o que tenho feito ultimamente.

Passando 1980 eu jogava o meu atari 2600 ou algum pocket do Donkey Kong, ainda namorava um Apple II, mas demorou mais um pouco para comprar o MSX. Enquanto isso eu lia muito a Micro Sistemas, a PC World (que ainda não tinha virado um jornalzinho) e a MSX Micro.

Foram muitas fitas de jogos compradas na Metaldata ou pelo correio. Foram muitas cópias via datacorder (era um gravador de mão com o azimuth regulado para ficar mais agudo e certeiro), com o pessoal da rua, difícil era funcionar, enquanto entre um jogo de cartucho e outro de diskete 360Kb simples face e simples densidade, digitava 300 linhas de basic, que aprendi na Advancing lá no centro, para rodar um quadradinho de um canto a outro da tela usando as teclas do cursor para controlar, ou aquela tartaruga da linguagem Logo que parecia uma pedra.

Até tinha um modem Parks para acessar o Cirandão, quem lembra disso?

Então logo chegou os anos 90, ao invés do XT preferi um 286, muito rápido, 2Mb de RAM, 40 Mb de disco RLL ou MFM sei lá como chamava, não tinha tela de fósforo verde, era branquinha mesmo.

Muito PC Tools, Norton Commander, conexão de 2400 bps com a BBS da Sisnema, tinha DOS, tinha Lotus 123, PC Anywhere, muito protocolo Kermit, Z-Modem e por aí vai. Fazendo upload do LHA, dos drivers de vídeo da placa Trident, eu conseguia créditos suficientes para baixar a lista das senhas do do pessoal da UFRGS que acessava o Vortex, lá era legal. Lá a gente achava que sabia o que era Internet.

Então logo começamos a mexer naqueles programas esquisitos, tinha o Autocad, comprei até o co-processador aritmético para usar, acabei deixando de lado.

Gostei mais do Animator, fazia umas animações legais, aprendi no curso da Grapho com o Luciano e sua senhora. Conheci amigos, que viraram sócios. A multimídia entrava na minha vida, assim como o primeiro Macintosh, era 1993 e ele já tinha dois monitores e capturava vídeo.

Resolvi que ia virar desenvolvedor da Apple. Paguei a licença anual de US$ 1.000,00. Foi naquele ano que o Jobs foi embora e o cara da Pepsi veio incomodar com Apples genéricos. A única coisa que recebi da Apple durante o ano seguinte foi uma caneta rollerball com o logo coloridinho ainda. Foi certamente a caneta mais cara que comprei.

Mas a Macromedia era legal, o Director, o Authorware, grande suporte aos desenvolvedores, assim como a Adobe, onde participei do lançamento do PageMill. Assim como o primeiro gravador de DVD, que custou quase US$ 5.000,00. Mas era bom, gravava as vezes em 1X os CDs virgens que custamam US$ 30,00.

Mas logo aprendi que tinha que ter um HD-AV, que não fazia calibração térmica enquanto estivesse em uso, foram apenas US$ 1.700,00 pelo Micropolis de 1,7Gb SCSCI, mas era legal, tinha gabinete externo como a maioria dos dispositivos SCSI, aqueles das placas Adaptec, que eram wide, ultra wide e por aí vai.

Aprendi a colocar uma rede Novell para fazer PCs (IPX/SPX) e Macintoshes conversarem (Appletalk), mas não foi fácil, porque nos manuais da Novell que vinha para o Brasil (sim, trabalhava com softwares registrados), as páginas que falavam disso não acompanhavam o restante. Aprendi também que um volume de disco Novell que não se monta não vale nada. Conheci um tal de NT 3.5.1.

Então em seguida surgiu uma coisa que pouca gente dá valor, muita tela preta e comandos tristes e inertes foram substituídos por um tal de Windows. Primeiro que vi foi o 2.0. Depois apareceu um 3.0, outro 3.11 for workgroups, e depois de um tempo a maravilha da engenharia de software da MicroSoft, o Windows 95. Podem me xingar, falar mal do Bill, da MS, mas o 95 significou o mesmo que o celular para a telefonia.

Passamos do inferno para um calor tropical. Foi bom. Depois de fazer muitos CDs e mandar prensar na Sony Music, achei que a tal da Internet tinha futuro, meus sócios não.

Nos separamos, comecei a gostar da coisa, muito recurso de multimídia aproveitável para a Internet, a primeira conexão (Vortex não conta) com a Conex, provavelmente a primeira internet compartilhada por servidor Linux, configurada pelo Dinamérico.

