Arquivo de junho de 2003

Ops, he did it again…

quarta-feira, 25 de junho de 2003

Em 1995 quando tive o primeiro contato com um Mac, de início tratei ele com desdém, preferi o 486. Mas assim que ele ganhou mais memória e um monitor extra, imediatamente revi meus conceitos. Na época trabalhava com multimídia, a placa de vídeo dispunha já de dispositivo de captura, era o máximo. Sem falar nos HDs SCSI muito rápidos.

No final deste mesmo ano veio o segundo da família, desta vez um clone, mas muito mais potente. Essas máquinas, mesmo com a Apple me abandonando em 1996 em meio a crise, e mesmo eu sendo já o primeiro Apple Developer do sul do Brasil, trabalhou incansavelmente bem até 1998, e a partir daí os G3 lançados não tinham mais o mesmo brilho e nem a performance que se alcançava com os novos PCs. Além do preço, a performance não justificava mais.

E assim vieram os Pentium II, Pentium III, os Athlon, onde a AMD mostrou porque veio ao mundo. Aí então a cada consultoria informal sobre as vantagens de um Mac, não sendo o amigo da área gráfica com ressalvas, sempre ouviam a mesma resposta. Para que um Mac? Compre um ótimo PC (IBM).

Pois bem, o tempo passou, vieram os Pentium IV, a barreira do clock em GHz ultrapassada, RAIDs de drives IDE, placas de vídeo com 64Mb de memória renderizando milhares de polígonos simultaneamente, e o então G4, agregando cada vez mais periféricos dos PCs padrão IBM, o que mais aconteceria de bom ou de ruim?

Aí, como a mitológica ave Phoenix, renascida das cinzas eis que ressurge um Steve Jobs (o homem que certamente inspirou Bill Gates) com a 9ª maravilha do mundo. O fantástico, e por algum tempo insuperável, o Power Mac G5. Retiro a partir deste momento tudo o que falei sobre os Macs, sobre sua performance razoável e mediana, sobre a grande vantagem do custo/benéficio dos PCs, pois este é certamente um marco.

Não estou ganhando nada para escrever isso e nem para colocar este link, mas faça o favor de acessar este link e conferir os testes de performance. Que este seja o seu próximo PC. São os meus sinceros votos.

SLA – Service Level Agreement

segunda-feira, 16 de junho de 2003

No início de junho, conversando com um cliente, este manifestou sua insatisfação quanto ao seu prestador de serviços de conexão, uma grande empresa de telefonia. Ponderei perguntando sobre o contrato de prestação de serviços e sobre o SLA, ele riu, desconhecia tais documentos.

Já no início de 2002, cerca de 59% das empresas brasileiras que utilizam serviços de conexão e data centers exigem de seus fornecedores os respectivos SLAs (Service Level Agreement – Acordo de Nível de Serviço) e SLMs (Service Level Management), e os que não exigem estavam cientes disso quando da renovação dos seus contratos.

Imagine o seu data center oferecendo um SLA onde você tem 99,95% de disponibilidade num ano, parece muito, mas no nosso ambiente de disponibilidade de 24×7x365, ficar mais de 6 horas fora do ar não é uma coisa muito agradável.

Não que seja uma tarefa fácil definir os melhores fornecedores, e ainda assim ter o melhor suporte técnico e jurídico para certificar as soluções e os aspectos legais que atuam em cada tipo de serviços. O seu fornecedor tem fornecedores com os SLAs atrelados aos seus serviços.

Logo, pense no pior ao fazer o melhor. Os melhores contratos são aqueles que nunca são utilizados. Não fique em dúvida, consulte seu prestador de serviço, seus parceiros de negócio, seu advogado. Tenha em mente manter o seu serviço vivo e principalmente, garantir a disponibilidade dos seus clientes. O sucesso deles depende do seu.

O meu é de 99,99% e o seu?

A web semântica

domingo, 1 de junho de 2003

Embora este assunto não seja novo, se faz necessário e relevante. A abundância de informações irrelevantes na Internet tem se tornado um problema desde que seu uso massificou, a partir de 1998.

Encontrar informações relevantes não é tarefa fácil. E a culpa normalmente é do pobre HTML, que nada fez para nos ajudar em suas pobres tags. A bem da verdade é que desde o SGML, passando pelo HTML e mais recentemente (embora a idade temporal não seja recente), o XML, que ja é um padrão relevante para troca de informações (não, o XML não substitui o HTML), é preciso que nós nos forcemos a identificar corretamente o conteúdo que geramos, em casa, no trabalho, na escola e no meio acadêmico. As tags HTML são muito limitadas nesse sentido. Elas apenas descrevem como a página deve ser exibida e não oferecem nenhuma descrição dos dados contidos em si.

Quando documentos são indexados, nos é então permitido procurar por eles. O problema é que pessoas procuram por coisas iguais de maneiras diferentes, e procuram por coisas diferentes de maneira igual. A chave é mais ou menos essa, ao invés de pensar como informação compreensível aos humanos, devemos pensar naquilo que as máquinas entenderiam.

Algo como “Machine-understandable Information”, de acordo com o mestre Tim Berners-Lee. É preciso então criar categorias semânticas para descrever os dados contidos nas páginas e uma linguagem que façam sentido para as máquinas.

Aí entramos em outro estágio, das ontologias e dos agentes. As ontologias (conjuntos de conceitos em lógica, sobre determinada área de conhecimento) se encarregarão de criar os vocabulários necessários ao funcionamento dos agentes (monstrinhos que farão o trabalho para nós, assim como no Matrix).

As ontologias criarão os conceitos e estabelecerão regras lógicas, para se interpretar o significado das informações. E os agentes, peças de software que funcionarão como serviços dispersos e automáticos, precisarão destas ontologias para nos servir. Neste caso, de informações realmente relevantes.

O caminho já vem sendo trilhado, e só não é mais longo porque já passou bastante tempo. Mas ainda serão necessárias novas tecnologias para suprir atuais carências e deficiências no que temos disponível hoje.

O W3C trabalha dia e noite nisso, seria bom você reservar um tempo para ajudar.