Arquivo de março de 2005

A outra etapa

segunda-feira, 28 de março de 2005

Desde que se iniciaram os preparativos para o novo evento de networking do mercado (Papo de Primeira) fiquei muito feliz. De certa forma uma nova paginação de um evento que em sua época fez escola, mas principalmente, rever os amigos, refazer os links perdidos dos conhecidos e entrantes do mercado, mas agora não tão focado em TI.

Senti uma alegria de participar disso ativamente, mas as vezes não podemos controlar o que nos aguarda o amigo destino na porta ao lado. Fico a partir de agora alegre de ver a coisa toda ganhar forma, e em breve ganhará mais corpo, é só aguardar.

Também preciso lembrar aqui que a novíssima AGADi, Associação Gaúcha das Agências Digitais também está crescendo a olhos vistos. Desde a concepção, fundação, a entidade agora conta com 26 empresas associadas e mais empresas colaboradoras entrando a cada dia que passa.

Isso me dá enorme satisfação, não retirando a fundamental iniciativa dos nossos respectivos presidente (Cesar Paz ? AG2) e vice (Tiago Ritter ? W3haus) me sinto meio pai da criança, e estou me esforçando para trazer a entidade mais empresas sérias e interessadas, para que possamos juntos a partir de agora, mostrar ao nosso mercado como ele fazer para desenvol-ver um bom trabalho, guiando, informando e criando nova consciência sobre aquilo que de-senvolvemos.

Até mostrando porque uma empresa precisa ser estabelecida para poder prestar um melhor serviço. Mas estes dados adicionais ficam para a próxima coluna.

Também estou pessoalmente empenhado em melhorar minhas habilidades técnicas, porque afinal não podemos ser considerados apenas por aquilo que construímos até o momento, é preciso estar sempre antenado e mostrar um pouco daquilo que ainda podemos fazer. E se puder ajudar a todos melhor ainda.

Mas esse é assunto é para colunas futuras…

A especialização e o generalista

segunda-feira, 21 de março de 2005

Certa vez discutia com um amigo, que trabalha em uma multinacional, fabricante de computadores e assemelhados, que desde quando ele tinha trabalhado comigo muitas coisas tinham acontecido (ele trabalhara para mim há uns 5 anos) e que neste meio tempo consegui fazer inúmeros cursos e inclusive me formei.

Então ele me pergunta especificamente em que eu era especialista, e a grande verdade é que eu não sou especialista em nada. Me considero um generalista, com algumas especializações, devido ao simples fato de executar e gostar mais de algumas áreas da tecnologia do que outras, e também que a experiência adquirida me agregou valioso conhecimento em diversas áreas.

Então, seguindo o raciocínio, fica muito complicado explicar exatamente em que eu acreditava que dominava melhor, mas isso não quer dizer que sou superficial em todas as áreas do conhecimento.

Até para recusar algumas ofertas é preciso pensar da maneira adequada. Mas não considero que tenha me tornado um generalista em vão, e também nesse período treinei diversos generalistas (alguns estão no exterior neste momento, outros trabalhando em ótimas empresas) então creio que eu (e este excelente pessoal) estamos mais aptos a trabalhar e pensar num espectro maior dentro de nossas áreas de conhecimento.

Vale então se especializar quando for necessário!

O melhor do Brasil não é o brasileiro

terça-feira, 15 de março de 2005

Desculpem se o chapéu serviu, mas nos últimos anos tenho observado que o melhor do Brasil não é o brasileiro. O melhor do Brasil é o empresário. É o empresário pelo simples fato de que assim como o Zangão, que não podia voar, pois tinha peso excessivo em relação ao tamanho de suas asas, além da aerodinâmica falha, é o empresário que contraria todas as expectativas e faz acontecer. Alça o vôo da liberdade mesmo não sabendo voar.

Quem em sã consciência arrisca tudo e mais um pouco na busca de um sonho ? às vezes inalcançável ? se não o empresário? Quem, além de um empresário, se motiva com o aumento de impostos, com as desavenças com o governo, com os desentendimentos com aqueles que protege, e que em boa parte das vezes só visualizam um número escrito num pedaço de papel que parece algum tipo de garantia para um futuro nebuloso?

Imagine o que seria deste país se 50% dos empresários desistissem dos desafios diários de desbravar novos mercados, sem esperar por nada e por ninguém, porque a ajuda nunca vem mesmo. O que alguém pode esperar de um povo inventivo se não o empreendimento natural dos desafios que a mente nos cria?

Quem acha que empresário só quer ganhar dinheiro as custas dos funcionários está redondamente enganado, obviamente se respeitando as exceções, mas normalmente o empresário trabalha feito uma mula, mas não ganha aquilo que merece e não falo só do reconhecimento e da sensação maravilhosa do dever cumprido, e de ter realizado algo importante, algo que grave nosso nome, o legado de nossos filhos.

Fico pensando, vezes demais, que deveria ter seguido outros rumos, mas pensando bem, não conseguiria, até inclusive tentei, mas não adiantou, voltei ao meu curso original, não me imagino fazendo outra coisa somente.

E para finalizar, nada mais estimulante do que conversar com os amigos, empresários, que mesmo em meio as maiores dificuldades, e entenda que nem sempre uma dificuldade é financeira, conseguem dar a volta por cima, não se deixam abater, e conseguem motivar aqueles que estão à sua volta.

Minha homenagem aos grandes brasileiros, os senhores empresários.

Em tempo (16/02/2005): Agradeço os comentários e os xingamentos, mas esclarecendo, o Empresário não é aparentemente brasileiro, parece que por não ser miserável e ter espírito empreendedor está classificado numa categoria à parte.