É interessante observarmos que eventualmente no processo de desenvolvimento de um web site, de um software, ou de algo parecido, mesmo se trabalhando com métricas, prazos e escopo definidos, e cumprindo tudo à risca, chegamos na hora derradeira (da entrega) e as vezes acontece um gap, entre a data da entrega por parte da empresa que desenvolve o serviço e da empresa que recebe o mesmo.
Esse gap, dependendo de como as amarras legais estão feitas, pode ser pequeno ou longo, porque independente do tamanho da empresa que contrata o serviço, são pessoas que estão na ponta dos processos, avaliando, recebendo, aceitando, recusando, criticando e finalizando as ações. Então prazos e prioridades mudam, às vezes sem o devido controle. O resultado é o que eu chamo de ?síndrome da desconstrução?.
E ela ocorre quando tudo está pronto, dentro do prazo e especificação, mas o tempo do gap é grande o bastante para as pessoas acharem que algumas coisas poderiam estar construídas de outra forma. E obviamente elas podem estar com a razão. Mas é prudente lembrar que tudo foi feito com embasamento e motivação técnica para ter sido feito daquela maneira. Então antes de iniciar o processo de desconstrução, cabe a quem desenvolveu verificar as amarras legais e informar isso novamente ao cliente. Não é quebrar os pratos, é foco.
Os pontos precisam estar bem amarrados. E o crédito de quem desenvolveu precisa ser respeitado, porque se estamos aqui até agora, é porque temos motivos para estar. E, quando tudo for ao ar, quando o software for distribuído, e por aí vai, aí sim, analisando os resultados, a performance, a utilização, ficará mais fácil ajeitar o que for preciso. Mas sem desconstrução, sem retrabalho desnecessário, apenas porque se perdeu o fio condutor inicial.
É preciso parar e refletir. Continuar é fundamental. Mas dentro dos objetivos iniciais.