Arquivo de setembro de 2003

As redes sociais

segunda-feira, 15 de setembro de 2003

Como falei na coluna anterior, a Internet é um fenômeno social. Mas o termo rede social pode significar também outras coisas na Internet.

Com o aumento do número de pessoas online, a tendência é que o esforço outrora feito para reunir comunidades em torno de um determinado assunto ou objetivo – o que cria o senso de identidade, tenderá a diminuir.

Seguindo a onda, tem aparecido alguns softwares que tentam forçar um pouco o aumento das redes sociais de relacionamentos. Ora se utilizamos algum software de mensagens instantânea (ICQ, Messenger, etc) é normal que na minha lista de contatos tenha as pessoas as quais eu tenho algum tipo de relacionamento, ou no mínimo que eu espero ter num futuro próximo.
Esses softwares que citei partem da premissa que se eu tenho vários amigos, e você tem vários amigos, e nós nos relacionamos, então nossos amigos devem ser apresentados. Esquisito, mas de certa forma tem alguma lógica.

E além das teorias dos níveis de relacionamento (você já deve ter lido a respeito disso) algumas dessas empresas estão tentando provar que também é possível se valer dessas técnicas para o mundo dos negócios.

Na seqüência então surgiram outros serviços e softwares com o mesmo objetivo do Terceira Terça, fomentar o networking e proporcionar contatos mais interessantes do ponto de vista dos negócios.

E a maneira como os novos contatos são feitos seguem alguns padrões, alguns softwares só permitem os FOAF (friend of a friend), enquanto outros permitem acesso irrestrito as teias de relacionamento alheias.

Ainda, algumas ferramentas analisam as informações que trafegam em suas redes (quem contacta quem) para criar um modelo que pode entre outras coisas indicar um possível novo gerente para um grupo de pessoas.

Parece que começamos a fazer ferramentas que trazem algum retorno aos usuários e as empresas. Mas de qualquer forma antes de falar mal e cortar o acesso dos funcionários, é bom que eles sejam testados!

Links de apoio:
Friendster – http://www.friendster.com/

Redes P2P e a sua empresa.insegura.com.br

quinta-feira, 11 de setembro de 2003

A algum tempo atrás um colega aqui, colunista do Baguete, escreveu sobre controlar ou não controlar os e-mails e a navegação dos colaboradores das empresas.

Pois vamos as novas portas a serem fechadas nas redes das empresas. Com a proliferação dos softwares que permitem troca de arquivos, normalmente através de protocolos P2P (peer-to-peer ou point-to-point como preferem outros), vemos o surgimento de mais uma dor de cabeça, as máquinas dos seus colaboradores servindo de repositório e mostrando todos os seus arquivos confidenciais para quem quiser.

Na prática é fácil comprovar, instalei dois softwares (Kazaa Lite e Morpheus) e executei buscas mais absurdas como *.doc, *.xls e *.mdb. Milhares de arquivos de tudo quanto é tipo, e muita, mas muita informação confidencial. Fiquei realmente emocionado com a quantidade e qualidade de documentos que foi retornado a mim. Até um planejamento de marketing de um grande fabricante de aparelhos de telefonia celular eu encontrei. Dizia até porque a concorrência estava vendendo mais e as ações a serem tomadas daqui pra frente.

Fascinante a que ponto a tecnologia avança. E seguindo a linha do que disse o colega sobre controlar a vida dos colaboradores, tem que controlar sim, pois é uma questão de segurança e de sobrevivência.

Pense nisso!

O fenômeno social da Internet

segunda-feira, 8 de setembro de 2003

Algumas pessoas reclamam do tempo que perdem lendo os SPAMs, mas a realidade é que a Internet como meio de relacionamento tem muitas formas de fazer você ficar entretido – ou perder mais tempo.

A algum tempo, quando se tinha apenas os canais do IRC (Internet Relay Chat), muita gente perdia horas no computador, virava as noites nos canais, aqui no sul precisamente nos canais da Conex ou do Via-RS, em busca de alguma coisa, não se sabia ao certo o que.

Também nos primórdios os usenet newsgroups foram de grande valia para aqueles que buscavam informações e cultivavam o hábito de compartilhar informações e conhecimento com os desconhecidos a milhares de quilômetros.

O tempo passou, o Chat ganhou corpo e as pessoas passaram então, em sua maioria, a buscar nesta nova forma de relacionamento social, alguma resposta. Mas desta vez era possível enviar fotos também.

E surgiram alguns softwares com mais penduricalhos associados, o net meeting por exemplo se destacava, você se conectava a um servidor e além do Chat, vídeo em tempo real e som, ainda podia enviar arquivos e escrever no White board dos outros usuários.

