Arquivo de maio de 2003

Ombudsman de TI

domingo, 18 de maio de 2003

As empresas têm se preocupado com a qualidade dos serviços prestados junto aos seus clientes há algum tempo. E de tempos em tempos, de ciclos em ciclos surgem novas técnicas e teorias para auxiliar neste processo. Existem muitas iniciativas, CACs, SACs, Call Centers, Suporte Técnico entre outras. Mas nada de compara a ouvir a palavra direto da boca do cliente.

Com o surgimento de departamentos inteiros voltados a melhor atender, e com o aparecimento da figura do “Ombudsman”, parece que a idéia não só está sacramentada, mas começa a ser adotada para o cliente interno das empresas.

É cada vez mais comum verificar o surgimento da figura do Ombudsman de TI nas empresas, que é o profissional que tem trânsito livre dentro da empresa, e está entre suas atribuições ouvir funcionários, acompanhar projetos, medir o grau de satisfação após a implantação dos mesmos e fundamentalmente ter excelentes conhecimentos em TI e extrema capacidade de comunicação.
A figura que se tinha do Ombudsman era da pessoa que a empresa pagava para falar mal dela e de seus problemas. Mas este realmente não é o caso. Acompanho desde o início dos anos 90 quando a Folha de São Paulo incluiu no seu rol de boas iniciativas esta figura carismática, e que se comunica diretamente com o público da empresa.

Esta abordagem vem de encontro as métricas de avaliação quando da implantação de projetos ou de novos investimentos em TI. Cada vez mais se faz necessário implantar novos projetos com eficácia, ouvindo pelo menos quem deveria se beneficiar mais daquilo que se delimitou como melhoria.

Grupos como Pão de Açúcar e IBM tem figuras deste calibre por trás de suas estruturas. Agora ao que parece, além das métricas infindáveis temos uma figura de carne e osso que pode simplesmente ouvir aquilo que às vezes não queremos ou não conseguimos ouvir. Uma simples palavra!

Web Services

segunda-feira, 5 de maio de 2003

Desde que as tecnologias convergiram para a Internet, tem-se notícia de ondas, revoluções e reinvenções da roda. A partir de 2002 muito se falou em Web Services, que podemos dividir em dois aspectos, o aspecto técnico e o aspecto de negócios.

Podemos classificar os web services como serviços interativos, baseados em padrões do mercado e que permitem independência de plataforma. Se considerarmos as tecnologias como o J2EEE, .NET e outras mais antigas perceberemos que o conceito já nos rondava a algum tempo.

Ainda nesta linha podemos dizer que os web services estão na moda porque são simples de entender e de se aplicar, mais ainda quando utilizamos protocolos como o SOAP e tecnologias sacramentadas como o XML, o que permite modelagem rápida e uma real aplicação multi-plataforma. Ainda no aspecto técnico, os web services estão ficando como padrão de serviços porque utilizam-se de todos as tecnologias padrão já aplicados a algum tempo.

Para as empresas que produzem software os web services podem significar um aumento no número de clientes, e para as empresas que precisam destes serviços uma diminuição no custo de aquisição dos mesmos, paralelamente a uma oferta de fornecedores e compatibilidades maiores. Como diria um grande amigo meu, é o Lego! Precisamos produzir Lego!

No aspecto de negócios, especula-se que o fornecedor que não estiver fornecendo modelos de seus produtos (software) via web services estão fadados a morrer. É irônico também, pois se você me oferecer uma pequena parte do seu software (a que eu realmente preciso) via web services, porque então eu iria querer pagar pela solução completa?

Ainda é preciso muitos exercícios para criar um modelo de negócios facilmente aplicável aos web services, ainda mais porque todos nós precisamos do lucro disso! De qualquer forma apostar nos web services me parece uma ótima alternativa para nosso momento atual. Eu vou apostar, e você?