Muitos sites vieram, muitos e-mails, dezenas de horas no IRC e salas de chat, trumpet, Eudora (eu ainda uso) e Netscape, webmaster de provedor, muito conteúdo, projetos .com a torto e a direito, conhecendo pessoas novas, cuidando de gente e de recursos crescentes, o primeiro link de 256Kb a gente nunca esquece, assim como o primeiro modem 56Kb da Motorola, não era um USRobotics mas quebrava o galho, se a linha fosse tom, pulso era feio.

Então no início de 2000 muita coisa mudou, segui o meu rumo, os web sites me chamavam, a primeira transmissão em streaming de uma assembléia de consórcio pela Internet, para o consórcio Amauri, no Estreito em Florianópolis-SC, com um modem HDSL da Brasil Telecom recém adquirindo a Telesc. O roteador a Matrix emprestou. Foram anos legais, muito flash, muito endereço absoluto.

Aí as coisas se complicam, porque as pessoas são complicadas. Meu avô sempre dizia que fazendo negócios com as pessoas é que realmente conhecemos elas. Eu demorei para entender, mas segui adiante. Foram acertos, erros, muitos sites, muitos hot sites, aliás, centenas, muitas pessoas legais, empresas fantásticas, clientes maravilhosos que conheci e que admiro até hoje. Mas a vida continua, o primeiro site da NET, tava aparecendo o Cable Modem NET, era 256Kb mas era meu.

O Terayon veio, a velocidade e o preço aumentaram, mas seguimos adiante. Colocaram fibra ótica pela cidade toda, ao invés de ligar preferiram deixar tudo apagado. Foram anos de correria, de conhecimento, de vontade de crescer e seguir adiante. Algumas pessoas não entenderam, fugiram, correram de medo. Outras foram por outros caminhos.

Mas entendi que o meu caminho era esse. Então em 2008 uma mudança radical. Algo para melhor, quem sabe, vamos ver, e lá vamos nós de novo. Não aquento mais as redes sociais, os pios o dia inteiro, mas é por ali que temos que ir, porque alguém tem que sinalizar o caminho. Foi meio corrido o texto, mas lembrando, você já fez o seu e-mail marketing hoje?

Onde estaremos amanhã? Eu não sei, mas espero que a velocidade e a largura de banda sejam grandes e que o monitor tenha pelo menos 22 polegadas.

[podcast]http://www.fiapo.com.br/blog/wp-content/uploads/podcasts/gustavo20090601.mp3[/podcast]

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29
mai 2009
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Guarde arquivos na Internet

Se você utiliza PCs e com freqüência tem que levar arquivos para um lado ou para outro, precisa trocar arquivos com pessoas mas não acha elegante entupir o e-mail alheio com 1, 2 ou 3Mb de arquivos anexados, a solução é utilizar algum serviço de “Free Web Storage”, ou, simplificando, algum site que de espaço gratuito.

Você conecta na Internet, compacta seus arquivos (pra não precisar enviar toda aquela massa de arquivos enorme, normalmente se compacta utilizando um programa do tipo WinZIP), se loga no serviço e transfere seus arquivos pra lá. Quando chegar em casa, ou no cliente, se conecta e faz o processo reverso.

Claro que esses sistemas não são tão práticos quanto você levar um ZIP disk, um Jaz, ou mesmo um CD-R com seus arquivos gravados. Mas, para boa parte das pessoas que não possuem um drive extra, isso deve quebrar o galho, sem falar que não é muito prático levar montes de disquetes de um lado para o outro.

Alguns dos serviços abaixo funcionam de maneira simples, você preenche um formulário, com nome de usuário e senha, depois se loga, e numa página específica encontra um link para fazer “upload” (envio de dados) dos arquivos da sua máquina. No processo reverso, você visualiza na página os arquivos e clica em cima deles para fazer o “dowonload” (recebimento de dados). Os sistemas em sua maioria são baseados em Web, você controla a partir do navegador. Porém alguns oferecem “features” sofisticadas, como programas em que você a partir do explorer manda enviar direto para sua conta no serviço, outros cobram para você ter mais espaço em disco.

Eu pesquisei esta lista e coloquei em ordem para você escolher o melhor, caso você já seja usuário da Terra já pode usufruir deste serviço, em três modalidades, para usuários do serviço pago 50Mb, para usuários da Terra Livre 10Mb e para qualquer outro usuário, mesmo de outros provedores, 5Mb. Pode ser um bom tamanho para você ter certeza que o serviço é interessante para você, e deve ser bem mais rápido que os serviços lá de fora.
Claro que é interessante testar alguns deles para ter certeza que a transferência de arquivos entre o serviço e seu provedor vai ser suficientemente rápida para ser interessante seu uso. Também utilize um endereço de e-mail do tipo seunome@homail.com, pois esses serviços são gratuitos mas os seus dados – principalmente seu e-mail, podem ser repassados, e como ninguém quer receber spam na caixa de e-mail, fique ligado!