E também já existiam os ICQs e Messengers da vida, que as vezes atrapalhavam o trabalho nas empresas em detrimento do relacionamento dos usuários das redes.

Note que cada um dos sistemas e softwares que citei acima eram divididos, por canais, por especialidades, por perfis de idade e também por orientação sexual. Diversos eram os segmentos e suas múltiplas divisões e classificações.

Mais recentemente proliferaram as paginas pessoais, onde o criador disponibilizava tudo o que achava de interessante e se conseguisse ainda poderia aparecer num mecanismo de busca, o que atraía alguns visitantes a mais. Ou ainda participaria de algum tipo de sistema de troca de banners, achando que isso atrairia milhares de novos visitantes as suas páginas.

Mas agora, recentemente, surgiram os tais de blogs (abreviação de web log), ou seja, sites normalmente de cunho pessoal, atualizados freqüentemente e com algum tipo de ordem cronológica em sua organização.

Mas não pense que somente os adolescentes desocupados se utilizam das diversas ferramentas gratuitas de hospedagem e atualização dos blogs existentes hoje.

Algumas empresas rapidamente perceberam o potencial desse nova forma de comunicação. Até porque existem blogs de diversos assuntos, muita coisa publicada tem até algum valor científico, muitas notícias e denúncias jamais teriam outros canais para se promoverem e caírem na boca do povo.

E mais, existem já profissionais e empresas especializados nisso, para ajudar a divulgar uma empresa ou produto, e as vezes até para tentar reverter uma imagem negativa sobre determinado assunto.

Fica aqui o gancho para a continuação, As Redes Sociais da Internet.

A informação está no log

quinta-feira, 4 de setembro de 2003

Desde que a web é a web, muita coisa fica para trás armazenada em incontáveis linhas separadas por carcteres especiais, aguardando algum tipo de ação – que não seja apagar o arquivo – dentro de servidores web espalhados mundo afora.

É bem verdade que muito pouca gente se atém ou se preocupa a descobrir alguma coisa oriunda dos arquivos de logs, em parte graças as ferramentas oferecidas pelas empresas de hosting, muito básicas na sua origem, em parte pelos desenvolvedores dos web sites, que não oferecem análise desses dados como valor agregado aos serviços que prestam, mas muito porque o “marketing” não dispõe dessa simples informação.

É claro que o simples fato de se ter um log de acessos num determinado web site não prova nada. Temos maravilhosas ferramentas hoje em dia que possibilitam, mediante a inserção de algum código dentro das páginas, às empresas saber dados inimagináveis dos seus usuários.

Esse tipo de informação, originada do log ou dos scripts de página é de extrema valia para empresas que necessitam de métricas e parâmetros confiáveis para medir a eficácia de suas iniciativas online.

Faço uso de alguns tipos de ferramentas, de script, de análise de logs – baseadas na web e baseadas em clientes para Windows, e digo, as descobertas estão melhorando a cada dia que passa, e as possibilidades de refinamento nas pesquisas são inúmeras.

Pense bem e exija saber sobre aquilo que lhe pertence. É importante.

Funcionalidade e Usabilidade

segunda-feira, 1 de setembro de 2003

Penso que nos dias de hoje ainda falta um pouco de tato para os desenvolvedores (de software e de produtos) para melhorarem a usabilidade – facilidade de utilização – e a funcionalidade de seus produtos.

É claro que avanços como o das interfaces de telefones celulares e de dispositivos pessoais como palmtops e PDAs em geral merecem destaque, pois lembro bem em 1998 quando começaram os testes com envio de mensagens SMS, e numa mesa de negociações com empresários, um deles falou: Quem é o maníaco que vai ficar escolhendo letras pra mandar uma mensagem nessa telinha desgraçada? Bem, de acordo com a Telemóvel, neste ano cerca de 200 a 250 bilhões de mensagens SMS serão enviadas.

Não que as telinhas tenham ficado maiores ou teclados tenham sido acoplados aos telefones (embora sim em alguns casos), mas tudo isso se deve a usabilidade e funcionalidade dos dispositivos, seus sistemas operacionais e seu design.

Quero dizer com isso que muito pode se fazer quando se pensa em quem vai utilizar determinado produto ou serviço. Como no caso de um site, que o designer insiste em utilizar aquelas minúsculas fontes em tamanho de 8 pixels, mesmo sabendo que o público que vai utilizar é de executivos na faixa dos 45-60 anos.

Via de regra pode ainda afirmar que é possível trabalhar melhor a usabilidade de seu produto ou serviço, agregando realmente o valor que é necessário para que seus usuários (aqueles que pagam a conta) sintam a diferença, e o seu departamento financeiro também.

Quer saber mais? Me pergunte agora ou cale-se!