Arquivo de fevereiro de 2004

MSTT

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2004

A poucos dias lendo a coluna do colega aqui mesmo no Baguete, me deparei com alguns comentários sobre os eventos de networking, principalmente sobre o Terceira Terça.

Me pareceu que chutar um número é justamente falar o que vem à cabeça. Chutar é muito diferente de perguntar, de receber dados e métricas do público ao qual você se relaciona.

Fiquei com a impressão de que neste período de Terceira Terça então nós organizadores (todos) sermos uns grandes picaretas, afinal só inventamos os números não é? Ora, mas como se afirma uma coisa dessas se não se pergunta para ninguém de onde saem esses dados e quais parâmetros foram utilizados para tal levantamento.

Creio que quem estiver lendo vai lembrar que o evento alcançou rapidamente a marca do milhão de reais, mas demorou muito tempo para chegar aos dois milhões.

Isso é muito simples de explicar, os números foram levantados com quem nos passou os negócios gerados a partir do evento. Quem não nos passou, não entrou no cálculo. Seguramente – para quem sabe aproveitar o TT – o número deve ser maior em termos de negócios gerados.

Lembro ainda que no primeiro ano um único negócio gerado a partir do evento foi de mais de R$ 700.000,00. Ou seja, alavancou os nossos números. E com os reports seguintes a curva de negócios gerados aumentou gradativamente.

Isso não é chute, é matemática simples. Se não podemos confiar em nossos parceiros que aproveitam o evento e nos transmitem informações idôneas, vamos confiar em quem afinal?

Peço ao meu amigo Jonatas Abbott, centralizador dos levantamentos junto ao mercado neste período, que me corrija se eu estiver errado. Mas sem chutar! Ao Ery Jardim fica a deixa para criar um mecanismo para regular a coleta de dados junto ao mercado, e mostrar exatamente de onde saem esses valores.

Agora sim

terça-feira, 3 de fevereiro de 2004

A indústria fonográfica, a do cinema e a de software a tempos temem a troca de arquivos pelas redes P2P através da Internet. Bilhões em prejuízos, desemprego e usuários maldosos ou desavisados.

Mas agora, mágica, uma revolução tecnológica sem precedentes vai livrar toda a indústria desses males. Foi inventado um maravilhoso quiosque – ou terminal de mídia – que se propõe a gravar na hora para o usuário músicas, filmes ou softwares, numa vasta coleção disponível aos interessados. O nome da novidade é Mix for Me ou M4M. As faixas musicais ficarão por volta de R$ 1,50 cada, podendo ser pagas inicialmente através de cartões Visa Electron, depois serão aceitos outros tipos de cartões.

Parece-me estranho desfazer de uma estrutura invejável de distribuição e atualização centralizada como a Internet para se voltar a este tipo de solução. Imagino os clones dos quiosques surgindo aos montes, cheios de pirataria, igual ou melhores que os originais, aceitando ainda os seus cartões de crédito convencionais, e aproveitando para dar uma clonadinha básica.

Será que só para mim parece o retrocesso da tecnologia? Estou tão errado em pensar que a vida na Internet é tão mais fácil do que fora dela? Que indústria é essa que ainda não se convenceu?

Aproveite e compre agora o CD novo do Barão Vermelho por R$ 1,99, ou os últimos games da Eletronic Arts pelo mesmo preço…