Atualizações de última hora: A concorrência motivou estas barbadas!
FlyNote – 1 Gb e também MyPlay – 3Gb, mas corra, pode ser por tempo limitado!

AnyTimeNow – 20 Mb
back-up My Files – 25 Mb
Bungo! – 15 Mb
Click2send – 50 Mb
Desktop.com – 10 Mb
DiskWise.com – 20 Mb
DocSpace – 25 Mb
Driveway.com – 25 Mb
EPIWare – 10 Mb
EzBriefcase – 50 Mb
FatDrive.com – 55 Mb
File Monkey – 5 Mb
Filesanywhere – 50 Mb
FloppyCenter – 10 Mb
Free Disk Space – 300 Mb
FreeBack.com – 50 Mb
FreeDrive – 50 Mb
FusionOne – 25 Mb
GlobeDesk – 50 Mb
i-drive – 50 Mb
Ibackup – 200 Mb
iFloppy.net – 30 Mb
idrop.com – 50 Mb
iMacFloppy.com – 3 Mb
Internet FileZone – 10 Mb
JustOn – 50 Mb
Magic Floppy – 20 Mb
MediaDepot – 30 Mb
My Docs Online – 20 Mb
My Internet Desktop- 100 Mb
My MP3 Storage – 50 Mb
MySpacedisk – 25 Mb
NetDocuments – 10 Mb
NetDrive – 100 Mb
NetFloppy.com – 3 Mb
Punch WebGroups – 100 Mb
ShareHouse (Xoom.com) – 500 Mb
Sharemation – 20 Mb
StoragePoint.Com – 20 Mb
SwapDrive.com – 25 Mb
TeamNow – 10 Mb
Visto – 20 Mb – 15 Mb
WebFavorites – 5 Mb
X:drive – 100 Mb
Yahoo! Briefcase – 10 Mb
zDisk – 10 Mb

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07
mai 2000
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Programas de Mensagens Instantâneas

Se você vive na Internet, e está sempre numa sala de chat, talvez ache mais prático falar diretamente com seus amigos (e até fazer novos) através de um programa de mensagens instantâneas.

Um dos primeiros e com certeza o mais famoso, o ICQ, (nome que simboliza “I Seek You”), é atualmente utilizado por boa parte dos internautas. É simples, você baixa o arquivo, instala, preenche seus dados e recebe um número chamado UIN (Universal Internet Number).

Atualmente o ICQ está na versão 2000, não se assuste em fazer o download deste programa na versão Beta (versão de testes antes do lançamento), pois o ICQ está sempre em versão beta! Outro programinha muito utilizado é o AIM, AOL Instant Messenger, que vinha embutido no Netscape Navigator e se instalava mesmo sem você ter pedido. É bem mais simples que o ICQ mas também funciona. Algumas pessoas (principalmente nos escritórios) têm alguns problemas em fazer o ICQ funcionar, e acabam optando pelo AIM.

Outros programinha semelhantes como o Odigo também é muito interessante e oferece um recurso interessante, você pode trocar mensagem com os usuários que estão acessando a mesma página que você! Às vezes isso poupa um bocado de tempo perguntando pra alguém a respeito de alguma informação que você acharia que encontraria ali.

Naturalmente os maiores provedores brasileiros lançaram suas versões destes programas, o UOL lançou o ComVC, e a Terra o InstanTerra, que na realidade são bem simplinhos, mas servem pra o objetivo à que se propõe. Se você for usuário de um destes provedores fica ainda mais fácil. Existem ainda programas como o MSN Messenger da Microsoft, o Yahoo! Messenger e outros, que são muito similares, então vou ficar com esses por enquanto.

Claro que também não adianta você utilizar um vídeo cassete Betamax se os seus amigos só utilizam DVD! Faça uma pesquisa com seus amigos e veja que programinha eles utilizam, para optar. O ICQ oferece uma gama enorme de “features” e de serviços que até podem complicar um pouco.

Os programinhas estão listados abaixo, e são fáceis de instalar. Vale lembrar que backup bom é aquele que você vai fazer agora. Caso você não se sinta confortável para instalar programas no seu PC, chame alguém mais experiente ou um técnico. Se quiser instalar no escritório chame alguém responsável pelo departamento de TI, ou comunique ao seu chefe.

A maioria deles é freeware, não precisa pagar nada!
- AIM – AOL Instant Messenger versão 4.0, para windows, da America Online.
- ComVC versão 1.22, do UOL, para windows 95, 98 e NT.
- ICQ verão 2000 beta, da ICQ Inc, Windows e Mac/OS. Visite o site ICQ.com.br também.
- InstanTerra, da Terra, para windows somente eu imagino.
- Odigo versão 2.0, para windows 9X, NT 4 e 2000. Página em português.

Aproveite e bom divertimento.

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01
mai 2000
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